segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Versões esportivas como a R-Line, do Touareg, viram tendência entre jipões


A aparência parruda da segunda geração do Touareg não é mais suficiente para a Volkswagen. Atenta ao crescimento de nichos de mercado na indústria automobilística, a marca alemã decidiu importar para o Brasil o utilitário-esportivo vestido com a grife esportiva R-Line. A versão, diferenciada pela presença de um potente motor 4.2 V8 e rodas de liga leve aro 20, entre outros adereços, faz parte de uma nova leva de utilitários-esportivos que tem como maior apelo a esportividade.

Para tal, o R-Line agrega – além dos conhecidos predicados dos robustos jipões do segmento – uma ampla lista de apêndices aerodinâmicos, ao preço de R$ 333.700. A dianteira, assim como Passat CC, primeiro modelo da grife a ser vendido no Brasil, exibe um espoiler. Os faróis são iluminados por LEDs (diodos emissores de luz), enquanto nas laterais há apliques cromados nas portas, saias na cor do carro e logotipos nos para-lamas dianteiros identificando a versão. O destaque, porém, fica para o belo conjunto de rodas de liga-leve Mallory de 20 polegadas calçadas em pneus 275/45 R20. Duplo escape e um aerofólio complementam o visual apimentado na traseira.


O logotipo R-Line é igualmente repetido por dentro. Ele figura nas soleiras das portas, de aço inoxidável, nos apoios de cabeça dos bancos dianteiros e na base do volante multifuncional com formato esportivo, revestido de couro e com aquecimento. O conjunto inclui pedais de aço inoxidável e uma alavanca de câmbio com acabamento de couro com detalhes de alumínio. O interior do Touareg esportivo traz ainda bancos esportivos dianteiros climatizados com 12 ajustes elétricos (no banco do motorista há três posições de memória) e acabamento de couro em dois tons, cinza e preto. No porta-malas, boa capacidade: 520 litros, com opção de rebater o encosto do banco traseiro por meio de uma tecla, elevando o volume para 1.642 litros.


Entre os equipamentos de série, destaque para o Area View, tecnologia que permite uma visão abrangente de 360 graus em torno do carro; sistema de som premium “Dynaudio Confidence” com amplificador digital de 12 canais e potência total de 620W; e navegador com comando de voz e tela touchscreen de oito polegadas.

Opcionalmente, o Touareg R-Line oferece o ACC (Adaptive Cruise Control – controlador automático de velocidade e distância), recurso que acelera ou desacelera o jipão dependendo do fluxo detectado por um radar instalado no para-choque frontal; o Front Assist, complemento que evita colisões frontais mesmo com o ACC ligado; e o Rear Assist, conjunto composto de sensores e uma câmera instalados na traseira que informam ao motorista, por meio de uma tela LCD no painel, o tamanho da vaga disponível para estacionar.


V8 e oito marchas
Sob o capô, o R-Line vem equipado com o motor 4.2 V8 FSI de 360 cv (cavalos) aliado a transmissão automática Tiptronic de oito velocidades e a tração permanente nas quatro rodas 4Motion, que permite ao Touareg enfrentar aclives de até 31 graus. A suspensão é outro atrativo. Controlada eletronicamente, ela oferece um sistema de nivelamento automático, ajuste de altura em relação ao solo e da rigidez dos amortecedores.

A amplitude oferecida pelas oito marchas, ressalta a Volkswagen, permite que a marcha mais alta seja usada como overdrive, reduzindo a rotação do motor em alta velocidade, o que consequentemente gera maios economia de combustível. A aceleração de 0 a 100 km/h é feita em 6,5 segundos e a máxima chega a 245 km/h. Números de um autêntico esportivo.


