terça-feira, 7 de agosto de 2012

EcoExport



Inéditos equipamentos e estilo arrojado indicam: a segunda geração do EcoSport foi feita para ser global

Um dos modelos mais bem sucedidos da Ford no Brasil, o EcoSport praticamente reinventou o segmento dos utilitários-esportivos. Bonito, prático e acessível, o modelo lançado em 2003 abriu caminho para um conceito hoje bastante explorado pela concorrência e que tem como último representante o Renault Duster. Passados quase dez anos, era hora do jipinho pioneiro se renovar e a marca do oval azul não economizou nos detalhes em sua segunda geração. Construído sobre a plataforma do renovado New Fiesta importado do México, o modelo estreia refinado com um novo motor 1.6 importantes recursos de segurança – como seis airbags –, de conforto, caso da direção com assistência elétrica e a central multimídia SYNC de série, em quatro versões: S, SE, FreeStyle e Titanium. O preço também evoluiu e agora parte de R$ 53.490.
 
O desenho é delineado por formas arrojadas e uma frente bem imponente. A grade octogonal e com ângulos proeminentes, busca enfatizar robustez ao EcoSport. Deu certo. Aliado aos faróis afilados, luzes de LEDs (dirunas) complementam o conjunto. De perfil, o modelo exibe uma linha de cintura alta, ascendendo em direção à traseira. O DNA estético, puramente inspirado no New Fiesta, não abriu mão do vigia lateral, importante item no quesito visibilidade traseira. Rodas são de 15 ou 16 polegadas e a partir da versão SE há um rack de teto. O estepe fixado na tampa do porta-malas foi mantido como marca registrada e a abertura do compartimento é feita por meio de uma maçaneta embutida na lanterna direita.


Por dentro, o novo EcoSport guarda um painel igualmente anguloso, com dois mostradores circulares na instrumentação, entradas de ar verticais e tela de LCD de 3,5 polegadas integrando o sistema SYNC, no console central. O recurso permite ao motorista controlar diversas funções por comando de voz, como fazer e atender chamadas no celular e selecionar músicas sem precisar tirar as mãos do volante. A cor Ice Blue na iluminação dos instrumentos repeteum mesmo tom já adotado pela General Motors. Os bancos dianteiros tem formato envolvente, e vem acompanhados de apoio de braços. No assento de trás, há encostos de cabeça e cintos de segurança para os três ocupantes. Segurança e conforto que vem aliados à praticidade de se inclinar o encosto em quatro estágios.


A cabine é composta de 20 porta-objetos para acomodar diferentes tipos de bugigangas. Sob o banco do passageiro, por exemplo, há uma gaveta própria para bolsas ou laptops. O porta-malas oferece capacidade mediana – 362 litros –, mas com o banco traseiro rebatido, pode ter a capacidade acrescida para 705 litros.

Novo motor 1.6
Utilizado no New Fiesta e Focus, o motor 1.6 Sigma faz sua estreia no EcoSport com potências de 110 cv/115 cv abastecido com gasolina e etanol, respectivamente. A aceleração até 100 km/h, com esta unidade sob o capô, é de 12,4s/12,5s e a máxima chega aos 180 km/h. Equipado com o já conhecido motor 2.0 Duratec, de 141 cv/147 cv, os números passam à 10,5s/10,8s de aceleração, sem máxima divulgada pela Ford. Em ambos os casos, a transmissão é a IB5 Plus manual de cinco velocidades. Pelo menos de início, o fabricante optou por não oferecê-lo com câmbio automático, mimo que virá no futuro, a exemplo do que ocorreu com o primeiro EcoSport.
 
Projetada na América do Sul, a segunda geração também será produzida na China, Índia e Tailândia, além de ser vendida em cerca de outros 100 países. Uma mostra de que a Ford não fez tantas evoluções pensando só no Brasil, onde tudo começou para o EcoSport.



