quarta-feira, 18 de abril de 2012

Cobalt automático e Agile automatizado vem aí


Aguardado desde o lançamento, o Cobalt equipado com câmbio automático já saiu do forno. Mas a Chevrolet ainda faz mistério quando o sedã será finalmente lançado – especula-se que seja até setembro. Dias atrás, o modelo, equipado com motor 1.8 na versão topo de linha LTZ, deu as caras na Reatech – Feira Internacional de Tecnologias em Reabilitação, Inclusão e Acessibilidade. A exposição não foi por acaso, uma vez que o Cobalt será oferecido com descontos para portadores de necessidades especiais. Faróis e lanternas de máscara negra, novas rodas de liga leve aro 15, bancos e pintura bege, além de um discreto aerofólio traseiro, fazem parte da lista de detalhes que diferenciarão a novidade.

Enquanto o Cobalt automático não vem, a marca da gravata dourada começa a faturar a linha 2013 do Agile com a transmissão automatizada Easytronic. O hatch acompanhará a aplicação do conjunto ótico escurecido do sedã, assim como as novas cores para o acabamento interno e as rodas na versão 1.4 LTZ.

Chrysler inaugura concessionária em Uberlândia


Como parte do plano de ampliação da rede de concessionárias, a Chrysler acaba de inaugurar em Uberlândia (Região do Triângulo Mineiro), a Eurobike. Construída de acordo com o novo padrão Milenium de identidade visual do grupo norte-americano, a loja – que também divide o showroom com os modelos da Dodge, Jeep e Ram – é a sétima bandeira do grupo paulista e espera comercializar até o fim do ano 200 veículos. Das 29 concessionárias abertas até dezembro do ano passado, a Chrysler planeja abrir outras 21 até o fim do ano. Para isso, tem apostado em lançamentos frequentes: a última novidade a chegar foi a picape Ram 2500, antecedida pelos Jeep Wrangler Pentastar V6 e Compass.

Mascarello produz seu 13.000° ônibus


Prestes a comemorar nove anos em maio, a encarroçadora Mascarello, de Cascavel (PR), acaba de alcançar a marca do 13.000° ônibus produzido. O modelo é um Gran Via Midi encarroçado sob o chassi Volvo B-270 F, encomendado pelo Grupo Paschoalin para operar as linhas do transporte coletivo de Betim (Região Metropolitana de Belo Horizonte). Desde que passou a adquirir urbanos da marca, o grupo mineiro – que detém controle sobre as Viação Torres e Santa Edwiges, além da concessionária Volvo Treviso – já adquiriu 539 ônibus Mascarello.

terça-feira, 17 de abril de 2012

A picada da Dafra


Desenvolvida em parceria com a taiwanesa Sym, naked Next 250 é bem equipada e custa menos que concorrentes. Câmbio de seis marchas e refrigeração líquida são grandes diferenciais

A parceria da brasileira Dafra com a Sym, de Taiwan, gera seu segundo fruto. Após o scooter Citycom 300i, é a vez da Next 250, naked da marca que estreia bem equipada e traz na bagagem um desenvolvimento compartilhado entre os dois fabricantes – indo muito além da adaptação de produto para o Brasil. Para tanto, câmbio manual de seis velocidades e motor 249,4 cm³ de refrigeração líquida são seus grandes diferenciais. O lançamento também marca o ingresso da Dafra em um importante segmento de mercado, que em 2011 emplacou mais de 110 mil motos com praticamente dois concorrentes de peso. Em três opções de cores, a moto aposta ainda no preço competitivo para atrair novos consumidores: R$ 10.190.

A carenagem exibe linhas que mesclam agressividade e robustez. O farol em formato piramidal, como na CB 300R, da Honda, vem integrado ao conjunto frontal e traz um visual mais moderno à motocicleta. Rodas são de liga leve aro 17 com desenho tridimensional, acompanhado da tampa do tanque musculosa, spoiler do motor e alças traseiras na cor da moto. Na traseira, as lanternas vêm com LEDs (diodos emissores de luz). O escapamento em inox é um detalhe à parte.


No painel, itens analógicos são combinados aos digitais. Além de mostrador analógico de RPM, possui display digital com iluminação azul em LED que informa hodômetro total e parcial, velocímetro, hora, voltagem da bateria, indicador de marcha, combustível e gravação da velocidade máxima atingida. Também há luz indicadora para troca de óleo do motor, aviso para que o condutor desacione o cavalete lateral para a saída da motocicleta, gerenciamento da injeção eletrônica, tacômetro, indicador de neutro e alerta de temperatura do motor.