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Outros lançamentos recentes:

Land Rover Freelander Dynamic
Motor: 2.2 diesel SD4 de 190 (cavalos)
Câmbio: Automático de seis velocidades
Preço: R$ 170 mil

Mercedes-Benz ML 350 Sport
Motor: 3.5 V6 de 306 cv
Câmbo: Automático de sete velocidades
Preço: R$ 335 mil

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Filho fora do casamento


HB 20, o novo hatch compacto da Hyundai, inicia nova fase da marca no Brasil. Em versões 1.0 e 1.6 16v, ele tem o Fiat Palio e o Volkswagen Gol na mira

O sucesso de vendas foi o prenúncio. Agora, definitivamente consolidada no mercado, a Hyundai está prestes a iniciar uma nova fase no Brasil. Representada pelo grupo Caoa no país desde a década de 1990, a marca sul-coreana começará a atuar sob a batuta da matriz e com novos produtos compactos principalmente focados na América do Sul. O primeiro filho da prole fora do casamento é o hatchback compacto HB 20, que começa a ser produzido neste mês na nova fábrica de Piracicaba (SP) para chegar às concessionárias em outubro.

Seu objetivo: concorrer com os líderes do segmento Fiat Palio e Volkswagen Gol. Estilo sedutor, para isso, não falta ao HB 20. Compartilhando a linguagem de escultura fluída adotada pela Hyundai nos seus mais recentes lançamentos, como o utilitário-esportivo ix35, o hatch possui faróis afilados, capô encorpado e uma linha de cintura alta que lhe conferem uma estética bem mais arrojada que seus principais rivais. Um belo argumento de vendas para o consumidor brasileiro, ávido por design.


Embora ainda não tenha sido apresentado por inteiro, algumas imagens do carro completamente desnudo já foram reveladas pelo site UOL Carros durante gravação publicitária em plena Avenida Paulista, coração financeiro de São Paulo – oficialmente, somente projeções e imagens de algumas partes do modelo haviam sido reveladas –, o que comprova nosso discurso. O espaço interno, com altura do banco traseiro suficiente para passageiros de mais de 1,80 m, e a boa qualidade de construção (a exemplo de outros Hyundai), também deverão ser atrativos.


Sob o capô, ele herdará dois motores, ambos flex. O mais simples é o já conhecido 1.0 de três cilindros adotado no Kia Picanto (Kia e Hyundai pertencem a mesmo grupo, sinergia que somente agora começará a funcionar no Brasil...), com potência estimada entre 80 cv (cavalos) e 82 cv, com gasolina e etanol, respectivamente. A outra unidade é o 1.6 16 válvulas do Kia Soul, que por sua vez gera 130 cv com o combustível derivado da cana-de-açúcar. Nesse motor, aliás, haverá ainda câmbio automático de quatro velocidades, se o comprador não quiser optar pela tradicional caixa manual de cinco marchas.

As vendas, por mais incrível que pareça, ficarão sob responsabilidade de uma nova rede 130 de concessionárias independentes, o que, pelo menos até o momento, não foi oficializado. A Caoa não deverá nem tocar no HB 20, continuando responsável pela comercializado de modelos importados, adiantou o presidente da Hyundai no Brasil, Chang-Kyun Han. Como as concessionárias serão diferenciadas e quem vai operá-las? Ninguém sabe. O carro será apresentado à imprensa na próxima semana.



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Os motores do HB 20
1.0    três cilindros do Kia Picanto, com potência aproximada de 80 cv e 82 cv
1.6 16 flex, o mesmo do Kia Picanto, com 130 cv

Expectativa de preço
A partir de R$ 28 mil

Maternidade
A fábrica de Piracicaba (SP) exigiu investimentos de US$ 600 milhões. Com 1.390.000 m² e 69.000 m² de área construída, também dará vida a uma variação aventureira do HB 20 e um inédito sedã compacto em 2013 ou no máximo 2014. Operando em dois turnos, a capacidade de produção é de 150 mil unidades/ano, número suficiente para balançar o segmento dos compactos. Mas ainda longe de ameaçar diretamente Palio e Gol.

terça-feira, 4 de setembro de 2012

Alto nível aos 30


Campeões de peso como Dário Júlio e Mário Vignate prometem elevar o nível técnico do Enduro da Independência na edição de aniversário

Um belo cenário, grandes nomes do motociclismo nacional e um percurso repleto de perigos e desafios. Os pilotos que quiserem ser campeões da edição de 30 anos do Enduro da Independência terão de se reiventar. A presença de campeões de ésp como Dário Júlio, que possui quatro títulos, e Mário Vignate, defensor da taça na categoria Master, promete elevar o nível técnico da prova. O mais tradicional enduro de regularidade de Minas Gerais acontece de 5 a 8 de setembro em Belo Horizonte, Nova Lima, Mariana e Sabará.

