quarta-feira, 18 de julho de 2012

A5 vezes três


Família de carros médios grandes da Audi ganha, quase que simultaneamente, visual renovado e câmbio S-Tronic de sete velocidades

Primeiro o Sportback, depois o Cupê e por último o Cabriolet. A Audi acaba de renovar a família A5 no Brasil com a chegada dos modelos remodelados, novas versões e aprimoramentos que incluem o câmbio automatizado S-Tronic de dupla embreagem e sete marchas. O motor é o 2.0 TSFI quatro cilindros, com potências que variam de 180 cv (cavalos) a 211 cv – que no caso do cupê substitui a unidade 3.2 V6 de 265 cv anterior.


Sportback
Membro rincipal da linha, o A5 Sportback, como é chamado o modelo de cinco portas, passa a ser comercializado em duas versões: a Ambiente, com motor de 180 cv, tração dianteira e câmbio CVT Multitronic com simulação de oito velocidades, e Ambition, oferecendo a unidade de 211 cv, tração integral permanente Quattro e o câmbio S-Tronic.

O estilo foi suavemente atualizado com novos faróis bixenônio com luzes diurnas e lanternas em LEDs (diodos emissores de luz). São 15 as opções de cores disponíveis. O acabamento externo inclui soleiras das portas em alumínio e frisos cromados. Rodas são de liga leve aro 17 calçadas em pneus 225/50 na versão Ambiente e 245/40 aro 18 na Ambition.


Novos materiais e cores foram aplicados no interior. Os bancos são de couro com ajustes elétricos nos assentos da frente. Há ar-condicionado automático, computador de bordo com marcador de temperatura, piloto automático, teto solar, vidros com isolamento térmico e volante esportivo multifuncional. Como opcionais, a versão Ambiente oferece o sistema MMI (Multi Media Interface) com comando de voz ativo e navegador, além do Audi Drive Select – oferecendo diferentes modos de condução –, alerta de ponto cego Side Assist, controlador de velocidade em relação ao veículo à frente, acesso e partida sem chave e o sistema de rádio Bang & Olufsen. A versão Ambition adiciona acabamento em alumínio escovado.
O porta-malas tem capacidade para 480 litros de bagagem, volume que cresce para 1.283l com os bancos traseiros rebatidos.



No A5 Sportback Ambiente o motor produz 180 cv (cavalos) e torque de 32,6 kgfm entre 1.500 e 3.900 rpm. A aceleração até 100 km/h ocorre em até 8,6 segundos e a máxima anunciada é de 222 km/h. No Ambition, juntamente com os 211 cv de potência estão 35,7 kgfm de torque, 6,6 segundos de aceleração e máxima de 241 km/h. A tração integral recebeu novo diferencial central e função de vetorização de torque, o que melhora a tração e a estabilidade em curvas.

Cupê
Disponível somente na versão Ambition, o A5 cupê perdeu em cavalaria no motor – a diferença em relação à unidade V6 anterior é de 54 cv –, mas segundo a Audi, manteve o desempenho. Com tração quattro de série, ele acelera até 100 km/h em 6,5 segundos e atinge máxima de 245 km/h, números levemente superiores ao do A5 Sportback. Entre os equipamentos de série, o modelo adiciona o teto solar elétrico Open Sky. O porta-malas é um pouco menor: há espaço para 455 litros.



Cabriolet
O A5 mais charmoso de todos se diferencia pela capota de tecido com acionamento automático, fechando ou abrindo em 15 segundos, mesmo com o carro em movimento e em velocidades de até 50 km/h. Aberta, a capota deixa 320 litros livres para as malas. Quando fechada, a capacidade sobe para 380l. Com os encostos dos bancos traseiros dobrados, o espaço se expande para 750l. Um defletor de vento instalado na estrutura do para-brisa auxilia na redução do nível de ruído interno.

