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terça-feira, 26 de junho de 2012

Peugeot Boxer estreia novo motor na linha 2013


Enquanto a Fiat prepara a chegada da segunda geração do Fiat Ducato, o Peugeot Boxer – furgão com quem compartilha a plataforma e a linha de produção da Iveco em Sete Lagoas (MG) –, teve somente o motor 2.3 HDi turbodiesel aprimorado como novidade na linha 2013. O propulsor foi adequado aos novos limites de emissões de poluentes e materiais particulados da fase 6 do Proconve (Euro 5), em vigor desde janeiro.

Comparado ao motor anterior, o novo manteve a potência de 127 cv (cavalos), mas o torque subiu de 30,6 mkgf para 32,6 mkgf a 1.800 rpm.


Para se adequar à nova legislação, o Boxer recebeu conversor catalítico oxidante; sistema de recirculação de gases de escape (EGR), que controla o fluxo dos gases de escape que se integram à mistura, diminuindo as emissões de Óxido de Nitrogênio; e filtro de partículas diesel (DPF), inserido no escapamento e responsável por reter a emissão de material particulado, atingindo eficiência de 95%.

No interior nada mudou. A lista de equipamentos inclui alças de segurança para os passageiros dos bancos dianteiros, banco do motorista com encosto e distância reguláveis, direção hidráulica, lanterna traseira de neblina, setas laterais, retrovisores externos bipartidos e ganchos para reboque. Na configuração passageiros, os bancos a partir da segunda fileira trazem ainda encostos elevados e cintos de segurança abdominais.



A linha é composta por seis versões: Minibus 16 lugares (R$ 87.490), Furgão Curto 330 (R$ 77.390), Furgão Médio 330 (R$ 79.990), Furgão Médio 350 com teto elevado (R$ 84.590), Furgão Longo 350 com teto elevado (R$ 86.790) e Furgão Longo 350 LH  com teto elevado Vidrado (R$ 87.990).



sexta-feira, 22 de junho de 2012

Foco no controle de emissões


Combustíveis com menor teor de enxofre e política de combate a gases de efeito estufa são incentivos para a redução do CO2

Por Fernando Calmon
fscalmon@gmail.com

Embora o Brasil ainda não tenha alcançado alta taxa de motorização (5,5 habitantes/veículos contra menos de 2 hab./veic. nos países centrais), algumas regiões metropolitanas se aproximam de índices das nações avançadas. No aspecto de cuidados com o meio ambiente ao envolver uma frota de 35 milhões de automóveis e veículos comerciais, além de 12 milhões de motocicletas, até que o país se situa razoavelmente bem.

Desde 1986, o Proconve (Programa de Controle da Poluição do Ar por Veículos Automotores) provou ser iniciativa de sucesso. Veículos leves com motores de ciclo Otto cumpriram as seis fases de redução de emissões gasosas, que resultaram em queda significativa da poluição. Veículos pesados com motores de ciclo Diesel sofreram tropeços no cronograma. Só agora, em 2012, entrou nos eixos ao estrearem novos motores e combustível de baixo teor de enxofre (50 mg/kg ou 50 ppm). No próximo ano chegará o diesel S10, de apenas 10 ppm de enxofre.


A fim de discutir o futuro do controle de emissões, inclusive motos, a Associação Brasileira de Engenharia Automotiva organizou um seminário recente em São Paulo. A fase L-7 para automóveis está prevista para 2015 ou 2016. Teor de enxofre na gasolina (etanol não tem enxofre) será diminuído para 50 ppm em 2014. Abre caminho, assim, aos motores flexíveis etanol/gasolina com injeção direta de combustível.

Essa conquista tecnológica exige gasolina de baixo teor de enxofre para se obter economia de combustível e simultâneo aumento de potência, além de cortar emissões. A injeção direta é um sistema de formação de mistura ar-combustível que consegue subverter a lógica de maior potência, maior consumo. A atual injeção indireta representou um passo adiante. Porém, a tendência no exterior é substituí-la, mesmo a custo maior.
Ponto interessante do seminário foi a pouca divulgada política do governo de São Paulo para combater gases de efeito estufa, responsáveis por possíveis mudanças climáticas no planeta. Trata-se da iniciativa estadual mais relevante no país, que organiza, em junho, a Conferência das Nações Unidas de Desenvolvimento Sustentável (Rio +20). Existe a pretensão de emitir 20% menos gás carbônico (CO2) em relação a 2005, em território paulista.

