terça-feira, 4 de setembro de 2012

Três anos após lançamento, Paradiso 1050 e Paradiso 1200 são reestilizados


Um dos ônibus mais belos já produzidos e com várias soluções herdadas de automóveis, a sétima geração de rodoviários da Marcopolo repetiu nas estradas o sucesso dos antecessores Geração IV (1984), GV (1992) e G6 (2001). Desde o lançamento, em junho de 2009, já foram vendidas mais de 10 mil unidades da linha – que vai do modelo intermunicipal Viaggio 900 ao luxuoso double decker Paradiso 1800 DD. A chegada de concorrentes como a terceira geração do Comil Campione e o Irizar i6, flagrado em testes no Brasil, apontou a necessidade de renovação. Assim a marca gaúcha decidiu reestilizar os Paradiso 1050 e Paradiso 1200, versões intermediárias da família.

A maior parte das alterações na carroceria foram externas, embora sejam bastante sutis. Na frente há nova grade cromada e faróis de neblina com LEDs (diodos emissores de luz), no lugar do canhão de luz anterior. O para-brisa passa a contar com o recurso antiembaçante, por meio de microfilamentos de tungstênio nas lâminas de vidro, além de opções da peça bipartida ou colada. Nos espelhos retrovisores o nome do modelo vem em revelo cromado, mesmo acabamento aplicado na moldura que contorna o cockpit. A traseira do Geração 7 ganhou também uma inédita luz de neblina e um novo para-choque.


O espaço interno para o motorista, bastante criticado, parece não ter sido alterado. Mas a Marcopolo modificou o console central do painel, melhor iluminado, instrumentação com acabamento soft touch (toque macio) e regulagem automática da posição dos comandos satélites, uma das principais inovações da família na época do lançamento. No salão de passageiros, mudaram a padronagem dos tecidos oferecidos para as poltronas, laterais e porta-pacotes. A poltrona semileito, solicitada por empresas que operam turismo ou linhas interestaduais, teve o ângulo de reclinação aprimorado para sete posições e apoio de cabeça com memória em função da aplicação de espuma viscoelástica e neoprene.

“O desenvolvimento dos nossos modelos é contínuo e nunca para. Desde o lançamento da Geração 7 vimos trabalhando em aprimoramentos para destacar ainda mais a linha Paradiso dos demais veículos do mercado”, explica o gerente corporativo de design da Marcopolo, Petras Amaral Santos. Além do Brasil e países vizinhos, a Geração 7 também é comercializada nos mercados da África do Sul e México. Ela pode ser encarroçada em chassis Mercedes-Benz, Scania, Volkswagen e Volvo.

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Motor 1.0 TEC melhora consumo do Fox


Depois do Gol e Voyage reestilizados, a Volkswagen aplica ao Fox o motor 1.0 TEC (sigla para tecnologia para economia de combustível), uma evolução da conhecida unidade da família EA111. Equipado com um tanque auxiliar para partida a frio, novos bicos injetores, coletor de admissão, unidade eletrônica de controle (ECU) e redução de atrito por meio de novos pistões, o motor TEC pode consomir até 3% menos. A potência é de 72 cv/76 cv (cavalos), e o torque, de 9,7 kgfm/10,6 kgfm, sempre abastecido com gasolina e etanol, na ordem. A aceleração até 100 km/h pode ocorrer em até 14,1 segundos e a máxima é de 160 km/h, quando abastecido com o combustível derivado da cana-de-açúcar.

Ampliação de autódromo turbina automobilismo mineiro


Fechada por cerca de dois anos para obras, a nova pista do Autódromo Mega Space em Santa Luzia (Região Metropolitana de Belo Horizonte) foi finalmente inaugurada. E com festa. Cerca de 16 bólidos preparados de acordo com o Grupo N da FIA – com motor 1.6, gaiola de segurança em aço e pneus aro 13 – abriram o campeonato mineiro de marcas e pilotos na pista. Ampliado de 1.500 metros para 2.600 m, o traçado segue as exigências da Confederação Brasileira de Automobilismo (CBA) e promete trazer algumas das principais categorias do país para Minas Gerais. Neste reinício, três mineiros engajados na modalidade foram homenageados: o piloto Toninho da Matta, 14 títulos nacionais em categorias de turismo e um dos grandes nomes da época dos corridas em torno do Mineirão, Carlos Calixto, proprietário do complexo, e o presidente da Federação Mineira de Automobilismo (FMA), Pedro Sereno.

