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quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Contradição francesa


Compactos ganham força com a exibição do Peugeot 208 no Salão’2012, enquanto a Renault remodela o velho Clio tentando deixá-lo parecido com o modelo europeu

Dois novos hatchbacks para o segmento de compactos, ambos de marcas francesas, só que com tecnologias completamente distintas. Ao mesmo tempo em que Peugeot confirma a exibição do novíssimo 208 durante o Salão do Automóvel de São Paulo – de 24 de outubro a 4 de novembro – a compatriota Renault divulgou as primeiras fotos da mais nova remodelação do Clio argentino, nitidamente inspirada na quarta geração, esta sim inédita, vendida na Europa.

O primeiro, um carro completamente reformulado, será posicionado entre os compactos premium, concorrendo com o Citroën C3, Ford New Fiesta e Fiat Punto. Convivendo com o 207 como modelo de entrada, o 208 começará a ser produzido na fábrica de Porto Real (RJ) no início de 2013 para chegar às concessionárias no primeiro semestre. Até o momento a Peugeot não confirmou dados técnicos do 208, mas adianta que o modelo brasileiro será tão equipado quanto os rivais que, aliás, acabam de ser renovados. Entre os equipamentos haverá  tela sensível ao toque no painel, reunindo rádio, navegador e Bluetooth, e teto solar panorâmico. Provavelmente manterá os atuais motores 1.4 flex e 1.6 16v da linha 207.



O 208 abrirá caminho ainda ao desenvolvimento de um inédito crossover baseado no carro conceito 2008. Apresentado no Salão de Paris, o parrudo virá enfrentar o também atualizado Ford EcoSport, o Renault Duster e o Trax, jipinho da Chevrolet revelado no exterior.

Na contramão da atualização do mercado nacional perante aos carros da Ásia, Europa e EUA, a Renault decidiu aplicar mais uma plástica – a terceira, para ser mais exato – no pequenino Clio. Mantendo a base da segunda geração (de 1998), o modelo de entrada busca semelhança frontal com os últimos Renault europeus, a exemplo do próprio Clio 4, este sim, verdadeiramente novo.


Pelas primeiras fotos, é possível notar que o para-lamas foi mantido, limitando as alterações aos faróis, grade frontal, para-choques, distribuição das luzes das lanternas e a tampa traseira. Os retrovisores foram herdados do Sandero. Por dentro, nem mesmo o novo painel do sedã Symbol, evolução mais profunda do Clio Sedan, foi aproveitado. Para amenizar o improviso, serão oferecidos itens de personalização que incluem um pacote visual esportivo. Tudo com a desculpa de manter o Clio, oferecido apenas com motor 1.0 16v, a um “preço de entrada”. Um prolongamento de vida injustificado pelos números e a importância do mercado brasileiro, mas que deixa claro a estratégia tacanha da Renault no país.

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

HB20, da Hyundai, terá revisões a partir de R$ 116,20


O HB20, primeiro compacto produzido pela Hyundai no Brasil, teve os preços das revisões anunciados pelo fabricante. À venda desde 10 de outubro, o modelo terá um custo de manutenção de R$ 1.624,96 até os 60 mil quilômetros com motor 1.0 e R$ 1.756,37, na 1.6. As intervenções são feitas a cada 10 mil quilômetros ou ano, com preços fixos, assegura a Hyundai. A lista de itens da primeira revisão (que custará R$ 116,20 e R$ 127,80 conforme o motor) inclui troca de óleo, filtro de óleo, anel de vedação e filtro de combustível. Nas revisões seguintes serão acrescidos filtro do ar-condicionado com mão de obra gratuita (20 mil km), correia polyV (30 mil km), filtros de ar, ar-condicionado e velas de ignição (40 mil km), os quatro componentes iniciais (50 mil km), filtro do ar-condicionado e correia (60 mil km).

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Gol da Chevrolet!


Maior que o Celta, menor que o Agile, Onix chega para sacudir o segmento dos compactos. Atração no Salão’2012, hatchback terá quatro versões e duas opções de motor

Sucessor definitivo do Corsa hatch no Brasil, o Onix foi apresentado à imprensa na quarta-feira, mas informações oficiais do novo compacto só serão liberadas nos próximos dias. Enquanto o lançamento não é revelado por completo, a Chevrolet confirmou que o CEO mundial do grupo General Motors, Dan Akerson, participa da apresentação do modelo no país. Dois novos desenhos adiantam como serão o painel e a traseira do carro.