Como no cupê, a única versão disponível é a Ambition. Somada às 15 opções de cores para a carroceria, há duas opções de tons internos – cinza e preto – em diversas combinações e três alternativas de cores para a capota. Em contrapartida, o A5 Cabriolet é um pouco mais pesado que o Cupê (são 1.735 kg contra 1.550 kg), o que acaba refletindo no desempenho do descapotável. A aceleração até 100 km/h é feita em 7,3 segundos e a máxima é de 238 km/h.


[saiba mais]
Preços da linha A5

A5 Sportback Ambiente – R$ 163.900
A5 Sportback Ambition – R$ 197.700
A5 cupê Ambition – R$ 202.700
A5 cabriolet Ambition – R$ 229.700

terça-feira, 17 de julho de 2012

207 Quicksilver vira versão, por R$ 42.490


Lembra do 207 Quicksilver? A série especial criada em parceria com a grife surwear primeiro surgiu na Argentina. Depois, veio ao Brasil em 2010 – quando vendeu 1.500 unidades. Agora, a Peugeot decidiu reeditá-la, justamente quando o 207 está prestes a dar passagem para o moderníssimo (e verdadeiro) 208 como carro chefe da marca. Equipado com motor 1.6 16v flex, o 207 “surfista” mantém o teto solar elétrico como grande atrativo.



Por R$ 42.490, nas cores branco, cinza e vermelho, ele traz novas rodas de liga leve (aro 15) – juntamente com faróis de máscara negra – como novidade. A lista de equipamentos é atrativa e inclui bancos, pedaleiras e quadro de instrumentos personalizados além de ar-condicionado digital, direção hidráulica, rádio CD MP3 com comandos no volante, bluetooth, vidros e trios elétricos. Um concorrente direto para o Renault Sandero Rip Curl (R$ 40.730), outro pseudo-francês com pinta de surfista.



ENFIM AUTOMÁTICO // Prestes a subir no telhado, o Nissan Tiida Sedan chega à linha 2013 finalmente trazendo a opção do câmbio automático de quatro velocidades, sempre oferecido ao hatch. Aliado a freios ABS com controle eletrônico de frenagem (EBD) e assistência de frenagem (BA), o sedã mexicano custa R$ 46.290. 

segunda-feira, 16 de julho de 2012

Para boas (e longas) viagens


Revelada como conceito, VFR 1200X Crosstourer estreia no Brasil em outubro

Quando a Honda a apresentou como moto conceito no Salão de Milão’2010, a Crosstourer despertou a atenção do público por sua autêntica vocação estradeira. A primeira impressão foi tão positiva que a moto ganhou as linhas de produção e, em outubro passará a ser comercializada também no Brasil. Sob a arrojada carenagem, ela traz um moderno motor quatro cilindros em V de 1.236 cm³ aliado à transmissão eletrônica de dupla embreagem – que oferece opção de trocas manuais ou automáticas. O preço, entretanto, ainda não foi revelado.

Proposta para quem busca uma motocicleta versátil e de pilotagem prazerosa ao mesmo tempo, a VRF 1200X Crosstourer é uma autêntica Big On Off Touring, segmento de modelos de uso misto próprios para trajetos de longa distância. O desenho, inspirado na linha VFR, é imponente. Na parte frontal, destaque para o conjunto para-brisa e óptico com faróis sobrepostos. Pisca-alertas possuem LEDs (diodos emissores de luz). O para-brisa é regulável, podendo ser ajustado na posição mais adequada ao piloto. Outro importante equipamento de conforto são os protetores de mãos, reguláveis em três posições.


O chassi é do tipo Diamond em alumínio, estrutura leve que garante equilíbrio entre peso e rigidez. De longo curso, as suspensões foram concebidas para diferentes tipos de terreno. A dianteira possui garfo telescópico de 165 mm de curso, enquanto, a traseira é Pro-Link com 146 mm de curso. Ambas contam com regulagem de pré-carga. Freios são de disco duplo de 310 mm na dianteira e disco simples de 276 mm na traseira.