CO2 é subproduto atóxico da combustão de motores convencionais. Os meios de transporte respondem, em média, por um quinto das emissões de efeito estufa no mundo. Não há filtros ou catalisadores: só resolve se reduzir consumo de combustível. São Paulo considera que seu perfil socioeconômico exige maior atenção ao controle da frota. Estima-se que veículos motorizados respondam, no Estado, por cerca de 30% do total de CO2 emitido.

Eis algumas propostas para o segmento de veículos leves: ampliação da inspeção ambiental, incentivo ao uso de etanol, programa de renovação e reciclagem de veículos, selo socioambiental nas compras oficiais e ampliação de etiquetagem veicular (consumo de combustível). Para tornar competitivo o etanol, o governo cogita de criar a chamada nota fiscal “verde” emitida nos postos de abastecimento. Afinal, biocombustível de cana anula, praticamente, a emissões de CO2 no escapamento, quando a planta cresce no campo. Não é possível com combustíveis fósseis.

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Motor do Ducato 2013 é enquadrado ao Proconve L6


Enquanto a nova geração do Ducato – programada para chegar ao mercado nacional em 2013 – não vem, a Fiat aplica aquela que talvez seja a última mudança da atual família. Enquandrando-se na norma anti-poluentes Proconve L6, a marca italiana aplica na van o motor 2.3 MultiJet Economy retrabalhado por meio do sistema EGR (traduzindo do inglês, recirculação dos gases de escape), o que garante, segundo o fabricante, aumento médio de torque de 6% e redução no consumo de diesel de até 8%. No desenho e interior do Ducato, nada mudou.

Produzido pela FPT Industrial, subsidiária do grupo Fiat, o motor recebeu nova calibração e aplicação de tecnologias que melhoraram o desempenho nas acelerações e retomadas. A potência se manteve nos 127 cv (cavalos) a 3.600 rpm, mas o torque subiu de 30,7 kgfm para 32,6 kgfm a 1.800 rpm.


Além do sistema EGR para redução da emissão de NOx, foram adotados filtro catalisador tipo DOC (catalisador de oxidação de diesel) e filtro de gases de escapamento DPF (filtro de partículas de diesel) para menor emissão de material particulado. Com isso, obtém-se uma eficiência de até 99%, atendendo aos requisitos do Proconve L6. Este sistema, comparado ao SCR (Redução Catalítica Seletiva) utilizado em caminhões e ônibus, tem como grande vantagem a dispensa da adição do Arla 32 (Agente Redutor Líquido Automotivo), uréia comercializada em postos e concessionárias.


São sete as versões do Ducato: entre as de passageiros estão o Minibus Teto Baixo (15+1 passageiros mais espaço de bagagem) e o Minibus Teto Alto (15+1 passageiros mais espaço de bagagem). As de transporte de carga incluem o Cargo 7,5m³, o Cargo L 9,0m³, o Maxi Cargo 10m³ e o Maxi Cargo 12 m³. Há ainda a versão Multi Teto Alto, que pode ser transformada para atender necessidades específicas, como para executivos, transporte escolar e passageiros com necessidades especiais.

O modelo é comercializado e reparado por 230 concessionárias da rede Fiat no Brasil.


[saiba mais]
Versões e preços:

Cargo 7,5m³ - R$ 76.380
Cargo L 9,0m³ - R$ 80.770
Maxi Cargo 10m³ - R$ 84.590
Maxi Cargo 12 m³ - R$ 86.820
Minibus Teto Baixo - R$ 93.090
Minibus Teto Alto - R$ 99.950
Multi - R$ 86.300

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Ministério do Meio Ambiente divulga nova lista com carros que poluem mais



O Ministério do Meio Ambiente divulgou hoje uma nova lista com os carros que poluem mais. Desta vez foram avaliados 402 modelos produzidos em 2009 à venda no Brasil. Em setembro deste ano a autarquia do Governo já havia divulgado um ranking com 251 automóveis, porém fabricados em 2008. A exemplo da lista anterior, a classificação avaliou com notas de uma a cinco estrelas, por meio de um critério estabelecido pelo Proconve (Programa de Controle de Poluição do Ar por Veículos Automotores) e pelo Ibama. Cada modelo recebeu de uma a três estrelas em testes de emissões de monóxido de carbono (CO), hidrocarbonetos (NMHC) e óxidos de nitrogênio (NOX), além de outras duas estrelas para emissões de dióxido de carbono (CO2).