25 cv (cavalos)
Motocilíndrico, o motor de 249,4 cm3, conta com refrigeração líquida, tecnologia que segundo a Dafra permitiu que a Next 250 alcançasse 25 cv (cavalos) de potência a 7.500 rpm e torque de  2,75 kgfm à 6.000 rpm , o maior da categoria (mesmo em comparação com motores de maior cilindrada presentes nesse segmento), assegura a marca. Um dos destaques do motor é o sistema de injeção eletrônica Keihin, desenvolvido em trabalho conjunto entre as engenharias da Dafra e Sym.

O câmbio manual de seis marchas, único no segmento, foi projetado para priorizar o melhor uso do conjunto, por meio de um escalonamento bem distribuído. O sistema de um comando e balancins roletados acionando as quatro válvulas diminui o atrito do motor, reduzindo o consumo de combustível. O tanque de combustível tem capacidade para 14 litros.

1,77 m de estatura
Para agradar ao motociclista brasileiro, a posição de pilotagem é própria para o mercado nacional. Diferente do projeto do modelo voltado à Ásia e Europa, a Dafra reposicionou o guidão e as pedaleiras tendo como base um piloto com estatura média de 1,77 m. O assento vem com revestimento antiderrapante. Freios são a disco na dianteira e traseira, o que auxilia a segurança e a capacidade de frenagem. Na frente, destaque para dois itens que são semelhantes aos de superesportivas: mangueira de malha de aço e regulagem da altura do freio em quatro níveis.


O chassi com motor centralizado favorece a estabilidade, evitando torções em curvas ou frenagens. A Next 250 conta ainda com sensores de segurança na embreagem, cavalete central, engine stop e foi preparada e testada para a utilização de bauleto com 5 kg de carga

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As principais concorrentes

Honda CB 300R
Motor: monocilíndrico, quatro tempos, refrigerado a ar, 291,6 cm³; potência de 26,53 cv a 7.500 rpm e torque de 2,81kgfm a 6.000rpm
Cores: Amarelo, azul metálico, branco e vermelho
Preço: R$ 11.690 (Standard) e R$ 13.390,00 (equipada com freios C-ABS)

Yamaha Fazer YS250
Motor: monocilíndrico, quatro tempos, refrigerado a ar, 250 cm³; potência de 21 cv a 8.000 rpm e torque de 2,1 kgfm a 6.500 rpm
Cores: Preto, roxo e vermelho
Preço: R$ 11.279

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Motor do Ducato 2013 é enquadrado ao Proconve L6


Enquanto a nova geração do Ducato – programada para chegar ao mercado nacional em 2013 – não vem, a Fiat aplica aquela que talvez seja a última mudança da atual família. Enquandrando-se na norma anti-poluentes Proconve L6, a marca italiana aplica na van o motor 2.3 MultiJet Economy retrabalhado por meio do sistema EGR (traduzindo do inglês, recirculação dos gases de escape), o que garante, segundo o fabricante, aumento médio de torque de 6% e redução no consumo de diesel de até 8%. No desenho e interior do Ducato, nada mudou.

Produzido pela FPT Industrial, subsidiária do grupo Fiat, o motor recebeu nova calibração e aplicação de tecnologias que melhoraram o desempenho nas acelerações e retomadas. A potência se manteve nos 127 cv (cavalos) a 3.600 rpm, mas o torque subiu de 30,7 kgfm para 32,6 kgfm a 1.800 rpm.


Além do sistema EGR para redução da emissão de NOx, foram adotados filtro catalisador tipo DOC (catalisador de oxidação de diesel) e filtro de gases de escapamento DPF (filtro de partículas de diesel) para menor emissão de material particulado. Com isso, obtém-se uma eficiência de até 99%, atendendo aos requisitos do Proconve L6. Este sistema, comparado ao SCR (Redução Catalítica Seletiva) utilizado em caminhões e ônibus, tem como grande vantagem a dispensa da adição do Arla 32 (Agente Redutor Líquido Automotivo), uréia comercializada em postos e concessionárias.


São sete as versões do Ducato: entre as de passageiros estão o Minibus Teto Baixo (15+1 passageiros mais espaço de bagagem) e o Minibus Teto Alto (15+1 passageiros mais espaço de bagagem). As de transporte de carga incluem o Cargo 7,5m³, o Cargo L 9,0m³, o Maxi Cargo 10m³ e o Maxi Cargo 12 m³. Há ainda a versão Multi Teto Alto, que pode ser transformada para atender necessidades específicas, como para executivos, transporte escolar e passageiros com necessidades especiais.

O modelo é comercializado e reparado por 230 concessionárias da rede Fiat no Brasil.