A segurança é garantida pela presença do sistema de freios Combined ABS (C-ABS) ainda oferecido como opcional na maior parte da linha Honda nacional. Além disso, a VRF 1200X conta com um sistema de controle de tração (TCS), que permite monitorar a velocidade da roda traseira e, ao pilotar em situações adversas ou quando houver uma frenagem brusca, evitar a perda do controle da moto. Se o sistema detectar que a roda está patinando, a potência do motor é reduzida, mas mantendo a tração. Em determinadas condições, o condutor pode desativar a tecnologia.


O painel é totalmente digital em tela de LCD. Dos lados estão os indicadores de combustível e da temperatura do motor. Há ainda informações sobre rotação do motor, hodômetro, consumo de combustível (instantâneo e médio), relógio e utilização do sistema de dupla embreagem.

Motor V4
A VFR 1200X Crosstourer vem equipada com um motor V4, quatro tempos, arrefecido a líquido e de 1.236,7 cm³. Com 129,2 cv (cavalos) de potência a 7.750 rpm, torque de 12,8 kgfm a 6.500 rpm e injeção eletrônica PGM-FI (Programmed Fuel Injection), o propulsor foi desenvolvido priorizando a entrega de potência em baixa e média rotação. Por meio da tecnologia Unicam – que utiliza apenas um comando de válvula por cabeçote, ao invés de dois –, as válvulas de admissão são acionadas por cames (ou ressaltos) e as válvulas de escape, via balancis roletados, objetivando compactação e redução de peso do motor.
As cores branca perolizada e vermelha metálica são as únicas disponíveis. A garantia é de um ano, sem limite de quilometragem.



Câmbio oferece três modos de pilotagem

A transmissão eletrônica e dupla embreagem oferece a comodidade de se optar por trocas de marchas automáticas. Sua configuração utiliza embreagens independentes para mudanças ímpares (1ª, 3ª e 5ª) e outra para mudanças pares (2ª, 4ª e 6ª).

Para fazer as trocas, as embreagens trabalham de forma alternada. Ao mudar da primeira para segunda marcha, por exemplo, o módulo de controle detecta o pedido de engrenar uma mudança mais alta e engrena a 2ª. Em seguida, libera a embreagem da 1ª e engrena a embreagem da 2ª, para realizar mudanças ininterruptas. Esta transição rápida permite realizar mudanças extremamente suaves e eficientes.
São três modos de funcionamento, sendo dois automáticos (D para condução econômica e S para pilotagem esportiva) e uma terceira opção de seleção manual de seis velocidades, que dá controle total ao piloto por meio de comandos eletrônicos.

No modo automático, todas as mudanças são controladas por um módulo com função inteligente, que avalia constantemente a pilotagem e reconhece os momentos em que se devem engrenar as mudanças de marchas. O piloto pode escolher entre o modo D ou S. Já no modo manual, o condutor controla as mudanças engrenando-as através dos comandos + e –.


[saiba mais]
Tirando as medidas da VFR 1200X

Comprimento: 2,28m
Largura: 0,91m
Altura: 1,33m
Distância entre-eixos: 1,59m
Rodas: aro 19 na dianteira e 17 na traseira
Pneus: 110/80 e 150/70, respectivamente

Ticket Car aponta diesel mais barato na Fernão Dias

Nova pesquisa da empresa Ticket Car aponta que a Fernão Dias – trecho entre Belo Horizonte e São Paulo da BR-381 – tem o menor preço médio de diesel por litro. Levando em consideração os preços de junho, o combustível custa R$ 1,93 na rodovia, enquanto a BR-163, em Mato Grosso, apresenta o valor mais caro: R$ 2,28 em média.

sexta-feira, 13 de julho de 2012

Soluções flexíveis


Combinando pesquisas e aplicações práticas, grupo alemão propõe carro-conceito que pode servir de base para futuros modelos híbridos

Fernando Calmon
fscalmon@gmail.com

Apesar do futuro mais remoto apontar a mobilidade elétrica como a solução prevalente, em médio prazo o uso combinado de motores elétricos e os tradicionais a combustão interna otimizados para consumo de combustível até 30% menor terá espaço garantido. Segundo o grupo alemão Schaeffler, em processo de fusão com a Continental para formar o maior conglomerado mundial de fornecedores da indústria automobilística, no mínimo 90% dos veículos produzidos em 2020 estarão equipados com motores a combustão interna. No entanto, os estudos também apontam que metade destes modelos receberão motores elétricos que vão interagir de formas diferentes dentro dos conceitos de hibridização.

