terça-feira, 28 de agosto de 2012

Peugeot 207 europeu desmascara pseudo 207 brasileiro em crash-test


Após comparar as versões mexicana e europeia do Nissan March em testes de impacto, o Latin NCAP – instituto que avalia a segurança dos carros produzidos na América Latina – decidiu ir além ao avaliar o Peugeot 207 brasileiro e seu equivalente produzido na matriz da marca na França. O resultado, como era de esperar, foi vergonhoso. Enquanto o 207 que sai das linhas de produção de Porto Real (RJ) – uma mera remodelação frontal do 206, projeto de 1998, focada numa produção de menor custo – recebeu apenas uma estrela em cinco e duas estrelas quando equipado com airbags frontais, o 207 europeu, este sim uma geração completamente nova e lançada em 2009, obteve cinco estrelas com seis airbags.

A escolha do modelo, afirmou a secretária-executiva do Latin NCAP, Nani Rodríguez, não foi por acaso. Para um leigo, ambos os Peugeot parecem ser o mesmo carro devido à dianteira de desenho parecido, mas tecnicamente, apresentam carrocerias completamente distantes. “Temos certeza de que os veículos vendidos na América Latina e no Caribe têm 20 anos de defasagem em relação aos equivalentes europeus e norte-americanos”, alertou Nani.


O laudo do Latin NCAP também detectou diferenças alarmantes na qualidade dos metais, componentes e estruturas do 207 de verdade e do 207 de mentira. Em entrevista ao jornal britânico The Guardian, a secretária apontou a legislação como uma das principais causas da falta de segurança. Mais uma vergonha para o Brasil...

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

C4 Picasso La Luna vem com teto ampliado


A ampliação da área envidraçada do C4 Picasso, que já vinha com o para-brisa estendido sobre os bancos dianteiros, é o destaque da nova série especial La Luna da minivan Citroën. Oferecida na inédita opção da cor Blanc Banquise, a edição – que sai por R$ 92.200 – adiciona ainda Bluetooth, conexão USB, além da lista de equipamentos de série, que já inclui comandos para troca de marchas no volante, seis airbags, controle de estabilidade e rodas aro 17. O motor permanece o 2.0 16v de 143 cv (cavalos) e 20,4 kgfm de torque aliado a um câmbio automático de quatro velocidades, uma distorção comparada à C4 vendida na Europa com o novo motor 1.6 turbo e a caixa de seis marchas que já equipada o Peugeot 3008.


Acionar a seta é indispensável, do contrário rende multa

Um gesto simples, amplamente ensinado desde a auto-escola e indispensável para informar os demais motoristas no trânsito, dar a seta ao manobrar ainda é esquecido por boa parte dos motoristas mineiros. A sinalização – ainda fundamental para se reduzir acidentes em vias – é uma das obrigações impostas pelo Código Brasileiro de Trânsito. Por isso mesmo, não custa nada lembrar: quem deixar de ser cidadão ao volante está sujeito a ser multado em R$ 127,69, infração grave valendo cinco pontos na carteira. Então, seja consciente!

Depois da Kasinski, Dafra investe em bicicletas elétricas

As vendas de motocicletas zero quilômetro não andam lá muito bem. As recentes quedas nos números têm levado os fabricantes do setor a investir em novos segmentos de mercado. A Dafra é o exemplo mais recente. Após a Kasinski, a marca do grupo paulista Itavema decidiu apostar também nas bicicletas elétricas. De início, serão oferecidos dois modelos. A DBX e a DBL já estão à venda nas concessionárias por R$ 1.990 e R$ 2.490, na ordem. Já a DB0, uma bike topo de linha, será comercializado exclusivamente nas lojas Polishop a partir de setembro, ainda sem preço definido. A expectativa da Dafra é vender até 2.500 unidades ao mês. Para chegar lá, são oferecidos planos de financiamento e de consórcio, de até 36 meses, com parcelas a partir de R$ 55,27.


“Estamos criando uma nova unidade de negócios na Dafra direcionada ao segmento de bicicletas elétricas, pois acreditamos na expansão desse setor no país. Para ter ideia, estudos mostram que nos próximos anos a venda de veículos elétricos motorizados de duas rodas vai superar a de veículos elétricos de quatro rodas. E as e-bikes devem dominar esse segmento, com 56%, superando as motos, com 43%, e os scooters, com 1%”, prevê o vice-presidente da Dafra, Francisco Stefanelli.

