sexta-feira, 23 de março de 2012

Exclusivo: Dodge Dart com pinta de Fiat já roda no Brasil


Sucessor do estranho crossover Caliber nos EUA, o belo Dodge Dart'2013 - que em nada lembra o sedã homônimo dos anos 70 - também pode vir revigorar o segmento médio do grupo Chrysler no Brasil. Mas nas mãos, ou melhor, roupagem da Fiat, que detém controle sobre o conglomerado norte-americano. O modelo, afirma uma fonte ligada à marca italiana, começou a ser testado com pesada camuflagem na fábrica de Betim (MG), o que não inibe a percepção de faróis, grade, para-choques e lanternas diferenciados, sugerindo uma futura versão Fiat.

Desde que lançou o Linea no país, em 2008, a Fiat não conseguiu equiparar o sedã construído sobre a plataforma esticada do Punto com as vendas de Honda Civic e Toyota Corolla. Por ser maior (o Dart tem 4,67m de comprimento e 2,70m de entre-eixos, contra 4,56m e 2,60m do Linea, respectivamente), e mais potente, com motores 1.4, 2.0 e 2.4 Multiair, além de câmbio manual e automático de seis velocidades, o Dodge cairia como uma luva na linha de produtos da Fiat, o que enterraria os planos da marca em reestilizar o Linea em 2013.

O Fiat sofrerá concorrência interna com o Grand Siena, nova geração melhor em espaço e conteúdo, que será lançada neste fim de semana em Santiago, Chile.

59 anos de Brasil


Volkswagen completa aniversário relembrando trajetória de modelos como a Kombi, que deixará de ser produzida em 2014

Do Fusca ao Polo, da Kombi à... Kombi! A Volkswagen completa nesta sexta-feira 59 de atividades no Brasil, trajetória marcada pela produção de 19 milhões de automóveis e comerciais leves, dos quais a perua – carinhosamente apelidada de Velha Senhora - permanece em produção sem grandes mudanças. Se por um lado a marca deixou a tecnologia de lado no modelo, por outro, foi a primeira a lançar a tecnologia flex no Gol, em 2003, e a primeira a desenvolver modelos com índices reduzidos de consumo de combustíveis e emissões: o Polo BlueMotion, em 2009, e o Gol Ecomotion, lançado um ano depois.

Entre outras inovações, os Volkswagen também foram os primeiros modelos equipados com injeção eletrônica, no Gol GTi 2.0 (1988) e freios ABS, no Santana de segunda geração (1992).

Tudo começou com um pequeno armazém alugado na rua do Manifesto, no bairro do Ipiranga, em São Paulo, em 23 de março de 1953. A ligação da Volkswagen com o país, no entanto, tomou corpo quatro anos antes, quando pesquisas realizadas no mercado latinoamericano apontaram o Brasil como local mais adequado para receber a primeira fábrica da marca fora da Alemanha. Do armazém saíram os primeiros Fuscas com peças importadas da Alemanha, produzidos por 12 empregados. De 1953 a 1957 foram fabricados 2.820 Volkswagen, sendo 2.268 unidades do Fusca com motor 1.2 l e 552 unidades da Kombi.


Os planos da construção da primeira fábrica foram iniciados em 1956, quando o presidente Juscelino Kubistchek decidiu instalar a indústria automobilística e fixou base para o rápido desenvolvimento do setor. Em 2 de setembro de 1957, saiu da linha de produção da fábrica de São Bernardo do Campo o primeiro veículo produzido pela marca: a Kombi, com 50% dos seus componentes já fabricados aqui no país.

Em julho de 1970, era alcançado o primeiro milhão de veículos vendidos. Em março de 1972, era a vez do Fusca completar a marca.


Nos anos 80, a Volkswagen lançou a família de modelos compactos BX, um dos maiores sucesso de vendas da indústria que daria origem ao hatchback Gol, a perua Parati, a picape Saveiro e o Voyage.

Buscando reduzir custos, em 1987 a marca e a Ford se juntaram, formando a Autolatina. Em somente sete anos de vida, a joint-venture deu vida aos modelos Apolo, Logus e Pointer, da Volkswagen, e Verona, Royale e Versailles, da Ford.


