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quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Salão'2012: Bem ao gosto do Brasil


Conceitos apresentados no Salão’2012 refletem a importância e a paixão do brasileiro por utilitários-esportivos. E sinalizam o que vem por aí...

Dividindo espaço com modelos conceituais já apresentados em outros salões mundo afora, três estudos do Salão’2012 demonstram, em especial, a importância do Brasil para os principais fabricantes do mundo. Das pranchetas de criação saíram propostas distintas, mas que alimentam o mesmo gosto por utilitários-esportivos, uma coqueluche verde-amarela que avança no segmento dos compactos. Pelo menos um deles está bem próximo de ir às ruas.

Nissan Extrem
A vibração, cor e emoção do Brasil foram elementos considerados pela Nissan na criação do Extrem. O crossover compacto 2+2 foi elaborado pelo centro de design da marca nos EUA em  parceria com designers brasileiros, onde também foi produzido. Alguns elementos de estilo poderão ser aproveitados em futuros carros da Nissan no país. “Criamos o Extrem para mostrar o quanto levamos a sério o Brasil”, sustenta o presidente da Nissan do Brasil, Christian Meunier. Marcado por linhas exóticas e nada comuns ao segmento, o carro também tem seu lado prático: enquanto a aplicação do sistema see-through (veja através) permite melhor visibilidade na coluna A junto ao para-brisa, as barras no teto possuem presilha para o transporte de carga. A plataforma é a V - a mesma do March e do Versa. Sob o capô guarda um motor 1.6 turbocharger de injeção direta. A cor é um laranja metálico chamado de solar córtex, em alusão à natureza do país. Rodas de liga leve aro 19 em duas camadas de cores e enormes caixas de roda destacam a aparência de robustez.


Renault DCross
Embora o Duster já não seja mais novidade, a Renault aproveita a mostra para potencializá-lo. O exercício de criatividade do Renault Design América Latina (RDAL) adiciona ao 4x4 de rua carroceria em duas cores (verde brilhante na dianteira e preta fosca na traseira), rodas diamantadas de 18 polegadas, barras de teto com o estepe acima e maior altura do solo. Por dentro, as mesmas cores da carroceria. O teto é forrado de preto. A cor verde aparece em detalhes nas molduras das saídas de ar, cintos de segurança, bancos e painel e a alavanca do freio de mão é tipo avião, em forma do número sete. O DCross também incorpora o navegador Media Nav, que a passa a ser oferecido como opcional no Logan e Sandero.


Volkswagen Taigun
O futuro utilitário-esportivo compacto da Volks também surge fazendo homenagem ao mercado brasileiro. Seguindo o conceito de desenho limpo da marca, apresenta dimensões compactas – são 3,86m de comprimento, 1,72m de largura e 2,47 de distância entreeixos – e, com uma carroceria próxima aos carros de produção, dá claros sinais de que poderá ser nacional já em 2014. Como por fora, o interior foi desenvolvido com base num estilo claro, nitidamente inspirado em smartphones e tablets. Há bom aproveitamento de espaço, embora a capacidade do porta-malas seja de 280 litros (rebatendo o banco traseiro, sobe para 987l). Controle eletrônico de estabilidade e rodas calçadas em pneus nas medidas 205/55 aro 17 reduzem o risco de derrapagem. O motor é o inédito 1.0 TSI (turbo com injeção direta de gasolina) de 110 cv, capaz de consumir uma média de 4,7 litros a cada 100 quilômetros. A aceleração até 100 km/h ocorre em 9,2 segundos e a máxima é de 186 km/h. Para extrair o máximo de desempenho, vem equipado com um câmbio manual de seis velocidades. O novo motor amplia a linha a gasolina de três cilindros da família EA211, que fará sua estreia no Brasil com o subcompacto Up!.



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Estudo da Troller sugere novo T4

Lado a lado com a linha 2013 do T4, a Troller – marca pertencente ao grupo Ford – expôe o conceito TR-X. Fruto no Centro de Design da marca do oval azul, o modelo exibe formas musculosas que sugerem como será a segunda geração do jipão. Com para-lamas mais altos, largos e imponentes, ele traz faróis e lanternas com LEDs (diodos emissores de luz). A cor verde fosca faz referência ao contato com a natureza, um dos preceitos levados a sério pelos troleiros, como são chamados os proprietários do modelo adepto das trilhas. "Buscamos criar um conceito que simbolizasse a essência da Troller", aponta o chefe de Design da Ford, João Marcos Ramos. O estande da marca também expõe três versões customizadas do T4: a Praia e a Acessórios, preparadas para mostrar as diversas possibilidades de personalização do utilitário (com itens como suporte para prancha, capa dos bancos em neoprene, engate traseiro e bagageiro Expedition) e o Troller Ben 10, com adesivagem especial voltada ao público infantil, fã do personagem de desenho animado.