Vários fatores determinariam esse crescimento, afirma Stefanelli. Entre eles estão a busca por uma maior mobilidade em grandes centros urbanos e a busca por um veículo de transporte próprio mais acessível e o lazer. “As e-bikes foram desenvolvidas pensando exatamente nos pilares mobilidade, economia e qualidade de vida. Temos a DBX que é nossa e-bike com preço mais acessível e que tem maior autonomia. Já a VL tem quadro em aço e bateria de lítio, por isso é mais leve e deve atender aqueles que querem se deslocar pela cidade com maior facilidade. A DB0 ainda tem o diferencial de poder ser dobrada. Com isso é excelente para complementar outros meios de transporte, pois pode ser facilmente colocada no porta-malas do carro, ou levada no trem ou metrô”, explica o executivo.

Modelos
Bike mais barata da linha, a DBX é ideal para quem busca economia e grande autonomia. Com ela é possível percorrer até 42 quilômetros com apenas uma carga na bateria. Já a DBL tem design moderno, quadro em alumínio e autonomia menor: 35 quilômetros. Ambas possuem o sistema de assistência ao pedal (em inglês, PAS) que garante gradativamente maior ou menor atuação do motor elétrico. Para acioná-lo, basta selecionar o nível de assistência desejado e iniciar as pedaladas. Além disso, o ciclista pode optar por não pedalar e utilizar apenas o motor elétrico, muito útil em circuitos planos.

A topo de linha DB0 é uma e-bike desenvolvida para quem busca a modernidade da bicicleta elétrica, mas que também adora pedalar. Assinada pelo designer norte-americano Robert Brady, e criada pela taiwanesa DKCITY, empresa especializada nesse tipo de veículo, ela é dobrável e utiliza um motor elétrico auxiliar que dá suporte às pedaladas.


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Nova realidade

Embora ainda seja uma novidade no Brasil, o mercado de bicicletas elétricas é um setor consolidado em outras partes do mundo. Na Europa a bicicleta foi incorporada à cultura, com investimentos governamentais e corporativos para o incentivo à utilização diária do veículo. Em Berlim, na Alemanha, por exemplo, houve um alto investimento público para a inclusão das bicicletas no contexto da mobilidade urbana. Atualmente, cerca de 400 mil pessoas utilizam bikes (comuns e elétricas) todos os dias para ir ao trabalho.

Funcionários belgas ganham € 0,21/km de incentivo ao trocar o carro pela bike e a companhia que aderir ao programa recebe isenção fiscal do governo. Mesmo nos Estados Unidos, nação com uma ligação cultural ao automóvel muito forte, com o orçamento familiar cada vez mais restrito, surgem alternativas que começam a funcionar e aos poucos um estilo de vida sem carro é incorporado. Alinhando a isso existe uma cobrança social por mais sustentabilidade e neste cenário as bicicletas elétricas e comuns ganham espaço.

E-bikes em números

21 milhões de bicicletas elétricas são produzidas por ano na China, país líder na venda desse tipo de veículo com 95% do mercado mundial.

A África aparece em seguida, com expectativa de crescimento de 56% por ano nas vendas até 2016.

Em 2010, foram vendidas cerca de 700 mil bicicletas elétricas na Europa, o que corresponde a um crescimento de 40% em relação ao ano anterior.

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Cobalt fica mais luxuoso com motor 1.8


O desempenho comedido do Cobalt 1.4 abre passagem para uma segunda opção de motor mais potente no sedã espaçoso da Chevrolet: o 1.8. Com 106 cv/108 cv de potência, a unidade é herdade de outros modelos da linha da marca e vem somada à nova versão LTZ. Aprimorado no conteúdo e acabamento, ele ainda inclui a inédita opção de câmbio automático sequencial de seis velocidades.

O modelo parte de R$ 43.690 na versão LT manual – R$ 5.490 a mais que a 1.4 LS – e R$ 46.690 na automática. Na versão 1.8 LTZ os preços são R$ 46.990 e R$ 49.990, na ordem.