[saiba mais]
Conteúdo das versões e preços:

A opção de entrada S (R$ 53.490) vem com airbags frontais, ar-condicionado, direção com assistência elétrica, freios ABS, sistema multimídia SYNC, vidros dianteiros, travas e espelhos retrovisores externos elétricos. A SE (R$ 53.490) adiciona faróis de neblina, rack de teto e vidros elétricos traseiros, diferenciada pelo tipo de roda. Na FreeStyle (R$59.990), o visual é mais detalhista. Além da capa dos retrovisores e maçanetas externas na cor cinza, a versão é composta por rodas de liga leve aro 16, computador de bordo, sensor de estacionamento, vidros elétricos com acionamento a um toque e sensor antiesmagamento, fechamento global, assistente de partida em rampa, controle eletrônico de estabilidade e controle de tração. Equipada com airbags laterais, de cortina e bancos de couro, o preço da versão sobe para R$ 63.690. Com motor 2.0, a FreeStyle custa R$ 66.190. Disponível unicamente nessa motorização, a topo de linha Titanium (R$ 70.190) se destaca pela sofisticação. Exclusividade da versão, a grade dianteira cromada e as rodas de liga leve aro 16 são acompanhadas por airbags laterais e de cortina, ar-condicionado digital, bandos de couro, faróis com acendimento automático, retrovisor eletrocrômico, sensor de chuva e partida em chave. 

Oito opções de cores:  
Branco Ártico, preto Ebony, vermelho Arpoador, prata Enseada, cinza Camburi, prata Riviera, azul Maraú e a nova laranja Savana.

Sport: um A1 mais apimentado



Durante o lançamento do divertido A1, a Audi já havia adiantado a intenção de importar o carrinho na versão mais potente do motor 1.4 TFSI, de 185 cv. O tempo passou e antes mesmo da carroceria quatro portas estrear por aqui, a marca das quatro argolas decidiu trazer o motor apimentado na versão Sport. Acrescido de 63 cv e torque de 25,4 kgfm, contra 20,4 kgfm do A1 de entrada, a unidade guarda sob o capô um compressor volumétrico Eaton Roots que dá força extra nas rotações mais altas. A aceleração até 100 km/h é feita em 6,9 segundos e a máxima chega aos 227 km/h - como comparação, o A1 "normal" faz 8,9s e 203 km/h do A1. O preço, contudo, é quase R$ 17 mil maior: R$ 109.900.


Toyota sugere donos de RAV4 a rebocá-lo, caso seja detectado problema de recall


Enquanto um flagra na Arábia Saudita revelou as formas da nova geração do Toyota RAV4, no Brasil o utilitário-esportivo é alvo de recall devido a um problema no suspensão. É que a Toyota detectou possíveis folgas nas porcas que prendem o braço da suspensão traseira, o que provocaria ruídos, ferrugem e em casos mais graves, desgaste prematuro e consequente desprendimento dos componentes.

A campanha é mundial, envolve cerca de 760 mil unidades - dos quais 5.897 no Brasil - fabricadas entre 1º de outubro de 2005 e 31 de agosto de 2010 e será feita em duas fases. Na primeira etapa, a ser iniciada em 16 de agosto,haverá inspeção visual na verificação do torque das contraporcas do braço 1 do sistema de suspensão e troca de componentes que estiverem danificados. A segunda intervenção está marcada para outubro, quando será instalado um reforço metálico no mesmo ponto de fixação de aviso. Até que o problema seja solucionado, causa estranheza a sugestão que a marca japonesa fez aos proprietários dos carros: se for detectado algum ruído anormal na suspensão traseira, o RAV4 deverá ser rebocado. A Toyota só não deixou claro quem vai pagar pelo reboque...

Estão envolvidos os modelos ACA33L - ANPGK, de chassis JTMBD31V** de 5005722 a 5262087, e ACA38L – ANPGK, chassis JTMZD31V** de 5164432 a 5167398. O agendamento pode ser feito por meio do telefone 0800-703-0206 ou no site www.toyota.com.br.

Symbol 2013 tem única versão com preço reduzido: R$ 37.390


Base para mais uma plástica no Clio, o sedã Symbol parece não estar vendendo tanto quando a Renault esperava. A razão é o enxugamento de versões na linha 2013. Oferecido desde então nas opções 1.6 8v Expression e 1.6 16v Privilège, o modelo - nada mais que uma reestilização sobre o extinto Clio Sedan - passa a ser oferecido somente na segunda opção, com o preço reduzido para R$ 37.390, ante os R$ 42.260 pedidos anteriormente.