Melhores e piores
A pontuação máxima foi dada a 22 carros, enquanto que outros 20 obtiveram a nota mínima. Entre os mais sujões estão os Citroën Berlingo, C4, C4 Picasso e Xsara Picasso, os Mitsubishi L200, Pajero e Outlander, Peugeot 407 (acima) e os Volkswagen Jetta e Jetta Variant 2.5. Os mais limpos foram os Chevrolet Celta e Prisma 1.0, Citroën C3 1.4, Fiat Idea Adventure Dualogic 1.8, Palio ELX 1.8, Siena HLX 1.8, Stilo 1.8 manual e Dualogic, Ford Ka 1.0, Volkswagen Fox 1.6 e SpaceFox.


 
Os modelos da PSA (Peugeot-Citroën) receberam as piores notas no geral. 15 carros do grupo tiveram apenas uma estrela, sendo que 14 são equipados com motor 2.0 a gasolina. Outros 11 modelos equipados com motor 1.6 flex conseguiram apenas duas estrelas. O resultado também foi dado ao propulsor 1.4 16v Turbo da Fiat, que equipa Punto e Linea. Já o motor 1.8 de origem Powertrain, utilizado em modelos da marca italiana e da General Motors, conseguiu a melhor pontuação do ranking. Os motores 1.0 e 1.4 Econo.Flex e 1.6, da Volkswagen, também foram bem avaliados.

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Prova de emissões: Ministério do Meio Ambiente divulga lista com carros que poluem mais

Qual é o nível de poluição emitido pelo seu carro? Para responder esta pergunta, o Ministério do Meio Ambiente pesquisou 251 modelos nacionais produzidos em 2008. com gasolina e álcool (no caso dos flex, com os dois combustíveis), antes da nova fase do Proconve entrar em vigor. Três tipos de gases que fazem mal à saúde foram avaliados: hidrocarbonetos, monóxido de carbono e óxidos de nitrogênio. O dióxido de carbono, principal causador do efeito estufa, também foi levado em conta. No entanto, o nível de emissões de CO2 não considerado na classificação.

Entre os 10 modelos mais poluentes, quatro compartilham dois tipos de motor: Corsa (2º lugar) e Montana (7º) 1.4; Citroën C3 (5°) e Peugeot 207 SW (10°), também 1.4. O Edge, utilitário de grande porte produzido no Canadá e equipado com motor 3.5 V6 é o 5° modelo menos poluente. Seguido do Ford, o também importado Chevrolet Captiva 3.6 V6 ficou no 17° lugar.


Veja o ranking dos 10 carros mais e menos poluentes
Quais poluem mais

Chevrolet Meriva 1.8 (gasolina)

Chevrolet Corsa 1.4 (gasolina)
Peugeot 307 Sedan 1.6 (álcool)
Citroën Xsara Picasso 1.6 (álcool)
Citroën C3 1.4 (álcool)
Renault Scénic 1.6 (álcool)
Chevrolet Montana 1.4 (gasolina)
Renault Scénic 1.6 (gasolina)
Volkswagen Kombi 1.4 (gasolina)
Peugeot 207 SW 1.4 (gasolina)

Quais poluem menos

Ford Focus 2.0 (gasolina)
Honda New Fit EX 1.5 (gasolina)
Nissan Tiida 1.8 (gasolina)
Honda New Fit LXL 1.4 (gasolina)
Ford Edge 3.5 (gasolina)
Honda New Fit LX 1.4 (gasolina)
Chrysler PT Cruiser 2.4 (gasolina)
Fiat Uno 1.0 (álcool)
Fiat Uno Way 1.0 (álcool)
Honda Civic LXS 1.8 (gasolina)

Como a nota foi calculada? De zero a dez, a nota tem como base a média de emissões de três gases poluentes: hidrocarbonetos, monóxido de carbono e óxidos de nitrogênio. Quanto mais alta for a nota, menos poluente é o carro

O que é Proconve? O Programa de Controle da Poluição do Ar por Veículos Automotores promete reduzir em até 33% a emissão de poluentes para veículos movidos a diesel (cujo prazo é 2013) e gasolina/álcool (até 2014)

Mais informações: Site do Ibama