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Cami EC 250F, da Gas Gas, será produzida em Contagem


Referência na fabricação de motos fora de estrada, a espanhola Gas Gas decidiu lançar mundialmente a Cami EC 250F no Brasil. Desenvolvida ao longo de três anos a pedido do importador – o grupo mineiro Celeghini –, para atender um mercado em ascensão, ela será inicialmente importada a partir de janeiro. Depois, será nacionalizada em uma nova linha de montagem em Contagem ao ritmo de 2.500 unidades/ano, com perspectiva de construção de uma nova fábrica a partir de 2015 para atender a América do Sul.

Vendida também na Europa, a Cami inicia uma nova família de motocicletas com cilindradas distintas. Seu motor é um quatro tempos com 249,6cm³, refrigeração líquida, e 28,5 cv (cavalos) de potência produzido sob encomenda em Taiwan. O farol é emoldurado por uma capa para fixação de números em competições e no quadro não há nem mesmo hodômetro. A partida é elétrica, com opção de pedal. Também do tipo competição, o escape possui um abafador. As rodas são de alumínio, aro 21 na dianteira e 18 atrás.


Leve (pesa 110 kg), a moto conta com um tanque de combustível para 6,3 litros. Assim como outras motos do segmento, a Camig não pode ser emplacada. O preço ficará em torno de R$ 17.800, dependendo da cotação do Euro no momento da importação, ressalta o grupo Celeghini.



quarta-feira, 9 de maio de 2012

Pelas terras do Brasil


BMW G 650 GS fica mais parruda na Sertão, versão desenvolvida bem ao gosto fora-de-estrada tupiniquim

Em 2009, a BMW iniciou a montagem da G 650 GS em parceria com a Dafra, em Manaus (AM). Tratava-se não somente de um grande passo para a marca alemã, atenta ao crescimento do mercado nacional, como também um marco – a fora-de-estrada foi a primeira moto da família GS construída em regime de CKD fora da Europa. O tempo passou e desde então mais de 4 mil unidades foram vendidas no país, consagrando o Brasil como um dos principais mercados para a BMW no mundo.

Toda essa atenção rendeu o primeiro fruto: a G 650 GS Sertão, versão mais aventureira do modelo voltada a quem não abre mão de incursões na terra. Apresentada no Salão das Duas Rodas 2011, ela chega às concessionárias por R$ 32.800 ostentando uma nomenclatura inexistente no idioma alemão, mas que também estará presente na Alemanha, Itália e Espanha, onde a moto é vendida desde outubro.


A carenagem é de uma mota mais parruda. Na dianteira, a roda aro 19 deu vez a uma maior, de 21 polegadas. A suspensão tem curso mais longo tanto na frente tanto atrás, com 210mm, o que diminui as chances do chassi bater no solo. Em todo caso, um protetor de alumínio foi adicionado sob o motor para proteção contra impactos. A distância entreeixos também cresceu: passou de 1,477mm para 1484mm. Nas dimensões, ela tem 2,18m de comprimento, 1,44m de altura e 920mm de largura.


Para-brisa ficou mais alto, para proteção de poeira e pedras. O assento também subiu e agora tem altura de 860mm (contra 800mm da G 650 GS). Outra novidade igualmente importante para a pilotagem na terra é o protetor de mão. Fora as novidades, os equipamentos de série são os mesmos, incluindo aquecedor de manoplas e freios ABS, que pode ser desabilitado para rodagem na terra por meio de um botão no lado esquerdo do guidão. Ainda assim, falta marcador de combustível e o tanque de combustível – com capacidade para somente 14 litros – é pequeno para o segmento.

Projetado pela BMW e produzido pela marca chinesa Loncin, o motor monocilíndrico de 652 cm³ possui injeção eletrônica e refrigeração líquida, gera 50 cv (cavalos) de potência e 6,11 kgfm de toque. A máxima anunciada é de 170 km/h. A BMW espera vender 500 unidades do modelo até o fim de 2012, uma média de 60 unidades/mês, contra 200 da G 650 GS standart.


[saiba mais]
As grandes concorrentes da Sertão:

Honda XL 700V Transalp
Motor: dois cilindros, 680 cm³, 60 cv
Peso seco: 201 kg a 205 kg (com ABS)
Comprimento: 2,25 m
Tanque: 17,5 litros
Preço: a partir de R$ 31.800

Kawasaki Versys
Motor: dois cilindros, 649 cm³, 64 cv
Peso seco: n/d
Comprimento: 2,12 m
Tanque: 19 litros
Preço: a partir de R$ 29.990

Yamaha XT660Z Ténéré
Motor: um cilindro, 660 cm³, 48 cv
Peso seco: 186 kg
Comprimento: 2,24m
Tanque: 23 litros
Preço: R$ 31.110

segunda-feira, 23 de abril de 2012

CRF 150F é voltada aos iniciantes do fora-de-estrada


Pensando em oferecer uma motocicleta própria para iniciantes nas trilhas, a Honda lança a 150F – a mais nova caçula da família fora-de-estrada CRF. Produzido na fábrica de Manaus (AM), o modelo segue o estilo das irmãs maiores, com motor OHC de 149,2 cm3, chassi de berço semi-duplo e suspensão de longo, ao preço sugerido de R$ 8.690.