O novo motor 1.8, na verdade um velho conhecido da linha Chevrolet, elimina a falta de força do Cobalt 1.4 em baixas rotações. Com 106 cv/108 cv (cavalos) de potência, ele é apenas 6 cv mais potente que o 1.4, que rende 102 cv com etanol, mas seu torque é bastante superior. São 17,1 kgfm contra 13 kgfm da unidade de entrada, ambos abastecidos com o combustível derivado da cana-de-açúcar. O câmbio é manual de cinco marchas ou automático sequencial de seis velocidades, caixa que graças ao sistema adaptativo de trocas de marcha, mantém a marcha selecionada quando o motorista tira o pé do acelerador.



Esteticamente, o Cobalt 1.8 ganhou alguns detalhes que o diferenciam das versões equipadas com motor 1.4. A LT tem calotas de desenho exclusivo e um pequeno spoiler na traseira. As novidades são mais perceptíveis na versão LTZ. Além dos faróis com máscaras escurecidas – chamadas de dark chrome pela Chevrolet -, o Cobalt topo de linha possui rodas de liga leve com acabamento diamantado e lanternas com lentes transparentes.

Por dentro
O interior, marcado pelo generoso espaço para cinco passageiros, manteve o painel com instrumentação na cor ice blue e 18 porta-objetos, ganhando insertos cromados, luz interna no centro do teto, volante de couro na versão LT automática e LTZ. Nos Cobalt equipados com a transmissão automática também há piloto automático com acionamento por meio de botões no volante. A capacidade do porta-malas é uma das maiores do segmento: 563 litros.


Desde que foi lançado, em novembro de 2011, o Cobalt acumula mais de 40 mil unidades vendidas. A garantia é de três anos, sem limite de quilometragem.


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Números do motor
106 cv/108 cv (cavalos) de potência a 5.400 rpm
Torque de 16,4 kgfm/17,1 kgfm com gasolina e etanol, respectivamente

Câmbio
Manual ou automático sequencial de seis velocidades, como no Spin, Sonic e Cruze

O que o sedã oferece, por versão:
LT (a partir de R$ 43.690) – Grade dianteira cromada, airbags frontais, alarme, ar-condicionado, computador de bordo, direção hidráulica, freios ABS com EBD, vidros elétricos nas portas dianteiras, trava elétrica e volante com regulagem de altura.

LTZ (R$ 46.990) – Faróis de neblina, rodas de liga leve, barra cromada na tampa do porta-malas, maçanetas das portas e comandos de ar-condicionado com insertos cromados, rádio CD MP3 com Bluetooth e entrada USB, retrovisores com regulagem elétrica, sensor de estacionamento, vidros elétricos atrás e volante de couro

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Gêmeos? Nem tanto


Apenas R$ 1 mil separam o novo Peugeot 308 CC do belo e chamativo RCZ. Saiba o que os diferencia

A família de carros médios 308, da Peugeot, ganhou seu quarto membro no Brasil com a chegada do modelo CC (Cupê Cabriolet). Importado da França, ele substitui o 307 CC – comercializado no país entre 2004 e 2010 – com o apelo principal de poder se transformar em um conversível em apenas 20 segundos, por meio do simples toque de um botão no painel. Em única versão equipada com o motor 1.6 16v turbo, seu preço é de R$ 129.990.

O bocão característico da marca francesa, não fosse a reestilização recém aplicada no conjunto ótico e grade frontal da família 308, seria idêntico ao do RCZ, o cupê austríaco do clã. É a partir daí que começam as diferenças de estilo, espaço interno, conteúdo e desempenho entre os irmãos. Dotado de um teto retrátil de duas partes, o 308 CC abriu mão de parte de parte do volume no porta-malas para poder acomodar a capota, fechada em velocidade de até 12 km/h. Em contrapartida, oferece os mesmos quatro lugares com um pouco mais de folga – há uma distância maior para as pernas no banco traseiro –, novos assentos envolventes e apoia braço central atrás.


308 CC


RCZ

À primeira vista ou para um leigo, pode até parecer que a Peugeot desenvolveu um mesmíssimo painel. Mas há mimos exclusivos em cada esportivo. O 308 CC tem um navegador acima do console central, lugar ocupado por um pequeno mostrador digital no cupê. A lista de equipamentos também tem lá suas diferenças. Airbags de cortina reforçam a segurança no 308, ao passo que o RCZ oferece aerofólio traseiro e detector de pressão de pneus. A cor Branco Nacré, opcional, eleva o preço do modelo fechado em R$ 2 mil além dos R$ 130.990 pedidos na tabela.