O Onix é um projeto totalmente desenvolvido pela engenharia local da marca, sobre a mesma plataforma do Sonic – que continuará posicionado acima do Agile. Principal atração da marca norte-americana durante o Salão do Automóvel de São Paulo, ele estará à venda logo após em novembro. O hatch terá como concorrentes os líderes de vendas Volkswagen Gol, Fiat Uno e os recém lançados Hyundai HB20 e Toyota Etios. A produção será em Gravataí (RS), mesma unidade de onde saem o Celta e o sedã Prima, o que indica que o Onix ainda poderá substituir o primeiro a longo prazo. Uma versão sedã do novo compacto está prevista para o início de 2013, “matando” o Prisma.


Imagens publicadas pelo blog AutosSegredos dias atrás revelaram o desenho do Onix por completo e sua gama, composta de quatro versões de acabamento e duas opções de motor: 1.0 LS, 1.0 LT, 1.4 LT e 1.4 LTZ. Enquanto o Onix básico apresenta uma aparência espartana, o topo de linha virá com grade frontal com apliques cromados, faróis de máscara negra, rodas de liga leve diamantadas, aerofólio e vidros escurecidos, dentre outros. Exceto na dianteira, a carroceria do compacto lembra muito a do Gol, seu principal rival.

A Chevrolet já havia anunciado que o compacto trará inovações ao segmento. A lista de equipamentos inclui o sistema multimídia MyLink, com tela LCD sensível ao toque instalada no console central. Outro recurso inexistente na concorrência é o câmbio automático de seis velocidades, o mesmo que equipa o sedã médio Cruze. Os preços devem variar de R$ 28 mil a R$ 42 mil.


[saiba mais]:
Primeiro dia de vendas do HB20 é problemático

Enquanto a Chevolet exibia o Onix pela primeira vez, a Hyundai iniciava as vendas do HB20 em uma rede de 120 concessionárias independentes. Identificadas pelo portal de entrada na cor azul e a logomarca da Hyundai Brasil, as lojas estão aptas a vender apenas o hatch, enquanto o importador Caoa continuará comercializando os modelos importados. Do total de revendas, 13 ficam em Minas Gerais, mas nem todas estavam funcionando na quarta-feira. Em Belo Horizonte, nenhuma das duas concessionárias atendeu os telefonemas. Dias atrás, um leitor (e cliente em potencial) foi proibido de tirar fotos do lançamento em Divinópolis. Numa revenda de São Paulo, o HB20 1.6 automático foi oferecido por R$ 50.500, sobrepreço de R$ 2.505. Em Goiânia e Rio de Janeiro todas as unidades foram vendidas e a lista de espera varia de 60 a 90 dias.

sábado, 22 de setembro de 2012

Popularização japonesa


A partir de R$ 29.990, Etios coloca a Toyota na briga dos carros de entrada. 1.3 ou 1.5, hatch e sedã surpreendem no espaço interno, mas estilo é controverso.

Por Fernando Marcos Rodrigues

Sorocaba (SP) – Um carro prático, um tanto ousado, e confiável como qualquer outro Toyota. Assim é o Etios, primeiro modelo de entrada pensado pela marca japonesa para o Brasil. O modelo estreia nas carrocerias hatchback e sedã com motores 1.3 e 1.5 16v flex em quatro versões - básica, X, XS e XLS - a partir de R$ 29.990. Seu plano de vendas é ousado: 70 mil unidades ao ano. O nome Etios remete à palavra grega Ethos, que significa essência original.

Criado sob o conceito de simplicidade arrojada, o desenho do modelo não surpreende. Embora seja ousada em detalhes, a carroceria é marcada pelas formas retilíneas, o que, por outro lado, aumenta a sensação de espaço interno. Na dianteira, a combinação da grade curva e da abertura do para-choque remete à identidade de outros carros da Toyota, formando um sorriso. A silhueta lateral exbe uma linha fluida que parte do capô e vai até o aerofólio presente no hatch. Mesmo quadradão, o Etios apresenta um bom coeficente aerodinâmico: 0,33 cx no hatch e 0,31 cx no três volumes. Rodas são de liga-leve 15 polegadas ou 14 pol. com calotas. A traseira do sedã é um dos pontos mais controversos do projeto. As lanternas verticais ocupam boa parte do conjunto, numa solução estética semelhante à aplicada no concorrente Renault Logan.


Com instrumentação central, o painel traz uma maior originalidade ao interior. Dupla tonalidade e detalhes cromados acompanham as versões mais caras. Os bancos são um dos mimos do carro. Aconchegantes, possuem apoio lombar nos assentos da frente. Atrás, há apoios laterais e encosto alto no sedã, com boa distância para as pernas. A capacidade do porta-malas do três volumes é uma das maiores do segmento: 562 litros. O hatchback comporta 270 litros, ambos não considerando o rebatimento dos bancos traseiros.