O visual é simples e puramente funcional. O assento é estreito, buscando facilitar a movimentação do piloto. Na dianteira os pneus vem na medida 70/100-19, enquanto na traseira é 90/100-16. A distância da pedaleira com relação ao guidão favorece uma pilotagem com postura confortável. Além disso, a distância de 257 mm do solo permite que se transponha obstáculos sem medo.


O peso a seco é de apenas 101 kg e há boa autonomia no tanque de combustível, com capacidade de 7,2 litros (incluindo 1,6l de reserva).

Para o uso fora-de-estrada, a Honda aplicou ao modelo uma configuração de chassi com berço semiduplo, que se destaca pela maleabilidade e resistência, facilitando a execução das manobras na terra.

Outro diferencial da CRF 150F é a suspensão. A dianteira é do tipo garfo telescópio, com 230 mm. Já a traseira Pro-Link vem equipada com braço oscilante, de 227 mm de curso. Em conjunto com a suspensão, o ângulo de cáster proporciona melhor dirigibilidade e facilita o controle da motocicleta. Freios são a disco com 240 mm na roda dianteira e a tambor, com 110 mm, atrás.


Carburada
Protegido por cárter, o motor monocilíndrico de 149,2 cm3, quatro tempos, arrefecido a ar, gera potência de 14 cv (cavalos) a 8.500 rpm e torque de 1,33 kgfm a 6.500 rpm. A alimentação é feita por carburador, com diâmetro de venturi de 22,26 mm. O câmbio de cinco velocidades assegura a troca de marchas de forma suave e precisa, garante o fabricante. A bateria selada de 12 V- 4h dispensa manutenção periódica.

Disponível na cor vermelha, a motocicleta tem garantia de três anos, sem limite de quilometragem.

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Mercedes-Benz OF-1519 R mira programa Caminho da Escola


Aplicado Brasil afora com sucesso, o programa Caminha da Escola do Governo Federal beneficia não só alunos da zona rural, que enfim passaram a ser transportados com dignidade em veículos adequados. A medida também abriu um nicho para os fabricantes de ônibus, que investem em produtos específicos para o transporte fora-de-estrada. A última novidade desse mercado é o chassi Mercedes-Benz OF-1519 R.

Equipado com motor o OM 924 LA de 185 cv (cavalos) e torque de 71,4 mkgf entre 1.200 e 1.600 rpm, o modelo se diferencia pela presença de balanço dianteiro curto, altura elevada e bloqueio no eixo traseiro, que facilitam a entrada em terrenos acidentados, além de freio-motor auxiliar Top Brake. São duas as versões de distância entreeixos: 4,8 metros para ônibus de 48 assentos, a 6 metros, para 59 poltronas.


segunda-feira, 10 de maio de 2010

Aircross agora aparece em imagens de interior


Depois que o blog CarsDias flagrou o painel do Aircross, a Citroën divulgou fotos e informações sobre o interior do monovolume, que tem pouco em comum ao europeu C3 Picasso. A começar pelo próprio painel, que aboliu a instrumentação ao centro para uma solução convencional, em formato circular. Volante, saídas de ventilação, porta-luvas e a posição da alavanca do câmbio, no assoalho, também são novos, assim como os altímetro, bússola e inclinômetro - instrumentos próprios para a proposta fora-de-estrada do modelo.


A maior inovação, porém, é o para-brisa panorâmico dividido em três partes, recurso inédito entre os carros nacionais que elimina o ponto-cego da coluna A. As vendas começam em agosto, com preços a partir de cerca de R$ 55 mil, em três versões equipadas com motor 1.6 16v flex - ainda não reveladas pelo fabricante. O C3 Picasso virá em 2011 e a Citroën estuda ainda a aplicação do propulsor 2.0 16v à família, que aos poucos substituirá o defasado Xsara Picasso.

quarta-feira, 8 de julho de 2009

CONFIRMADA

MERCADO - A Nissan confirmou a produção nacional da versão X-Gear do Livina, a partir de agosto, conforme adiantou a coluna. Ela terá câmbio manual e automático, já se adiantando a estréia da transmissão Dualogic no concorrente Fiat Idea Adventure. A X-Gear se diferencia das demais Livina por itens estéticos que sugerem utilização fora-de-estrada, como o pára-choque dianteiro que simula um quebra-mato. (B.F.)

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

FOTO-ENSAIO: STEPWAY



OFF-ROAD - Fiquei uns dias com o Stepway -nova versão de apelo off-road do Renault Sandero- para avaliação do Gazeta do Oeste. Num domingo, resolvi tirar a bunda do sofá e ir testar a aptidão fora-de-estrada do bicho, numas estradas de difícil acesso. O resultado são as imagens reunidas neste post. (B.F.)








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