Ao lado de Guilherme Marchetti, que faturou a prova de 2002 a 2005, Dário Júlio é o maior vencedor do Independência na categoria de elite, a Master. “Agora quero desempatar e conquistar o penta”, avisou Dário, cuja hegemonia foi de 2007 a 2010. “Eu comecei no enduro de regularidade no Independência, é o evento dos sonhos de todo trilheiro. Desde a minha estreia, em 2000, eu participei de todas as edições - com exceção a de 2003”, conta o mineiro.


Dário Júlio

“O Independência tem muita trilha e médias justas, o que nivela os pilotos por cima”, acrescenta. Na opinião de Dário, o grande segredo do campeão é o preparo físico. “Com a parte física em dia, a pilotagem é melhor e mais segura, o que poupa o equipamento em provas longas, e a concentração também fica mais aguçada”, explica.

Com a missão de defender o título da Master, Mário Vignate está em contagem regressiva para a largada. “Estou bastante ansioso e com uma ótima expectativa para correr atrás do bicampeonato. A prova vai começar já com muita trilha pesada, por isso é preciso ter cabeça desde o início, ser constante e não perder a concentração, já que o que vale é a somatória dos quatro dias”, avaliou.


O Independência’2012 terá outros nomes de peso na briga pela vitória na Master, como o do bicampeão Sandro Hoffmann, o atual campeão do Rally dos Sertões Felipe Zanol e Guilherme Cascaes, campeão brasileiro de enduro de regularidade. Feras de sobra para uma grande e bela competição.


Mário Vignate

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Veja a programação do evento:

Primeiro dia
Quarta-feira (5)
Largada no Parque das Mangabeiras, em BH, e chegada no Alphaville, em Nova Lima
Distância percorrida: 100 km

Segundo dia
Quinta-feira (6)
Largada e chegada no Alphaville
Distância: 190 km

Terceiro dia
Sexta-feira (7)
Largada no Alphaville Mall e chegada na Praça dos Ferroviários, em Mariana
Distância: 160 km

Quarto dia
Sábado (8)
Largada na Praça dos Ferroviários e chegada na Praça Mello Viana, em Sabará
Distância do dia: 146 km

Total do percurso: 596 km


Três anos após lançamento, Paradiso 1050 e Paradiso 1200 são reestilizados


Um dos ônibus mais belos já produzidos e com várias soluções herdadas de automóveis, a sétima geração de rodoviários da Marcopolo repetiu nas estradas o sucesso dos antecessores Geração IV (1984), GV (1992) e G6 (2001). Desde o lançamento, em junho de 2009, já foram vendidas mais de 10 mil unidades da linha – que vai do modelo intermunicipal Viaggio 900 ao luxuoso double decker Paradiso 1800 DD. A chegada de concorrentes como a terceira geração do Comil Campione e o Irizar i6, flagrado em testes no Brasil, apontou a necessidade de renovação. Assim a marca gaúcha decidiu reestilizar os Paradiso 1050 e Paradiso 1200, versões intermediárias da família.

A maior parte das alterações na carroceria foram externas, embora sejam bastante sutis. Na frente há nova grade cromada e faróis de neblina com LEDs (diodos emissores de luz), no lugar do canhão de luz anterior. O para-brisa passa a contar com o recurso antiembaçante, por meio de microfilamentos de tungstênio nas lâminas de vidro, além de opções da peça bipartida ou colada. Nos espelhos retrovisores o nome do modelo vem em revelo cromado, mesmo acabamento aplicado na moldura que contorna o cockpit. A traseira do Geração 7 ganhou também uma inédita luz de neblina e um novo para-choque.


O espaço interno para o motorista, bastante criticado, parece não ter sido alterado. Mas a Marcopolo modificou o console central do painel, melhor iluminado, instrumentação com acabamento soft touch (toque macio) e regulagem automática da posição dos comandos satélites, uma das principais inovações da família na época do lançamento. No salão de passageiros, mudaram a padronagem dos tecidos oferecidos para as poltronas, laterais e porta-pacotes. A poltrona semileito, solicitada por empresas que operam turismo ou linhas interestaduais, teve o ângulo de reclinação aprimorado para sete posições e apoio de cabeça com memória em função da aplicação de espuma viscoelástica e neoprene.