Entre os avanços que a empresa tem trabalhado, nos motores convencionais, estão otimização da termodinâmica, minimização de perdas por bombeamento e atrito, uso de dispositivos auxiliares controlados por demanda, gerenciamento térmico direcionado, downsizing/downspeeding (sobrealimentação para reduzir cilindrada e obter torque a rotações mais baixas), além da função desligar-ligar o motor.
Um programa específico, em conjunto com a Porsche, levou a expressivos 10,1% de redução de consumo de gasolina em um Cayenne, trabalhando tanto no motor V-8 como no veículo. Desse total, 5,8% de economia vieram do motor, 1,1% nos rolamentos dos dois diferenciais e 3,2% nas barras estabilizadoras hidráulicas das suspensões.

O conceito híbrido da companhia nasceu de um balcão de ideias que não necessariamente será transposto na totalidade para um carro de grande produção. Além do motor de combustão interna (MCI) e um motor elétrico central, há outra solução que inclui dois motores elétricos acoplados aos cubos de roda. O MCI pode trabalhar em paralelo ou em série, neste caso para estender a autonomia da bateria. O motor elétrico central e a caixa de câmbio automatizada de duas embreagens, unidos por correia dentada, movem as rodas dianteiras.

Quanto à tração totalmente elétrica, o veículo de testes é uma perua Skoda Octavia Scout 4x4. Nele foi aplicado o conceito de diferenciais elétricos ativos, nos eixos dianteiro e traseiro. Nestes diferenciais há motores elétricos síncronos de magneto permanente, refrigerados a água, que ajudam a aumentar a potência total disponível. Trabalham com o conceito de vetorização de torque, distribuindo-o entre as rodas do lado direito e esquerdo de forma mais imediata e precisa, em qualquer tipo de superfície, de asfalto molhado até terra enlameada. Há grande ganho em dirigibilidade, segurança e conforto.

A combinação de todas essas pesquisas e aplicações práticas levou a empresa a propor um carro-conceito que batizou de eSolutions. Na realidade, o objetivo é desenvolver para os fabricantes de veículos soluções de chassi e trem de força, baseadas em eletricidade, sem preocupação com forma da carroceria, estilo ou configuração interna. Trata-se de uma plataforma flexível que pode evoluir, qualquer que seja o ritmo imposto pela realidade econômica de infraestrutura na implantação da mobilidade futura.

quinta-feira, 12 de julho de 2012

Kia Bongo vai além ao atender Proconve-L6


A Kia aproveitou as exigências de modernização de motores da legislação Proconve-L6 para aumentar a potência do motor 2.5 turbodiesel e aplicar pequenas mudanças de estilo no Bongo. Também conhecido com K2500, o caminhão leve recebeu grade frontal com enxerto cromado – nova assinatura da Kia presente em outros modelos –, faróis com máscaras escurecidas, para-choque com entradas de ar retilíneas e rodas de aço aro 15. Por dentro há novo revestimento para os bancos de tecido, volante e instrumentação do painel, onde finalmente o conta-giros passa a vir integrado.



Antes com 94 cv (cavalos) de potência, a unidade 2.5 turbodiesel intercooler saltou para 130 cv a 3.800 rpm. O câmbio de cinco marchas também mudou, embora dados detalhados sobre a transmissão e torque do motor não tenham sido divulgados pelo fabricante.

São duas as versões disponíveis, ambas identificadas por códigos (como em toda a linha Kia): K 182, por R$ 67.900, e K 183, que adiciona carroceria com chapa de aço, a R$ 70.900. Com ou sem o suporte adicional, o Bongo tem capacidade para carregar até 1.812 kg de carga. A garantia é de três anos ou 100 mil quilômetros.


Post atualizado às 23h de 13/07/2012 com novas fotos