domingo, 2 de setembro de 2012

Editorial: MG-050, uma estrada sem lei

A presença de câmeras de monitoramento de tráfego, uma renovada frota de viaturas policiais financiada em parte pela parceria público-privada (PPP) e a própria presença da concessionária Nascentes das Gerais seriam bons motivos para colocar qualquer motorista que dirija na MG-050 “na linha”. Mas não é esse o cenário visto por quem trafega na rodovia durante os fins de semana, principalmente à noite. Entre abusos e as restrições de uma pista simples em seus quase 400 quilômetros – em alguns trechos nem há sinalização sobre o asfalto –, condutores tem colocado suas vidas e as dos demais em risco. Acelerando acima dos limites de velocidade, forçando ultrapassagens, e com a potência de faróis de xênon azulados, ofuscando a visibilidade, estes verdadeiros kamikazes do asfalto não se importam consigo e muito menos com a lei, embora o Código de Trânsito Brasileiro (CTB) seja duro perante barbaridades. Ao menos na teoria.

Que o diga o motorista da Toyota Hilux SW4 preta e de rodas cromadas que, assim como muitos, vem utilizando as pistas laterais do perímetro urbano de Itaúna para “levantar voo” e, assim, conseguir transpor os lentos caminhões que travam as faixas centrais. Pobres aqueles que estejam dirigindo corretamente, mas na sua frente...

Na ponte sobre o Rio Itapecerica, em Divinópolis, um exemplo ainda mais grave e que, por uma distância de centímetros, não terminou em tragédia. Eram 21h20 de domingo. Para não precisar reduzir aos 40 km/h limitados no trecho, o motorista (ou seria louco) de um Fiat Mille prateado decidiu acelerar e ultrapassar outro carro pelo acostamento. Não se deu nem ao trabalho de sinalizar com uma seta ou farol alto. Flagrado pelas câmera voltada ao sentido Belo Horizonte da estrada, entretanto, ele foi. Será identificado e autuado? Talvez não.

Daí novamente nos perguntamos: até quando a segurança será deixada de lado em uma rodovia onde a melhora desta é um dos principais argumentos da cobrança do pedágio? Com a palavra, os responsáveis. Antes que seja tarde demais.

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

C3 Picasso 2013: novas rodas e acabamento melhorado


Os novos motores 1.5 e 1.6 16v mal esfriaram sob o capô do C3 Picasso – foram adotados há menos de dois meses –, e a marca francesa já lança a 2013 do monovolume com mais novidades. Todas as versões agora vêm equipadas de série com airbags frontais e freios antitravamento (ABS). Na aparência, o modelo se diferencia pelas novas rodas de liga leve Oka, aro 16, lançadas no Brasil no novo C3. O painel ganhou aplique no padrão Tungstênio e o quadro de instrumentos passa a exibir o mostrador digital do lado direito em fundo branco – em substituição ao laranja. Detalhes em plástico no console central e lateral das portas passam a compor ainda as versões GL e GLX, além da nova cor Roube Rubi (vermelha) acrescida ao catálogo.


Mesmos motores que equipam o novo C3, as unidades 1.5 oito válvulas e 1.6 16v flex geram 89 cv/93cv e 115cv/122cv com gasolina e etanol, na ordem. No motor mais potente, há a vantagem da tecnologia Flex Start, que dispensa o reservatório de gasolina para auxiliar a partida a frio (tanquinho flex), aquecendo o combustível. O câmbio é manual, nas versões 1.5 GL, GLX e 1.6 16v Exclusive, ou automático, nas 1.6 16v GLX e Exclusive.

terça-feira, 28 de agosto de 2012

Fórmula 1 compacto


Pegue um Audi A1, adicione apêndices aerodinâmicos, 63 cv de potência e um sistema especial de sobrealimentação. Pronto. Agora é só acelerar o Sport

Compacto premium por definição mercadológica, mas verdadeiramente repleto de tecnologias (algumas até exclusivas no segmento), o Audi A1 acaba de receber um novo e convincente argumento de vendas no Brasil: sua versão mais potente. Batizada da Sport, a novidade mantém o já conhecido motor 1.4 TSFI, porém com um inédito sistema de sobrealimentação duplo que eleva a potência aos 185 cv (cavalos), diferença superior em 63 cv. Assim, o A1 Sport acelera até 100 km/h em apenas 6,9 segundos e alcança uma máxima de 227 km/h. Aliada ao câmbio automatizado S-Tronic de sete velocidades e dupla embreagem – com paddle-shifts no volante, para trocas de marcha manuais, a receita endiabrada sai por R$ 109.900.

Fora o apelo esportivo, a marca das quatro argolas ressalta o lado ecológico do carrinho no consumo. Ele faz uma média, segundo os alemães, de 16,9 km/l de combustível (13,3 km/l na cidade e 19,6 km/l na estrada), com uma taxa de emissão de CO2 combinada (cidade/estrada) de 139 g/km. Para beber menos gasolina, o A1 Sport também se vale de uma tecnologia que recupera a energia das frenagens, armazenada temporariamente na bateria. Quando o Audi acelera novamente, a energia retorna ao sistema elétrico, aliviando a carga do gerador.