Fusca e Kombi são os mais carismáticos

Carro que lançou o nome Volkswagen no mundo, o Fusca acumula mais de 3 milhões de unidades vendidas no país. Pela sua popularidade, o modelo conquistou o coração do brasileiro e ganhou até uma data comemorativa: o 20 de janeiro, instituído o Dia Nacional do Fusca.

Fato marcante na história do Fusca no Brasil foi a retomada de produção do modelo em 1993, por sugestão do então presidente Itamar Franco, uma vez o modelo tinha sido descontinuado sete anos antes, em 1986. Em 23 de agosto de 1993, Itamar reinaugurou a linha do Fusca na fábrica Anchieta, a bordo de um conversível azul-claro, repetindo a clássica cena de Juscelino Kubitschek, em 1959, durante a inauguração da mesma fábrica.

Um caso único de sucesso e longevidade, a Kombi é produzida há 55 anos, e atingiu ano passado o marco de 1,5 milhão de unidades fabricadas no país. Mas o baixo custo de compra e manutenção do modelo - comparado a vans modernas - deixará de existir com o término de produção em 2014, quando entram em vigor nova lei que obriga a presença de airbags e freios ABS. A adoção dos novos equipamentos de segurança na Kombi é considerada inviável por conta da idade do projeto.


[saiba mais]:
As fábricas

Anchieta – São Bernardo do Campo (SP)
Inaugurada em 18 de novembro de 1959, foi a primeira da marca fora da Alemanha. É considerada um complexo industrial por abrigar estamparia, armação da carroceria, pintura, montagem final, fabricação de motores, caixas de câmbio e centro de pesquisa, planejamento e desenvolvimento de novos produtos. Produz Gol, Parati, Saveiro e Kombi.

Taubaté (SP)
A unidade responsável por parte da produção do Gol (líder de vendas no Brasil há 25 anos consecutivos) e Voyage completou 36 anos de operação no último dia 14 e está em obras de construção da nova unidade de pintura.

São José dos Pinhais (PR)
Uma das mais modernas fábricas do grupo, foi construída para produzir o Audi A3 e o Volkswagen Golf, mas atualmente só fabrica o segundo – na companhia dos modelos Fox, CrossFox e SpaceFox.


São Carlos (SP)
A terceira maior fábrica de motores do grupo iniciou suas atividades em outubro de 1996 e produz 42 diferentes unidades 1.0, 1.4 e 1.6 que equipam Gol, Fox, Voyage, Crossfox, Saveiro, Polo, Polo Sedan, Kombi, Gol G4 e Golf.


Linha cronológica
Conheça os modelos desenvolvidos pela marca no país

1968 - VW 1600
1969 – Variant
1972 – SP1 e SP2
1973 – Brasília
1977 – Variant II
1980 – Gol
1982 – Voyage
1983 – Saveiro e Parati
1984 – Santana
1985 – Santana Quantum
1990 – Apollo
1993 – Logus
1994 – Pointer
1994 – Gol (segunda teração)
1996 – Parati (segunda geração)
1997 – Saveiro (segunda geração)
1999 – Gol (profunda reestilização, chamada estrategicamente pela marca como geração 3)
2000 – Parati e Saveiro (profunda reestilização)
2003 – Fox
2003 – Polo Sedan
2005 – CrossFox
2008 – SpaceFox
2008 – Gol (terceira e atual geração, denominada geração 5 pela VW)
2008 – Voyage (segunda geração)
2009 – Saveiro (terceira geração)
2010 – Saveiro Cross
2011 – SpaceCross

Volkswagen Fox foi reestilizado em 2009

quinta-feira, 22 de março de 2012

Vídeo: Red Bull Paper Wings 2012


A final da bem humorada competição de aviõeszinhos de papel será somente em maio, na Áustria, mas esse teaser preparado pela Red Bull já adianta o que os soldados, ou melhor, participantes, terão pela frente...

