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segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012
Na calada das gerações
Valendo-se do fator novidade, marcas elevam preços às alturas no lançamento de carros reformulados
Mudam as gerações dos carros, mudam o design, o espaço interno e a tecnologia embarcada. Uma lista de predicados que sempre atrai aqueles consumidores que, independente do custo x benefício, fazem questão de serem os primeiros a ter um lançamento na garagem. Para felicidade do vizinho com uma pontinha de inveja ou não, essa vontade tem sido cada vez mais explorada pelos fabricantes que, na chegada de novas gerações, utilizam o fator novidade como artifício para elevar os preços de entrada às alturas.
A prática de mercado bem brasileira teve como último representante o Hyundai Azera 2012. Ofertado no fim do ano passado por até R$ 75 mil – com descontos – o sedã coreano reapareceu nas concessionárias sob as formas reveladas no Salão de Los Angeles (EUA) e um preço inicial de R$ 109.920. Significativo aumento de 46,5%, justificado no papo de vendedor pela estreia de novos recursos e nível elevado de conforto, comparáveis à BMW e Mercedes-Benz. Que fique claro, segundo eles.
Exagero ou não, o modelo estreia motor 3.0 com injeção direta de combustível e 270 cv (cavalos) de potência, além de 11 airbags, chave inteligente, rodas aro 18 e teto-solar panorâmico. Farta lista de equipamentos que pode elevar o valor pedido aos R$ 130, mil caso a pintura branca, atual moda entre os carros de luxo, seja acrescida.
Outro exemplo, ainda que menor, é o do Chevrolet Cruze. Carro mundial da General Motors, o sedã desembarcou em setembro no Brasil a partir de R$ 67.900 na versão LT. Bem mais que os R$ 50 mil iniciais pedidos pelo antecessor Vectra Expression, ainda que o novo modelo venha equipado de série com airbags frontais e laterais, freios ABS, controles de tração e estabilidade. Como comparação, o novo Honda Civic, que pertence ao mesmo segmento dos sedãs médios, chegou com reajuste médio de 1%.
[saiba mais]:
Estratégia oposta
Entre as marcas de apelo popular, a manutenção dos preços tem serviço como estratégia de marketing. É o caso da Fiat, que lançou a terceira geração do Palio por praticamente o mesmo preço de antes - R$ 30.990 na versão 1.0 Attractive.
segunda-feira, 24 de maio de 2010
Malibu oferece conforto a R$ 89.900, mas terá vida curta
Sete gerações marcam a história do sedã grande Malibu nos EUA. Para preencher uma lacuna, a Chevrolet passa a vendê-lo no Brasil a partir da segunda quinzena de junho, em única versão, 2.4 LTZ, a R$ 89.900. Para a marca, Accord e Camry seriam os principais concorrentes, mas é óbvio que ele vem para rivalizar com o sucesso Fusion.
O design segue a atual identidade do fabricante, com uma ampla grade frontal e o logotipo da gravata dourada ao centro. Nas laterais, rodas de 18 polegadas calçadas em pneus 225/50. A traseira, segundo o fabricante, é inspirada no Corvette. Dois círculos compõem as lanternas, como na quinta e sexta gerações do esportivo.
No interior, acabamento em madeira e bancos de couro com regulagens elétricas e aquecimento. Como nos concorrentes, o espaço é um diferencial. A distância entre eixos de 2,85 m privilegia a acomodação das pernas tanto para quem viaja na frente quanto para os passageiros do banco de trás. O pára-brisa é duplo, preocupação acústica.
Mordomia a bordo
A lista de equipamentos de série inclui airbags dianteiros, laterais e de cortina, ar-condicionado digital, computador de bordo com monitoramento de pressão por pneu, controles de estabilidade e tração, direção com assistência elétrica, freios ABS com EBD, rádio CD MP3 e sensor crepuscular, que ascende os faróis automaticamente.
O motor 2.4 Ecotec a gasolina é o mesmo aplicado no Captiva. Gera 171 cv (cavalos) a 6.200 rpm, torque de 22,2 kgfm a 5.100 rpm e vem combinado com uma transmissão automática de seis velocidades, com opções de trocas seqüenciais (Active Select). A aceleração de 0 a 100 km/h é feita em até 10,9 segundos e a máxima é de 194 km/h.
Atributos não lhe faltam. O preço é competitivo, mas a informação pode ser crucial no sucesso nos números de venda. Em seu mercado de origem, o Malibu está prestes a ser substituído, ao contrário do Fusion, mexicano, e do Azera, coreano, que terão ao menos dois anos de mercado pela frente.
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