Equipamentos
O Etios hatchback básico vem equipado com airbags frontais, porta-luvas ventilado, alertas visuais e sonoros do não afivelamento do cinto de segurança e abertura de portas. A versão X, também com motor 1.3, adiciona direção com regulagem de altura, aerofólio traseiro, direção com assistência elétrica, freios ABS com EDB, desembaçador do vidro traseiro e filtro anti-pólen. Ar-condicionado é oferecido como item opcional. No Etios XS, há ar-condicionado, maçanetas e retrovisores na cor do veículo, sistema de áudio com rádio CD MP3, vidros e travas elétricas nas quatro portas, além de conta-giros, item comum à concorrência mas que, inexplicavelmente, não consta nas versões de entrada. A XLS traz ainda motor 1.5, faróis de neblina, grade dianteira com moldura cromada, rodas de liga leve de 15 polegadas, abertura do porta-malas por comando elétrico, travamento das portas por controle remoto e sistema de alarme. No Etios sedã, não existe a versão inicial e o único motor é o 1.5.

Os motores são inéditos no Brasil. O 1.3 16 gera 84 cv/90 cv (cavalos) e torque de 11,9 kgfm/ 12,8 kgfm, abastecido com gasolina e etanol, respectivamente, pequena diferença de potência em relação ao 1.5. Com gasolina, a segunda opção de motor vai aos 92 cv, enquanto com etanol, sobe para 96,5 cv. A aceleração até 100 km/h varia de 12,2 segundos a 11,1 segundos no hatch, enquanto o sedã demora até 11,8 segundos. Números de velocidade máxima não foram divulgados pela Toyota. Pelo menos inicialmente, só há uma opção de câmbio: manual de cinco marchas.



São sete as opções de cores: branco, preto, cinza, azul e prata (sedã e hatchback), verde e vermelho (disponível no hatchback). Nas versões X, XS e XLS, o Etios custa a partir de R$ 33.490, 38.790 e R$ 42.790, respectivamente.

O jornalista viajou a convite da Toyota


[saiba mais]: 
Primeira vitória

E por falar em Toyota, o TS030 híbrido guiado pela dupla Alexander Wurz e Nicolas Lapierre superou os dois R18 da Audi pela primeira vez na temporada’2012 do Mundial de Endurance. A façanha aconteceu sábado em Interlagos, durante as 6 Horas de São Paulo. Após conquistar a pole position na categoria LMP1, a Toyota Racing percorreu as 247 do autódromo paulista a uma média de 186 km/h, chegando a frente do Audi e-tron quattro do trio Marcel Fässler, André Lotterer, Benoit Tréluyer, em segundo, e do Audi R8 Ultra de Tom Kristensen, Allan McNish e Lucas Di Grassi, em terceiro. A próxima etapa do campeonato acontece de 27 a 29 de setembro no Bahrein. No Brasil, a corrida de resistência volta nos dias 29, 30 e 31 de agosto de 2013.


Toyota TS030

sábado, 15 de setembro de 2012

HB20 parte de R$ 31.995 “completo”


O primeiro compacto brasileiro da Hyundai está pronto para ir às ruas. A marca coreana apresentou na noite de quarta-feira o HB20, inédito hatchback de quatro portas produzido na nova fábrica de Piracicaba (SP). Equipado com motores 1.0 12v e 1.6 16v, ele chega para concorrer com os líderes de vendas Volkswagen Gol, Fiat Uno/Palio, e novos modelos, como o Toyota Etios – a ser lançado na próxima semana. Atrativos para isso não lhe faltam.

O HB20 já vem equipado de série com ar-condicionado, airbags frontais, computador de bordo, direção hidráulica, travas e vidros elétricos, mas o preço inicial, R$ 31.995 na versão básica Comfort, é bem superior aos dos rivais. Em mais três versões de acabamento, o carro pode vir com recursos como acionamento automático dos faróis, freios ABS (antitravamento) com distribuição eletrônica de frenagem, sensor de estacionamento traseiro, volante com comandos de áudio, regulagem em altura e distância. Completo, o HB20 vai para cerca de R$ 46, preço de um autêntico compacto premium, termo bastante utilizado pelas montadoras no Brasil para justificar o posicionamento de compactos mais bem equipados.
O porta-malas possui boa capacidade: 300 litros. O nome do modelo vêm da mistura da nomenclatura do projeto (HB, de hatch brasileiro), com o número 20 que identifica os carros compactos da marca, como o i20, em todo o mundo.