[Quer sugerir algum vídeo? Envie um e-mail para motorgerais@gmail.com]

Competição maluca de aviões de papel chega a BH



Simples e inocente brincadeira da infância à adolescência, os aviões de papel são levados a sério pela turma do Red Bull Paper Wings. A inusitada competição mundial - no qual o objetivo é voar, e não aterrisar - chega à Belo Horizonte neste sábado para selecionar dois brasileiros para a final, marcada para maio, em Salzburg (Áustria). São três as categorias disputadas: acrobacia, onde as melhores manobras garantem o prêmio; distância, em que vence quem voar mais longe; e tempo de voo, no qual ganha o avião que permanecer mais tempo no ar. Nas 29 seletivas que ocorrerão no Brasil, serão classificados concorrentes somente para distância e melhores em tempo de voo.

Em sua terceira edição, o campeonato tem como detentor de um título e já com vaga garantida o paulista Leonard Ang, que é o terceiro brasileiro na disputa mundial. Atual campeão na categoria tempo de voo, Ang vai defender o título mais uma vez na finalíssima. Ele é estudante da Universidade de São Paulo (USP) e foi o campeão na categoria com a marca de 11,66 segundos na final de 2009, que reuniu os 10 melhores da modalidade.


Na primeira edição do Paper Wings, em 2006, 48 países participaram. No ano seguinte o número de "adeptos" subiu para 83. Nesta terceira edição serão 500 classificatórias em mais de 85 países.


[saiba mais]:
Seletiva do Red Bull Paper Wings'2012
Quando: sábado (24), às 12h30
Onde: Galpão C2 da UniBH

Mais informações: redbullpaperwings.com

quarta-feira, 21 de março de 2012

Caro até para o patrão


Sétima geração do Toyota Camry cresce nas dimensões, incorpora novos equipamentos, mas esbarra no alto preço: R$ 161 mil

Um dos carros mais vendidos da Toyota nos EUA, o Camry vive um dilema no Brasil. Seu alto preço o posiciona diretamente diante de concorrentes de status, como Audi, BMW e Mercedes-Benz, o que torna o sucesso no mercado nacional, difícil – para não dizer impossível. Em sua sétima geração, que acaba de desembarcar no país por R$ 161 mil, o sedã grande mantém os atributos de confiabilidade da marca, potência do motor V6 e generoso espaço interno, mas continua refém do próprio posicionamento.

O novo desenho não radicaliza. Mantém a identidade, exibindo grade frontal que remete à maior sensação de largura. Faróis de xênon com lavadores e regulagem de altura são dotados de sistema de acendimento automático e do sistema ASF, que direcionam o facho de luz acompanhando as curvas. De perfil, os vincos proeminentes nas portas – uma das marcas estéticas do Camry – permaneceu, acompanhado dos detalhes cromados nas maçanetas e em torno das janelas. As rodas são de liga-leve aro 17. Na traseira, as lanternas se estendem sob a tampa do porta-malas, assinalando um ar de robustez.


A cabine recebeu tratamento acústico que absorve determinadas frequências de ondas sonoras. Graças ao aumento no comprimento (10cm a mais) e largura (5cm), e reposicionamento do pedal do acelerador, bancos dianteiro e traseiro, o espaço interno foi aumentado, tanto para quem viaja na frente, quanto para os ocupantes de trás. Comparado ao Camry anterior, o novo apresenta aumento de 1,5 cm na largura do banco traseiro, 4,6 cm no espaço para os joelhos dos passageiros do banco traseiro e de 1,5 cm na largura do encosto dos assentos dianteiros.


Novos equipamentos
O acabamento recebeu padrão madeira em tom mais escuro e novos detalhes cromados nos comandos de rádio e saídas do ar-condicionado, que nesta nova geração passa a ser de três zonas - com saída e controle individual para os passageiros do banco traseiro, além do sistema plasmacuster com tecnologia Nanoe, capaz de limpar o ar e cobrir os íons com moléculas microscópicas de água, evitando o ressecamento da pele.   

Entre os equipamentos, outra novidade é o ajuste elétrico de altura e profundidade da coluna de direção, recurso já bastante comum à modelos do segmento de sedãs grandes. O banco traseiro passa a ser reclinável e, no painel, há uma nova tela LCD de sete polegadas que reúne rádio CD MP3, nova câmera de ré e gráficos de velocidade e consumo médio de combustível.