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Versões e preços:

Cargo 7,5m³ - R$ 76.380
Cargo L 9,0m³ - R$ 80.770
Maxi Cargo 10m³ - R$ 84.590
Maxi Cargo 12 m³ - R$ 86.820
Minibus Teto Baixo - R$ 93.090
Minibus Teto Alto - R$ 99.950
Multi - R$ 86.300

Tamanho da encrenca


Exigência na redução do consumo de combustíveis e emissão de CO2 preocupa revendedores americanos e pode acabar influindo na economia

Por Fernando Calmon
fscalmon@gmail.com

Os governos dos Estados Unidos e da União Européia apresentam diferentes estratégias para diminuir o consumo de combustíveis fósseis e, por consequência, a emissão de CO2. Esse é principal gás de efeito estufa e seus possíveis efeitos sobre mudanças climáticas ainda se discutem em termos de prazos e abrangência.

Na Europa existem metas de emissões com cobrança de imposto sobre os carros que estiverem acima da média de 130 g/km de CO2 e bônus para os que se situarem abaixo. Nos EUA foi definida a obrigatoriedade de consumo médio de 23 km/l de gasolina, igualmente para a média dos automóveis vendidos por cada fabricante, até 2025. O governo americano deseja, ao mesmo tempo, reduzir sua dependência do petróleo e diminuir CO2 emitido nos escapamentos. Sempre se deve reforçar: não existem filtros ou catalisadores para esse gás, mesmo porque é atóxico. Para controlá-lo, só com veículos mais econômicos.

Sem dúvida, melhorar em mais de 50% os padrões atuais de consumo dos carros vendidos nos EUA trata-se de algo bastante ambicioso. Tanto que o governo até admite reavaliar esse alvo em 2018. Os fabricantes nem puderam espernear. Veio a ordem: cumpra-se. Onde entra o consumidor nessa história? Justamente isso ecoou durante a convenção anual da NADA (equivalente à Fenabrave), em fevereiro passado, em Las Vegas (Nevada). O presidente da entidade que reúne 18.000 concessionárias de automóveis e comerciais leves, William Underriner, foi incisivo. “Quase 80% dos nossos clientes pesquisados não estão dispostos a pagar mais por um veículo que gaste menos combustível.”

Ele citou o estudo da própria EPA (sigla, em inglês, para Agência de Proteção Ambiental) que estimou em US$ 3.000 (R$ 5.500) o acréscimo provável no preço sugerido para os automóveis, em média. Na realidade, o acréscimo deve chegar a US$ 5.000 (R$ 9.000) porque as modificações não se restringirão apenas a motores e câmbios. Haverá necessidade de usar materiais leves e caros, além de redução das dimensões externas e internas dos veículos. Seria necessário quase uma revolução cultural para que os compradores abrissem mão do conforto e ainda tivessem que pagar mais.

Underriner ressaltou que, historicamente, as concessionárias sempre apoiaram a fabricação de veículos que consumissem menos combustível. “Agora, se a política do governo vai encolher nossa base de clientes, não devemos ficar preocupados? A NADA questiona porque não desejamos ter de volta os salões de venda vazios. Quantas pessoas serão forçadas a comprar algo que não querem?” Embora essa reação pareça emocional, o risco existe. O pior dos cenários, levantado por Underriner, seria os clientes decidirem manter seus veículos atuais. “Se ocorrer, iria na contramão do objetivo de incrementar a economia de combustível.”

Mudar a mentalidade das pessoas pode ser tão difícil como os desafios técnicos à frente. Há muita pesquisa em desenvolvimento e, provavelmente, se poderia atender a meta exigida pelo governo. O problema é saber a que preço. Nos EUA, aumento de imposto, como ocorre na Europa, é palavrão. Alternativas, porém, escasseiam. Os combustíveis vão aumentar porque o preço do petróleo continuará a subir. E o dos carros, também. Dá para imaginar o tamanho da encrenca. Os motoristas europeus estariam mais resignados porque lá o combustível é caríssimo em razão dos impostos. Parte do acréscimo, na hora de preencher o cheque na loja, se compensaria ao diminuir o custo do quilômetro rodado.

No Brasil, estamos a meio caminho, em termos de combustíveis, em relação aos dois lados do Atlântico Norte. O governo, para tourear a inflação, congelou o preço da gasolina por cinco anos, a ponto de dar prejuízo à Petrobras no momento em que precisa de muito dinheiro para investir, e inviabilizou o etanol. Certamente, alguma encrenca surgirá à frente.

terça-feira, 10 de abril de 2012

Tudo isso? Cruzes...