Mesmo motor do Kia Picanto, o 1.0 12 válvulas de três cilindros gera potência de até 80 cv (cavalos) e torque de 10,5 kgfm quando abastecimento com etanol. O outro motor disponível, o 1.6 16v de até 128 cv e 16,5 kgfm, semelhante à unidade que equipa o esportivo Veloster, porém com a tecnologia flex do Soul, pode vir com câmbio manual de cinco marchas ou automático de quatro.

As vendas começam em outubro durante o Salão do Automóvel de São Paulo, por meio de concessionárias próprias para o HB20. Enquanto o grupo Caoa permanecerá vendendo os demais modelos da marca, incluindo o Tucson fabricado em Goiás, a nova rede será identificada pela sigla HMB (de Hyundai Motor Brasil). Por outro lado, nenhuma concessionária foi inaugurada até agora.

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Chevrolet Onix terá tela multimídia e câmbio automático


A Chevrolet parece estar mesmo disposta a enterrar a fama de marca tradicionalista. E ultrapassada. Após iniciar a renovação completa da sua linha com o médio Cruze, a nova geração da picape S-10, a minivan Spin e o sul-coreano Sonic, a marca da gravata dourada decidiu inovar ao definir a lista de equipamentos do seu novo compacto, a ser lançado no Salão do Automóvel de São Paulo. De quebra, ainda revelou o nome do carro: Onix. Mesma denominação utilizada ao longo do projeto, o Onix também dará origem à uma nova família de modelos produzida em Gravataí (RS). Embora não substituía o Celta de início, que continuará à venda como carro de entrada, o novo hatch servirá de base para um substituto do Prisma.

Para concorrer com uma nova leva de rivais que inclui o Hyundai HB20 e o Toyota, o novo Chevrolet virá com dois recursos inéditos no segmento. O primeiro deles é a Mylink, plataforma multimídia que permitirá ao usuário fazer ligações telefônicas via Bluetooth, configurar funções do veículo, utilizar fotos, músicas, vídeos e aplicativos de celular por meio de uma tela LCD touch screen no painel. A outra boa nova é a transmissão automática sequencial GF6, a mesma presente no Cruze e Sonic. Com seis velocidades, ela será oferecida na versão topo de linha, acima dos Onix equipados com câmbio manual de cinco marchas.



Três teasers divulgados pela Chevrolet revelaram os recursos e parte do desenho da traseira do hatch, cujo estilo repetirá a grade dianteira bipartida adotada como uma espécie de DNA pelada marca. O preço é outro mistério. Estima-se que o Onix custará a partir de R$ 28 mil. Um pouco acima do Celta, mas quase o mesmo pedido pelos líderes de vendas Fiat Uno/Palio e Volkswagen Gol.

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Filho fora do casamento


HB 20, o novo hatch compacto da Hyundai, inicia nova fase da marca no Brasil. Em versões 1.0 e 1.6 16v, ele tem o Fiat Palio e o Volkswagen Gol na mira

O sucesso de vendas foi o prenúncio. Agora, definitivamente consolidada no mercado, a Hyundai está prestes a iniciar uma nova fase no Brasil. Representada pelo grupo Caoa no país desde a década de 1990, a marca sul-coreana começará a atuar sob a batuta da matriz e com novos produtos compactos principalmente focados na América do Sul. O primeiro filho da prole fora do casamento é o hatchback compacto HB 20, que começa a ser produzido neste mês na nova fábrica de Piracicaba (SP) para chegar às concessionárias em outubro.

Seu objetivo: concorrer com os líderes do segmento Fiat Palio e Volkswagen Gol. Estilo sedutor, para isso, não falta ao HB 20. Compartilhando a linguagem de escultura fluída adotada pela Hyundai nos seus mais recentes lançamentos, como o utilitário-esportivo ix35, o hatch possui faróis afilados, capô encorpado e uma linha de cintura alta que lhe conferem uma estética bem mais arrojada que seus principais rivais. Um belo argumento de vendas para o consumidor brasileiro, ávido por design.


Embora ainda não tenha sido apresentado por inteiro, algumas imagens do carro completamente desnudo já foram reveladas pelo site UOL Carros durante gravação publicitária em plena Avenida Paulista, coração financeiro de São Paulo – oficialmente, somente projeções e imagens de algumas partes do modelo haviam sido reveladas –, o que comprova nosso discurso. O espaço interno, com altura do banco traseiro suficiente para passageiros de mais de 1,80 m, e a boa qualidade de construção (a exemplo de outros Hyundai), também deverão ser atrativos.