Sob o capô os dois carros tem o motor 1.6 com exatos 165 cv (cavalos) de potência, aliado à um câmbio automático sequencial de seis velocidades. Há uma ligeira vantagem nas respostas do RCZ, graças à aerodinâmica superior. Nada que afete as diferentes personalidades de gêmeos montados sobre uma mesma base esportiva.


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308 CC versus RCZ
Um raio-x de cada personalidade:

308 CC

Motor: 1.6 16v de 165 cv a 6.000 rpm
Torque: 24,5 kgfm a 1.400 rpm
Aceleração até 100 km/h: 9,8 segundos
Máxima: 212 km/h
Principais equipamentos: airbags frontais, laterais (2) e de cortina (2), acendimento automático das luzes de emergência após frenagem brusca, bancos do motorista e carona com aquecimento e acabamento de couro, capota rígida, controles de estabilidade (ESP) e tração (ASR), freios ABS com auxílio à frenagem de urgência (AFU) e repartidor eletrônico de frenagem (REF), limpador de para-brisa automático com sensor de chuva e indexado à velocidade, GPS integrado ao painel com tela multifunções de 7 polegadas, piloto automático, porta-luvas refrigerado, rodas de liga leve aro 18, sensor de estacionamento dianteiro e traseiro e volante de couro.
Porta-malas: 266 litros a 465l, no modo coupé
Cores: Branco Nacré, perolizado, Preto Perla Nera e Vermelho Babylone



RCZ

Motor: 1.6 16v de 165 cv a 6.000 rpm
Torque: 24,5 kgfm a 1.400 rpm
Aceleração até 100 km/h: 8,4 segundos
Máxima: 213 km/h
Principais equipamentos: airbags frontais e laterais (2), acendimento automático dos faróis, aerofólio móvel, ar-condicionado automático de duas zonas, bancos do motorista e carona com aquecimento, acabamento de couro e memória (motorista), controles de estabilidade (ESP) e tração (ASR), detecção de pressão dos pneus, freios ABS com auxílio à frenagem de urgência (AFU) e repartidor eletrônico de frenagem (REF), limpador de para-brisa automático com sensor de chuva e indexado à velocidade, piloto automático, porta-luvas refrigerado, rádio CD MP3, rodas de liga leve aro 18 (rodas aro 19 são oferecidas como acessórios), sensor de estacionamento dianteiro e traseiro e volante de couro.
Porta-malas: 321 litros a 639l
Cores: Azul Tuanake, Branco Nacré (R$ 2 mil), Cinza Sidobre, Preto Perla Nera e Vermelho Turmaline.



Os dois outros membros da família:
308 hatchback
408 (sedã)

*A perua 308 SW não é vendida no Brasil.

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Em primeiro contato, Toyota Etios agrada pelo acabamento


Primeiro carro compacto da Toyota à venda no país, a partir de outubro, o Etios brasileiro surpreende mais pelo acabamento do que no espaço interno, um dos diferenciais apregoados à ele no exterior. Foi esta a impressão de Motorgerais durante o contato inicial com o modelo, exposto em evento itinerane num shopping de Belo Horizonte. Ao lado do Toyota 86, esportivo recém lançado no Japão, e do híbrido Prius – importado a partir do segundo semestre - o Etios exibe um desenho retilíneo, repetindo a fórmula do Renault Logan. O conservadorismo dos japoneses fica ainda mais evidente na traseira do sedã, demasiadamente quadrada.



Bancos de veludo, apliques cromados e um painel onde o velocímetro e o conta-giros ficam ao centro, entretanto, quebram um pouco a aparência pouco atrativa por fora. Embora abuse de plástico no interior, o Etios aparenta uma excelente qualidade de construção. Um adulto de 1,90m de altura consegue se sentar com relativo conforto no banco traseiro, embora o terceiro apoio de cabeça não esteja presente.

Detalhe diferente entre o Etios hatch e o sedã, além das traseiras, é a distância entre-eixos. Além disso, o três volumes possui encosto maior no banco de trás. A capacidade do porta-malas, em ambos, é outro trunfo. Os preços irão de R$ 35 mil, no hatch equipado com motor 1.3, a R$ 48 mil, no sedã 1.5, valor alto considerando os principais concorrentes Volkswagen Gol e Voyage.



Motor 1.5 16v flex