Sucessor do Vectra GT, Chevrolet Cruze Sport6 aposta na potência, espaço e equipamentos para conquistar consumidor, mas peca pelo preço superior aos dos principais concorrentes

Fotos: Fábio Gonzalez/Divulgação GM do Brasil

Monza hatch, Kadett, Astra e, por último, Vectra GT. Em quase 30 anos de presença no mercado de hatches médios no Brasil, a Chevrolet evoluiu, lançou tendências, e muitas vezes dominou as vendas, embora no fim das contas tenha sido ultrapassada pela concorrência cada vez mais competitiva – leia-se Hyundai i30 e Ford Focus. O Cruze Sport6 chega para recuperar o prestígio perdido da marca da gravata também neste segmento. Fruto de projeto global, com estilo esportivo e porta-malas acima da média, o modelo aposta no motor 1.8 Ecotec6, câmbio automático de seis velocidades e recheada lista de equipamentos de série para conquistar o público perdido, mas cobra caro por isso no preço: a partir de R$ 64.900, na versão LT.

Idêntico ao sedã até as portas dianteiras, o hatch se destaca pela linha de teto arqueada que se estende desde o pára-brisa até os pilares traseiros. Juntamente com a traseira mais curta – 9 cm menor que o Cruze três volumes -, e as lanternas arredondadas, sugere esportividade. Saias laterais e uma extensão do para-choque frontal reforçam essa ideia. Tanto na opção inicial LT quanto na topo de linha LTZ, o Sport6 é equipado com rodas de liga leve aro 17 com pneus 225/50 R17. Cada versão vem com rodas fixadas por cinco parafusos com desenho exclusivo.


O painel segue o conceito de cockpit duplo adotado pela Chevrolet nos últimos lançamentos. Nele, o elemento central é o console, que reúne visor, comandos de informação, entretenimento e climatização do Sport6. Bancos são envolventes e deixam os passageiros firmes. Por meio de uma tela de sete polegadas, o sistema de navegação disponibiliza mapas do Brasil e Argentina incluindo indicações para postos de gasolina quando o tanque de combustível entra na reserva. Graças a um sinal de velocidade, o navegador continua funcionando mesmo em locais de perda de sinal – como em túneis –, atualizando a posição no mapa e dando alguma instrução, caso necessário.


Na versão LT, o rádio CD MP3 e USB vem com amplificador de quatro canais e seis alto-falantes. No LTZ, o sistema de áudio é Premium. Freios ABS com distribuição eletrônica de frenagem e os controles de tração e estabilidade são de série em ambas versões. A capacidade do porta-malas é uma das maiores do segmento: 402 litros. Rebatendo os bancos traseiros na proporção 60/40, o volume sobe para 872 litros.

Motor 1.8 16v
Como no sedã, o Cruze hatch vem equipado com o motor 1.8 16v Ecotec6, de duplo comando de válvulas continuamente variável (Dual CVVT), aliado a duas opções de cambo: manual ou automático de seis marchas. A potência chega a 140 cv (cavalos) quando abastecido com gasolina e 144 cv com álcool, enquanto o torque varia de 17,8 kgfm a 18,9 kgfm a 3.800 rpm, respectivamente. Cerca de 90% desse torque já está disponível a 2.200 rpm.

Ainda incomum no segmento, a transmissão automática de seis velocidades oferece opção de trocas em modo sequencial. A suspensão dianteira é do tipo McPherson, com buchas hidráulicas que fixam os braços inferiores da suspensão ao subchassi. Na traseira, a suspensão é do tipo Z-link, de barra de torção especial com perfil em U, construído com duas camadas. A garantia é de três anos, sem limite de quilometragem.


[saiba mais]:
Principais equipamentos de série

LT – Airbags frontais e laterais, ar-condicionado, Bluetooth, computador de bordo, direção com assistência elétrica progressiva, faróis e lanterna de neblina, piloto automático, rádio CD MP3, USB, com entrada auxiliar e seis alto-falantes, retrovisor interno eletrocrômico, retrovisores externos elétricos com desembaçador, sistema Isofix, vidros elétricos e volante com comandos do sistema de som

LTZ – Acrescenta airbag de cortina, bancos de couro, botão de partida do motor Start-Stop, central multimídia com tela LCD de sete polegadas, navegador GPS integrado ao sistema de som, sensores crepuscular e de estacionamento e teto solar



Preços
LT Manual – R$ 64.900
LT Automático – R$ 69.900
LTZ Manual – R$ 77.400
LTZ Automático – R$ 79.400

Acessórios
Como opções de customização do modelo, a Chevrolet oferece nas concessionárias: cabide para encosto de cabeça, capa cromada para os retrovisores externos, navegador portátil de 4,3 polegadas, película de proteção solar, sensor de marcha a ré e soleiras para as portas