Sob o capô, ele herdará dois motores, ambos flex. O mais simples é o já conhecido 1.0 de três cilindros adotado no Kia Picanto (Kia e Hyundai pertencem a mesmo grupo, sinergia que somente agora começará a funcionar no Brasil...), com potência estimada entre 80 cv (cavalos) e 82 cv, com gasolina e etanol, respectivamente. A outra unidade é o 1.6 16 válvulas do Kia Soul, que por sua vez gera 130 cv com o combustível derivado da cana-de-açúcar. Nesse motor, aliás, haverá ainda câmbio automático de quatro velocidades, se o comprador não quiser optar pela tradicional caixa manual de cinco marchas.

As vendas, por mais incrível que pareça, ficarão sob responsabilidade de uma nova rede 130 de concessionárias independentes, o que, pelo menos até o momento, não foi oficializado. A Caoa não deverá nem tocar no HB 20, continuando responsável pela comercializado de modelos importados, adiantou o presidente da Hyundai no Brasil, Chang-Kyun Han. Como as concessionárias serão diferenciadas e quem vai operá-las? Ninguém sabe. O carro será apresentado à imprensa na próxima semana.



[saiba mais]
Os motores do HB 20
1.0    três cilindros do Kia Picanto, com potência aproximada de 80 cv e 82 cv
1.6 16 flex, o mesmo do Kia Picanto, com 130 cv

Expectativa de preço
A partir de R$ 28 mil

Maternidade
A fábrica de Piracicaba (SP) exigiu investimentos de US$ 600 milhões. Com 1.390.000 m² e 69.000 m² de área construída, também dará vida a uma variação aventureira do HB 20 e um inédito sedã compacto em 2013 ou no máximo 2014. Operando em dois turnos, a capacidade de produção é de 150 mil unidades/ano, número suficiente para balançar o segmento dos compactos. Mas ainda longe de ameaçar diretamente Palio e Gol.

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Cobalt fica mais luxuoso com motor 1.8


O desempenho comedido do Cobalt 1.4 abre passagem para uma segunda opção de motor mais potente no sedã espaçoso da Chevrolet: o 1.8. Com 106 cv/108 cv de potência, a unidade é herdade de outros modelos da linha da marca e vem somada à nova versão LTZ. Aprimorado no conteúdo e acabamento, ele ainda inclui a inédita opção de câmbio automático sequencial de seis velocidades.

O modelo parte de R$ 43.690 na versão LT manual – R$ 5.490 a mais que a 1.4 LS – e R$ 46.690 na automática. Na versão 1.8 LTZ os preços são R$ 46.990 e R$ 49.990, na ordem.


O novo motor 1.8, na verdade um velho conhecido da linha Chevrolet, elimina a falta de força do Cobalt 1.4 em baixas rotações. Com 106 cv/108 cv (cavalos) de potência, ele é apenas 6 cv mais potente que o 1.4, que rende 102 cv com etanol, mas seu torque é bastante superior. São 17,1 kgfm contra 13 kgfm da unidade de entrada, ambos abastecidos com o combustível derivado da cana-de-açúcar. O câmbio é manual de cinco marchas ou automático sequencial de seis velocidades, caixa que graças ao sistema adaptativo de trocas de marcha, mantém a marcha selecionada quando o motorista tira o pé do acelerador.



Esteticamente, o Cobalt 1.8 ganhou alguns detalhes que o diferenciam das versões equipadas com motor 1.4. A LT tem calotas de desenho exclusivo e um pequeno spoiler na traseira. As novidades são mais perceptíveis na versão LTZ. Além dos faróis com máscaras escurecidas – chamadas de dark chrome pela Chevrolet -, o Cobalt topo de linha possui rodas de liga leve com acabamento diamantado e lanternas com lentes transparentes.

Por dentro
O interior, marcado pelo generoso espaço para cinco passageiros, manteve o painel com instrumentação na cor ice blue e 18 porta-objetos, ganhando insertos cromados, luz interna no centro do teto, volante de couro na versão LT automática e LTZ. Nos Cobalt equipados com a transmissão automática também há piloto automático com acionamento por meio de botões no volante. A capacidade do porta-malas é uma das maiores do segmento: 563 litros.


Desde que foi lançado, em novembro de 2011, o Cobalt acumula mais de 40 mil unidades vendidas. A garantia é de três anos, sem limite de quilometragem.


[saiba mais]
Números do motor
106 cv/108 cv (cavalos) de potência a 5.400 rpm
Torque de 16,4 kgfm/17,1 kgfm com gasolina e etanol, respectivamente

Câmbio
Manual ou automático sequencial de seis velocidades, como no Spin, Sonic e Cruze

O que o sedã oferece, por versão:
LT (a partir de R$ 43.690) – Grade dianteira cromada, airbags frontais, alarme, ar-condicionado, computador de bordo, direção hidráulica, freios ABS com EBD, vidros elétricos nas portas dianteiras, trava elétrica e volante com regulagem de altura.