Apesar de pouco atrativo na estética e defasado tecnologicamente, o Renault argentino agrada quando o assunto são os equipamentos de série. Ele vem com airbags frontais, ar-condicionado, direção hidráulica com volante regulável em altura, computador de bordo, sensor de estacionamento, faróis de neblina e rodas de liga leve aro 15. Seu único opcional é o pacote Pack, que adiciona ar-condicionado digital, retrovisores externos na cor do carro e com regulagem elétrica, freios ABS com EBD (distribuidor eletrônico de força de frenagem) e termômetro, por R$ 2.060.




segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Etios, o novo compacto da Toyota, terá airbags e freios ABS na versão de entrada


Não é mais segredo a um bom tempo que a Toyota deseja roubar uma fatia de vendas do líder Volkswagen Gol no segmento de carros compactos. Com o Etios, hatchback e sedã, a marca japonesa também poderá aumentar sua participação no mercado brasileiro. O modelo, que exigiu a construção de uma nova fábrica em Sorocaba (SP), só será lançado em outubro durante o Salão do Automóvel de São Paulo, mas a Toyota já divulgou seus preços e detalhes técnicos. Equipado com motores 1.3 16v flex e 1.5 16v flex, ele custará de R$ 35 a R$ 48 mil.

Valores considerados altos, se tomarmos com base o Gol – seu principal alvo –, embora a lista de equipamentos de série, ao contrário do VW, inclua airbags frontais e freios ABS na versão de entrada.
O desenho é pouco chamativo e as linhas demasiadamente quadradas já lhe renderam o apelido de Logan da Toyota. A capacidade do porta-malas, contudo, pretende ser um argumento de vendas que possa superar o estilo. O sedã terá um compartimento para 562 litros de bagagem, enquanto o hatch contará com generoso bagageiro de 263 litros. Em ambas as carrocerias, o tanque de combustível terá o mesmo tamanho, comportando 45 litros.


O Etios de entrada, disponível somente como hatch, utilizará um motor 1.3 16v flex de 84cv/90cv e torque de 11,9 kgfm/12,8 kgfm a 3.100 rpm, quando abastecido com gasolina e etanol, respectivamente. No 1.5 16v flex, hatch ou sedã, o motor desenvolve 92cv/96cv com torques de de 13,5 kgfm e 13,8 kgfm aos 3.100 giros, respectivamente.

Pré-venda
Até que ele chegue às concessionárias, após o Salão do Automóvel de São Paulo, em outubro, a Toyota promove um evento itinerante para convencer potenciais interessados em reservar um Etios. Num espaço de 700m² que percorrerá os principais shoppings centers de São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Campinas, Porto Alegre, Curitiba, Recife, Salvador, Brasília e Goiânia, a Toyota também exibe o Toyota 86, esportivo recém-lançado no Japão, e o Toyota Prius. O primeiro carro híbrido de larga escala em todo o mundo será vendido no Brasil a partir do segundo semestre.

Em BH, o Etios será mostrado de 17 a 19 de agosto no BH Shopping.

Centro de desenvolvimento da Iveco completa quatro anos com nova direção


Divisão da fábrica de Sete Lagoas responsável por projetar modelos específicos para a América Latina, o Centro de Desenvolvimento de Produto (CDP) da Iveco completou quatro anos em junho. Durante este período, foi responsável por criar todas as recentes famílias de produtos Iveco e a geração Ecoline de motores Euro 5, além de trabalhar no desenvolvimento do blindado Guarani, estudos e testes de novas tecnologias de combustíveis alternativos.

Dando continuidade aos projetos, um novo executivo assume o cargo de diretor de engenharia de produto. Presente há mais de 20 anos no grupo Fiat, o italiano Ugo Delfino, de 48 anos, ocupa o cargo de Marco Liccardo, que assumiu a Plataforma dos Projetos Globais da Iveco, na joint-venture da marca na China. Delfino chega com a missão de enriquecer a linha de produtos do fabricante e integrar as equipes de 300 profissionais do CDP (entre engenheiros e técnicos) com as plataformas da Argentina, Venezuela, Itália e China. “O desafio é alavancar ainda mais esse crescimento na América Latina, aliado aos novos projetos da montadora”, comenta.