O desenho ganhou apêndices aerodinâmicos nos para-choques e laterais. Os faróis são os mesmos bi-xenônio com luzes diurnas em LEDs, os retrovisores externos se rebatem eletricamente e as rodas, de série, são aro 17 calçadas em pneus 215/40. Opcionalmente a Audi dispõe de faróis com ajuste automático de altura e de neblina, teto solar elétrico panorâmico Open Sky e o arco do teto em quatro opções de cores: Preto Brilhante, Cinza Daytona, Prata Gelo e Branco Amalfi. Para a carroceria, são seis opções de cores. Prata Gelo, Branco Amalfi, Azul Scuba, Vermelho Misano, Azul Esfera e Preto Fantasma.

O acabamento interno soma bancos esportivos com apoio de braço mais largo, detalhes na cor preto brilhante e teto moldado em tecido preto. Ar-condicionado e o Easy entry, solução que permite que o banco dianteiro seja deslocado o máximo para frente para facilitar o acesso dos ocupantes do banco de trás, vêm de série, junto com airbags frontais, laterais, de cabeça dianteiro e traseiro, sensores de luz e de chuva e espelho retrovisor interno com função anti-ofuscamento automático. O Pacote Conforto adiciona como opcionais ar-condicionado automático, sensor de estacionamento traseiro e controle de cruzeiro.


Ligado no mundo
O entretenimento e a conectividade são outros diferenciais do A1 Sport. Com interface Bluetooth e Audi Music Interface, opções de conexão e reprodução de celulares e aparelhos portáteis de música (iPod), ele pode ter – no pacote Confort Plus vendido à parte - Keyless-Go (tecla de partida automática sem chave), Rádio MMI (Multi Midia Interface), sistema de navegação com tela de 6,5 polegadas e sistema de som Bose.

Para segurar a turbinada na potência, os freios e a suspensão foram retrabalhados. O A1 Sport vem ainda com sistema eletrônico de estabilização ESP, com bloqueio eletrônico do diferencial (EDS). Tecnologia bem vinda para dosar um verdadeiro diabinho.


[saiba mais]
Duas vezes turbo

Para ficar mais esperto, o motor de 185 cv recebeu uma sobrealimentação dupla e um compressor Roots (acionado por correia) seguido de uma turbina acionada pelos gases do escapamento. Na prática, o recurso se traduz em respostas ainda mais rápidas. Numa ultrapassagem na estrada, por exemplo, o compressor elimina o momento de retardo da turbina em uma situação que exige mais do motor. O recurso, afirma a Audi, é inédito entre os carros vendidos no Brasil, embora já equipe outros carros do fabricante na Europa.

As dimensões do A1:

3,95m de comprimento
1,41m de altura
1,74m de largura
2,46m de distância entre-eixos
O peso total é de 1.265 kg
No porta-malas, há espaço para 270 litros de bagagem

Peugeot 207 europeu desmascara pseudo 207 brasileiro em crash-test


Após comparar as versões mexicana e europeia do Nissan March em testes de impacto, o Latin NCAP – instituto que avalia a segurança dos carros produzidos na América Latina – decidiu ir além ao avaliar o Peugeot 207 brasileiro e seu equivalente produzido na matriz da marca na França. O resultado, como era de esperar, foi vergonhoso. Enquanto o 207 que sai das linhas de produção de Porto Real (RJ) – uma mera remodelação frontal do 206, projeto de 1998, focada numa produção de menor custo – recebeu apenas uma estrela em cinco e duas estrelas quando equipado com airbags frontais, o 207 europeu, este sim uma geração completamente nova e lançada em 2009, obteve cinco estrelas com seis airbags.

A escolha do modelo, afirmou a secretária-executiva do Latin NCAP, Nani Rodríguez, não foi por acaso. Para um leigo, ambos os Peugeot parecem ser o mesmo carro devido à dianteira de desenho parecido, mas tecnicamente, apresentam carrocerias completamente distantes. “Temos certeza de que os veículos vendidos na América Latina e no Caribe têm 20 anos de defasagem em relação aos equivalentes europeus e norte-americanos”, alertou Nani.


O laudo do Latin NCAP também detectou diferenças alarmantes na qualidade dos metais, componentes e estruturas do 207 de verdade e do 207 de mentira. Em entrevista ao jornal britânico The Guardian, a secretária apontou a legislação como uma das principais causas da falta de segurança. Mais uma vergonha para o Brasil...