LTZ (R$ 46.990) – Faróis de neblina, rodas de liga leve, barra cromada na tampa do porta-malas, maçanetas das portas e comandos de ar-condicionado com insertos cromados, rádio CD MP3 com Bluetooth e entrada USB, retrovisores com regulagem elétrica, sensor de estacionamento, vidros elétricos atrás e volante de couro

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Em primeiro contato, Toyota Etios agrada pelo acabamento


Primeiro carro compacto da Toyota à venda no país, a partir de outubro, o Etios brasileiro surpreende mais pelo acabamento do que no espaço interno, um dos diferenciais apregoados à ele no exterior. Foi esta a impressão de Motorgerais durante o contato inicial com o modelo, exposto em evento itinerane num shopping de Belo Horizonte. Ao lado do Toyota 86, esportivo recém lançado no Japão, e do híbrido Prius – importado a partir do segundo semestre - o Etios exibe um desenho retilíneo, repetindo a fórmula do Renault Logan. O conservadorismo dos japoneses fica ainda mais evidente na traseira do sedã, demasiadamente quadrada.



Bancos de veludo, apliques cromados e um painel onde o velocímetro e o conta-giros ficam ao centro, entretanto, quebram um pouco a aparência pouco atrativa por fora. Embora abuse de plástico no interior, o Etios aparenta uma excelente qualidade de construção. Um adulto de 1,90m de altura consegue se sentar com relativo conforto no banco traseiro, embora o terceiro apoio de cabeça não esteja presente.

Detalhe diferente entre o Etios hatch e o sedã, além das traseiras, é a distância entre-eixos. Além disso, o três volumes possui encosto maior no banco de trás. A capacidade do porta-malas, em ambos, é outro trunfo. Os preços irão de R$ 35 mil, no hatch equipado com motor 1.3, a R$ 48 mil, no sedã 1.5, valor alto considerando os principais concorrentes Volkswagen Gol e Voyage.



Motor 1.5 16v flex

terça-feira, 29 de maio de 2012

Compacto com C maiúsculo


Hatch e sedã, Sonic vem para mudar a imagem da Chevrolet no segmento. E muito bem equipado, diga-se de passagem. Motor é inédito 1.6 16v e câmbio, manual ou automático

O principal segmento do mercado nacional – dos compactos – andava meio deixado de lado pela Chevrolet. Mesmo contando com Celta, Corsa e Agile, ainda faltava um modelo que tivesse no desenho, uma das principais preferências de compra do brasileiro, um diferencial. Essa lacuna começa a ser preenchida com a chegada do Sonic. Importado inicialmente da Coréia do Sul nas carrocerias hatchback e sedã a partir de R$ 46.200, o modelo será vendido nas versões LT e LTZ, com motor 1.6 16v e duas opções de câmbio: manual, de cinco marchas, ou automático, de seis velocidades.

“O Sonic hatch e sedã são dois novos modelos que vêm para complementar a gama oferecida pela Chevrolet no Brasil. Vão preencher uma importante faixa de mercado, formada por clientes que procuram estilo, tecnologia e sofisticação, sem abrir mão da esportividade e da praticidade”, afirma o vice presidente da General Motors do Brasil, Marcos Munhoz.


Ousado, o estilo é ao mesmo tempo polêmico e certamente não agradará a todos. A dianteira é marcada pelos faróis com canhões de luz expostos, já comparados na web à olhos esbugalhados. A grade bipartida com a barra ostentando a gravata dourada acompanha a identidade da Chevrolet. De perfil, a linha de cintura da carroceria alta reforça a sensação de robustez. Por outro lado, hatch e sedã são bem diferentes quando vistos de traseira. À primeira vista, o quatro portas parece um carro de duas devido à inserção das maçanetas das portas traseiras em detalhe preto, junto ao vidro. Lanternas arredondadas parecem ser inspiradas nas de motocicletas. O sedã tem um amplo vidro traseiro e a tampa do porta-malas é alta.

Melhor acabamento
O que mais chama a atenção no habitáculo é a melhora do nível de acabamento em relação aos demais Chevrolet compactos. O painel repete o conceito de duplo cockpit, com elementos voltados ao motorista e passageiro. À esquerda e à direita, as saídas redondas do sistema de aquecimento, ventilação e ar condicionado sobressaem da superfície. A instrumentação na cor Ice Blue inclui um mostrador analógico e um visor digital, outra inspiração do universo das duas rodas. São dois porta-luvas, um deles com tomada USB integrada, e três porta-copos.