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Quem dá mais?


Com a nova Ranger, potência do motor vira argumento de vendas entre as picapes médias flex

Símbolos de força e virilidade, as picapes médias sempre tiveram como mote de vendas a potência de seus motores diesel. Mas com a chegada da nova Ranger, a tendência mudou de time: agora o diferencial das marcas é apontar a cavalaria extra das versões flex.

Capaz de gerar 168 cv (cavalos)/173 cv, abastecida com gasolina e etanol respectivamente, e 24,8 kgfm de torque, a segunda geração da picape da Ford gaba-se de ser a mais potente da categoria. Aposta que, para a marca, busca atender e uma fatia diferente de mercado, principalmente na região central do país onde a oferta de cana de açúcar é maior. “Além da versão diesel, a linha Ranger atende uma parcela importante de clientes de várias regiões que optam por motores movidos com etanol e gasolina. Por isso, introduzimos o motor Duratec 2.5 litros 16v flex. Este produto é uma excelente opção para diversos tipos de uso", argumenta a gerente de marketing de picapes da Ford, Lucíola Almeida, gerente de Marketing de Picapes da marca.


Composto de bloco de alumínio e comando variável de válvulas eletrônico (iVCT), o novo motor tem a vantagem de já vir preparado para conversão de Gás Natural Veicular (GNV). Mas ainda não dispensou o tanquinho flex de partida a frio. Para acessá-lo, há uma tampa no para-lama esquerdo da Ranger.

Só manual
Todas as quatro versões a gasolina vem equipadas com câmbio manual de cinco ou seis velocidades, decisão tomada pelo desinteresse do mercado brasileiro por transmissões automáticas neste tipo de picape, afirma a Ford. A cabine simples XLS (R$ 61.900) já vem “completa” de série, com airbag para o motorista, alarme, ar-condicionado, chave do tipo canivete, computador de bordo, direção hidráulica, faróis de neblina, freios ABS com EBD, rodas de liga leve aro 17, rádio CD MP3 com bluetooth, desembaçador do vidro traseiro, vidros e travas elétricas.


Com cabine dupla, são três versões. A primeira delas, a XLS (R$ 67.600), repete os mesmos equipamentos da Ranger para dois passageiros, exceto as rodas de 16 polegadas, com menos capacidade de carga – 1.341 kg, conta 1.457 kg da Ranger de entrada e cabine simples. A XLT (R$ 87.500) adiciona airbags frontais, ar-condicionado digital de duas zonas, abertura e fechamento por controle remoto, bancos com ajuste lombar e de altura, comandos do rádio no volante, controle eletrônico de estabilidade, estribos laterais, e vidros elétricos com acionamento de um toque e recurso antiesmagamento.

Além dos detalhes cromados que a XLT ostenta na grade, para-choque traseiro e santantônio, o topo de linha Limited (R$ 87.500) traz airbags laterais e de cortina, bancos de couro e do motorista com ajuste elétrico em oito posições, câmera traseira, navegador com tela LCD de cinco polegadas no painel, porta-luvas climatizado, sensores de chuva e crepuscular, bagageiro no teto e retrovisores com luzes de direção. A garantia é de três anos sem limite de quilometragem.



[saiba mais]
A força das concorrentes:

Chevrolet S-10
Motor: 2.4 flex
Potência e torque: 141 cv/147 cv, 22,3 kgfm/24,1 kgfm a 2.800 rpm
Câmbio: manual de cinco velocidades
Preço: a partir de R$ 56.949 (cabine simples)

Toyota Hilux (cabine dupla)
Motor: 2.7 16v flex
Potência e torque: 158 cv/163 cv, 25 kgfm a 3.800rpm
Câmbio: automática de quatro velocidades
Preço: R$ 84.920 (SR 4x2) e R$ 100.140 (SRV 4x4)