quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Como vinho envelhecido


Superesportiva CBR 1000RR Fireblade completa 20 anos com aperfeiçoamentos técnicos e no visual. Sistema de freios ABS permanece opcional

A primeira CBR 1000RR, lançada em 1991 como modelo 1992, era um autêntico canhão. Combinava potência exagerada (para a época) a uma pilotagem que exigia extrema técnica. Os últimos 20 anos, porém, parecem ter sido suficientes para domesticar a Fireblade ou lâmina de fogo, em português. A linha 2012 da superesportiva importada do Japão passou por alterações na carenagem e mapeamento da injeção de combustível do motor 999,8 cm3 sem abrir mão das qualidades que a tornam uma referência no segmento.

O conjunto ótico frontal exibe linhas angulosas. Faróis alto e baixo adotam refletores multifocais e lente de policarbonato. Compondo o conjunto, as luzes espia e as setas integradas aos retrovisores são iluminadas por LEDs (diodos emissores de luz). Duas entradas de ar alimentam a caixa do filtro de ar, pressurizando a mistura ar/combustível em alta velocidade, o que auxilia o desempenho. As rodas de liga leve passam a ser de 12 pontas (no modelo anterior eram três), calçadas em pneus de 17 polegadas. A lanterna também mudou e agora possui duas fileiras das luzes de LED.


Totalmente digital, o painel de instrumentos inclui hodômetros total e parcial, tacômetro com quatro opções de visualização, indicador de temperatura do motor, velocidade, contador de voltas, indicadores de reserva, direção e marcha engatada, eficiência e consumo de combustível, relógio e o recurso Hiss (Honda Ignition Security System). Conta com botões de ajustes para o hodômetro e Shift Light. Além disso, o conta-giros possui quatro modos de visualização.


Sob a musculosa carenagem, o motor manteve a configuração quatro cilindros em linha, de 16 válvulas, alimentada por injeção eletrônica e refrigeração líquida. A potência chega aos 178,1 cv (cavalos) a 12.000 rpm e o torque é de 11,4 kgfm a 8.500 rpm. Uma das principais alterações da Fireblade 2012, o sistema de injeção de combustível passa a ser o PGM-DSFI com nova abertura da válvula, o que resulta em melhores respostas em baixa e média rotação.


Os freios são de disco duplo e 320 mm na roda dianteira e pistão simples na traseira, com 220 mm de diâmetro. Desde 2009, o sistema de freios ABS é oferecido ao modelo. Contudo, ele continua sendo oferecido como opcional. Do tipo Diamond Frame, o chassi em forma de U funciona como elemento de ancoragem da balança traseira. A coluna de direção é fundida em duas seções e dá sustentação ao motor. Este conjunto auxilia a centralização de massas e a estabilidade do modelo.


Novos amortecedores
A suspensão dianteira com garfo telescópico invertido e curso de 110 mm pode ser regulada, além de contar com o sistema Big Piston Fork (BPF) – que controla os movimentos internos do óleo e, assim, oferecem amortecimento mais suave. Na traseira, a suspensão é Unit Pro-Link de 138 mm de curso, com sistema Honda Multi Action System e o Balance Free Rear Cushion, dois tubos internos em vez de um. Há ainda a segunda geração do amortecedor HESD (Honda Eletronic Steering Damper), que utiliza sensores de velocidade e aceleração, anulando eventuais oscilações do guidão percebidas nas rápidas acelerações.

São duas as versões: Standart, nas cores branca, preta e vermelha, por R$ 59.900, e com freios ABS, somente nos dois últimos tons, ao preço de R$ 62.900 (base São Paulo, sem despesas de frete e seguro). A garantia também não mudou. É de um ano, sem limite de quilometragem.


[saiba mãos]
20 anos de evolução:

1991 – Primeira geração é apresentada. Combina chassi leve a um motor de 893 cm3

1996 – Estreia da CBR 900RR Fireblade, equipada com motor de 919 cm3, 1 mm de diâmetro mais largo que a versão anterior)

2000 – A 900RR Fireblade é a primeira moto Honda a utilizar tecnologia de injeção eletrônica de combustível PGM-FI. Além do motor de 929 cm3, há um chassi completamente novo.

2002 – O modelo recebe um novo motor de 954 cm3.

2004 – Inspirada no modelo RC 211V Honda do Campeonato Mundial de Motociclismo, a CBR 1000RR estreia com uma série de novas tecnologias. Entre elas amortecedor de direção eletrônico Hesd, configuração de suspensão traseira Unit Pro-Link e propulsor de 998 cm³.

2006 – Nova geração da 1000RR adiciona novas configurações de escape s suspensão.

2008 – Com desenho alterado, quatro mais leves e motor 999,8 cm³, mais potente, a moto passa a ser oferecida na versão com freios ABS.

2012 – Estreia a nova geração.

Um comentário:

Mariana disse...

Os lentes multifocais de policarbonato são de boa qualidade em geral?
Agora as LEDs são muito comum na tecnologia que se usa em muitas coisas.