O porta-malas varia de 265 litros, no hatch, a 477 litros no sedã, capacidade mediana se comparada à dos concorrentes Fiat Punto, Ford New Fiesta e Volkswagen Polo.

Indo bem além dos atuais motores 1.4 e 1.8 da linha Chevrolet, o inédito 1.6 16v Ecotec se destaca pelo cabeçote conta com duplo comando de válvulas continuamente variável (Dual CVVT), com variação do tempo de abertura das válvulas de admissão e de escape. A potência alcança 116cv/120 cv (cavalos) quando abastecido com gasolina e etanol, enquanto o torque é de 15,8kgfm/16,3kgfm, respectivamente.

Outra superioridade do motor está no coletor de admissão variável, o que torna as respostas mais rápidas. O coletor curto é mais utilizado em altas velocidades, quando o carro necessita de potência. Em baixas rotações, o coletor se torna longo privilegiando torque e força.

Seis velocidades
Além do câmbio manual, o Sonic também traz como grande novidade a transmissão automática com seis velocidades e opção de trocas sequenciais, no modo esportivo ou conforto. Completo, o modelo sai por R$ 51.500 na versão LTZ hatch e R$ 56.100 no três volumes, diferença de R$ 5 mil. São seis as opções de cores: Vermelho Flame, Azul Boracay (exclusiva do hatch), Cinza Urban, Prata Switchblade, Preto Carbon Flash (todas metálicas) e Branco Summit (sólida).



[saiba mais]
Equipamentos de série:

LT (a partir de R$ 49.100 no sedã) - ar-condicionado, airbags dianteiros, direção hidráulica, computador de bordo, freios ABS com EBD, trio elétrico, rodas de liga leve aro 15 e desembaçador do vidro traseiro.

LTZ (a partir de R$ 48.700 no hatch e R$ 53.600 no sedã) – adiciona sensor de estacionamento, faróis de neblina dianteiros, apliques cromados nas maçanetas internas, friso lateral cromado, rodas de liga leve aro 16 e pneus 205/55 R16, descansa braço central, controles para o rádio no volante e rede porta-objetos no porta-malas. Além disso, a versão oferece a opção de câmbio automático de seis marchas, piloto automático e revestimento dos bancos em couro.

Acessórios

Como em outros Chevrolet, o Sonic oferece uma ampla lista de acessórios que podem ser instalados nas concessionárias. Entre eles os faróis de neblina dianteiros (LT), maçanetas cromadas (LT), rede com porta-objetos para o porta-malas (LT), adesivo para soleira de portas (LT e LTZ), adesivo para a tampa do tanque de combustível (LT e LTZ), capa cromada para os retrovisores (LT e LTZ).

segunda-feira, 28 de maio de 2012

301: o sedã folgado da Peugeot


Esqueça a nomenclatura sempre terminando em 8. A partir de agora, os Peugeot também serão conhecidos pelo número 1. E o primeiro carro dessa nova fase é um sedã compacto bem diferente do que se via na gama do fabricante até então. Medindo 4,44 metros de comprimento e 2,65m de distância entre-eixos, o 301 foi pensado para oferecer o máximo de espaço interno – tendência coincidentemente lançada por outra francesa: a Renault, com o (Dacia) Logan.

O 301 será apresentado mundialmente no Salão de Paris, em setembro. De início, sua produção será na fábrica de Vigo, na Espanha, mas as vendas serão estendida a outros mercados. Em novembro, elas começam na Turquia, depois em mercados da Europa Central e Oriental, Rússia, Ucrânia, Grécia, Magreb, Oriente Médio, países do Golfo, países africanos e alguns mercados da América Latina, o que inclui o Brasil. No país, o novo Peugeot certamente substituirá o 207 Passion em 2014, quando poderá ser produzido em Porto Real (RJ) um ano após a chegada do totalmente novo 208.


O estilo mais quadrado lembra muito o Chevrolet Cobalt quando visualizado de perfil. Na frente, a inspiração para os faróis parece ter vindo do Ford Focus.

A vasta lista de equipamentos é outro referencial do três volumes. Ele virá com ar-condicionado automático, assistência para frenagem de urgência, controle eletrônico de estabilidade e sistema Isofix, itens comuns a carros médios, além de quatro airbags, rádio CD MP3 e sensor de estacionamento traseiro.