 Há também seis airbags - sendo dois frontais de duplo estágio, dois do tipo cortina e dois dianteiros laterais -, controles de tração e estabilidade, freios ABS, sensor de chuva e piloto automático.


Motor V6 não mudou
Embora tenha mudado por inteiro, o Camry manteve o motor 3.5 V6 24v com bloco, cárter e cabeçote de alumínio. A potência máxima é de 277 cv (cavalos) a 6.200 rpm, com torque máximo de 35,3 kgf.m a 4.700 rpm. Aliado ao propulsor, a transmissão é automática de seis velocidades, com função de trocas sequenciais.

São seis as opções de cores: preto sólido, preto Safira, cinza e branco perolizados, além de prata e bege metálicos.


[saiba mais]:
Tem cara de tiozão
Acompanhando a chegada do novo Camry, a Toyota lança a linha 2013 do médio Corolla tendo como principal novidade a chegada da versão XRS. De estilo esportivo, nas cores preto e prata, ela adiciona faróis com máscara negra, grade dianteira com moldura mais larga, spoilers, rodas de liga leve aro 16 em tom grafite e aerofólio, além de bancos e manopla de câmbio com acabamento de couro preto perfurado, ao preço de R$ 79.500. O motor é o mesmo 2.0 16v flex de 142cv/153 cv, com gasolina e etanol, das versões XEi e Altis, e a transmissão, automática de quatro velocidades, o que contraria totalmente a lógica esportiva proposta pelo modelo.

Vazam primeiras fotos do futuro utilitário JAC


Falando da JAC, vazaram sexta-feira (16) as primeiras fotos do utilitário-esportivo que a marca planeja lançar até o fim do ano. O flagra foi dado pelo site estrangeiro Jokeforblog, que postou duas imagens do modelo que sugerem um desenho, no mínimo muito semelhante ao do Hyundai ix35. Para ver as semelhanças, basta comparar as laterais dos jipões – praticamente idênticas. Na parte frontal, o futuro JAC também se inspira no Hyundai, exceto na grade e faróis que seguem o estilo da JAC. A traseira, por sua vez, tem lanternas que remetem aos carros da Audi.

Na China, serão duas as opções de motor: 1.8 e 1.5 turbo, ambos a gasolina. Sem nome definido, o modelo deverá fazer sua primeira aparição no Salão de Pequim, em abril. No Brasil, ele poderá chegar em 2013, embora Habib já tenha afirmado que seu lançamento ocorrerá somente depois da conclusão da fábrica local.

JAC J5 chega bem equipado por R$ 53.800


Ar-condicionado digital, airbag duplo, freios ABS, rádio CD MP3, rodas de alumínio aro 16, trio elétrico e seis anos de garantia. Tudo num sedã médio por R$ 53.800. Esses são os atrativos da chinesa JAC no J6. Apresentado terça-feira na Bahia, o modelo chega ao mercado brasileiro com porte de Chevrolet Cruze (4,59m), entreeixos de Peugeot 408 (2,71m), mas vai brigar em preço com Ford New Fiesta Sedã e Honda City. O estilo segue fielmente as já linhas conhecidas dos compactos J3 e J3 Turin e na minivan J6, primeiros JAC lançados em um ano de operação da marca no Brasil.

No interior, o J5 se destaca pelo painel com acabamento apurado e amplo espaço para as pernas no banco traseiro, mas falta computador de bordo. O motor, diferentemente dos 1.6 ou 1.8 usados pela concorrência, é um 1.5 dotado de 16 válvulas e comando variável (VVT). Desenvolvido pela empresa austríaca AVL, o bloco gera potência de 125 cv (cavalos) e torque de 15,5 kgfm a 4.000 rpm e ainda não é flex – a tecnologia virá em 2013.


A lista de opcionais é formada por apenas três itens: bancos de couro (R$ 1.600), pintura metálica (R$ 1.290) e rodas aro 17 (R$ 1.390). Sérgio Habib, chefão da JAC no país, espera comercializar de 800 a 1.000 unidades do modelo por mês.