Serão três as ofertas de motores no mercado europeu. A linha começa com um 1.2 de 72 cv (cavalos), passa por um 1.6 de 92 cv e termina no 1.6 de 115 cv. O câmbio é manual ou automatizado.

domingo, 27 de maio de 2012

DeScolado


Primeiro de uma nova linhagem Citroën, DS3 é tão divertido quanto um Mini Cooper e custa menos: a partir de R$ 79.900, com motor 1.6 turbo
   
Hatchback, coupé, moderninho, nostálgico. São muito os adjetivos que podem ser dados ao DS3, o primeiro da família DS, nova leva de luxo e arrojo da Citroën. Se por um lado o estilo sedutor pode ser o grande mote de compra, por outro, o carro leva consigo o estigma de chegar quase dois anos atrasado ao Brasil – seu lançamento estava programado para 2010, mas foi cancelado duas vezes por razões não muito bem explicadas... Sob o capô, o motor 1.6 turbo de 165 cv (cavalos) assegura uma direção no mínimo divertida. Atributos que tornam este descolado de R$ 79.900, um concorrente direto (e mais em conta) do Mini Cooper.

A originalidade é o que melhor define o desenho deste compacto de 3,95 metros de comprimento. A começar pelas barbatanas de tubarão na coluna B lateral, que se evidencia sobre a pintura diferenciada do teto. Luzes diurnas em LEDs complementam o belo conjunto frontal, semelhante ao do C3, compacto com o qual o DS3 compartilha a plataforma e a alma (o primeiro não é oferecido em carroceria duas portas). A esportividade é assinalada na traseira por um aerofólio com break-light e dupla saída de escape.


A cor branca Blanc Banquise, moda entre modelos de luxo no Brasil, é acompanhada por outras sete opções: Rouge Aden (vermelha) e Jaune Pégase (amarela), além das metalizadas Noir Obsidien (preta), Gris Aluminium (prata), Gris Shark (cinza), Bleu Belle-île (azul) e Rouge Erythrée (vermelha). Pode-se optar também entre quatro cores para os centros das rodas: preta, amarela, vermelha e branca.

O painel foi construído de forma que a parte superior dê a noção que seja flutuante, exatamente como o teto. A horizontalidade do conjunto é reforçada por uma faixa que percorre a peça, de lado a lado. Três indicadores cônicos, um volante de diâmetro reduzido (363mm), assentos baixos e envolventes constroem um cockpit, confirmando o lado endiabrado do DS3.


A sua cara
Para acentuar ainda mais seu lado descolado, o DS3 entra na onda do próprio Mini Cooper, os Fiat 500 e novo Uno, ao propor diferentes temas de personalização. Adesivos de teto representam modos de vida e tendências. Eles configuram, através de leves toques, a carroceria e o espaço interno. São eles: Plane, Onde, Map, Tribe, e as faixas Natural, French Touch e Furtif.

O porta-malas é tão pequeno quanto no Mini. Nele, cabem somente 280 litros de bagagem, capacidade que pode subir para 980 litros com os bancos traseiros rebatidos.

A segurança está presente por meio de seis airbags, ajuda à frenagem de emergência (AFU), freios ABS, repartidor eletrônico de frenagem (REF), e até mesmo fixações Isofix para cadeirinhas no banco traseiro, embora o espaço próprio para dois ocupantes de no máximo 1,70 m de altura não seja apropriado como numa minivan...

E que motor...
O motor é o 1.6 16v THP (traduzindo do inglês, turbo de alta pressão) construído em parceria com a BMW, adotado em modelos como o crossover 3008, aliando a vantagem de um quatro cilindros com o turbo compressor. São 165 cv e torque de 24,5 kgfm a 1.400 rpm, reforçados pelo sistema Overboost (o mesmo do Fiat Bravo T-Jet). Ativado a partir da terceira marcha, ele aumenta temporariamente a pressão do turbo, elevando a dose de adrenalina. O câmbio manual de seis marchas é outro convite à diversão.
A garantia é de três anos e as revisões a cada 10 mil quilômetros, ressalta uma marca com fama de careira, tem preço fixo.



“O DS3 é a melhor síntese entre comportamento dinâmico, conforto e exclusividade de seu segmento. Um carro equilibrado, com reações suaves, que oferece grande prazer ao dirigir”, explica o diretor de produto da Citroën, Jeremie Martinez.

“Mas é importante ressaltar que este carro é um legítimo Citroën. Desta forma, o acerto privilegia, em primeiro lugar, o conforto, e, depois, a esportividade”,
Pascal Le Therisien, responsável pela Syntese Clientèle da marca.


[saiba mais]:
Aguçando os sentidos

Além do desenho e escolha de materiais e revestimentos, o DS3 comporta um sistema de som para aguçar os sentidos de quem está a bordo. O rádio é CD MP3 com comandos satélites no volante, seis alto falantes, entrada USB e Jack. O de áudio é compatível com os arquivos mp3/WMA, e conta com um kit viva voz bluetooth.