“O desenvolvimento dos nossos modelos é contínuo e nunca para. Desde o lançamento da Geração 7 vimos trabalhando em aprimoramentos para destacar ainda mais a linha Paradiso dos demais veículos do mercado”, explica o gerente corporativo de design da Marcopolo, Petras Amaral Santos. Além do Brasil e países vizinhos, a Geração 7 também é comercializada nos mercados da África do Sul e México. Ela pode ser encarroçada em chassis Mercedes-Benz, Scania, Volkswagen e Volvo.

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Motor 1.0 TEC melhora consumo do Fox


Depois do Gol e Voyage reestilizados, a Volkswagen aplica ao Fox o motor 1.0 TEC (sigla para tecnologia para economia de combustível), uma evolução da conhecida unidade da família EA111. Equipado com um tanque auxiliar para partida a frio, novos bicos injetores, coletor de admissão, unidade eletrônica de controle (ECU) e redução de atrito por meio de novos pistões, o motor TEC pode consomir até 3% menos. A potência é de 72 cv/76 cv (cavalos), e o torque, de 9,7 kgfm/10,6 kgfm, sempre abastecido com gasolina e etanol, na ordem. A aceleração até 100 km/h pode ocorrer em até 14,1 segundos e a máxima é de 160 km/h, quando abastecido com o combustível derivado da cana-de-açúcar.

Ampliação de autódromo turbina automobilismo mineiro


Fechada por cerca de dois anos para obras, a nova pista do Autódromo Mega Space em Santa Luzia (Região Metropolitana de Belo Horizonte) foi finalmente inaugurada. E com festa. Cerca de 16 bólidos preparados de acordo com o Grupo N da FIA – com motor 1.6, gaiola de segurança em aço e pneus aro 13 – abriram o campeonato mineiro de marcas e pilotos na pista. Ampliado de 1.500 metros para 2.600 m, o traçado segue as exigências da Confederação Brasileira de Automobilismo (CBA) e promete trazer algumas das principais categorias do país para Minas Gerais. Neste reinício, três mineiros engajados na modalidade foram homenageados: o piloto Toninho da Matta, 14 títulos nacionais em categorias de turismo e um dos grandes nomes da época dos corridas em torno do Mineirão, Carlos Calixto, proprietário do complexo, e o presidente da Federação Mineira de Automobilismo (FMA), Pedro Sereno.

domingo, 2 de setembro de 2012

Editorial: MG-050, uma estrada sem lei

A presença de câmeras de monitoramento de tráfego, uma renovada frota de viaturas policiais financiada em parte pela parceria público-privada (PPP) e a própria presença da concessionária Nascentes das Gerais seriam bons motivos para colocar qualquer motorista que dirija na MG-050 “na linha”. Mas não é esse o cenário visto por quem trafega na rodovia durante os fins de semana, principalmente à noite. Entre abusos e as restrições de uma pista simples em seus quase 400 quilômetros – em alguns trechos nem há sinalização sobre o asfalto –, condutores tem colocado suas vidas e as dos demais em risco. Acelerando acima dos limites de velocidade, forçando ultrapassagens, e com a potência de faróis de xênon azulados, ofuscando a visibilidade, estes verdadeiros kamikazes do asfalto não se importam consigo e muito menos com a lei, embora o Código de Trânsito Brasileiro (CTB) seja duro perante barbaridades. Ao menos na teoria.

Que o diga o motorista da Toyota Hilux SW4 preta e de rodas cromadas que, assim como muitos, vem utilizando as pistas laterais do perímetro urbano de Itaúna para “levantar voo” e, assim, conseguir transpor os lentos caminhões que travam as faixas centrais. Pobres aqueles que estejam dirigindo corretamente, mas na sua frente...

Na ponte sobre o Rio Itapecerica, em Divinópolis, um exemplo ainda mais grave e que, por uma distância de centímetros, não terminou em tragédia. Eram 21h20 de domingo. Para não precisar reduzir aos 40 km/h limitados no trecho, o motorista (ou seria louco) de um Fiat Mille prateado decidiu acelerar e ultrapassar outro carro pelo acostamento. Não se deu nem ao trabalho de sinalizar com uma seta ou farol alto. Flagrado pelas câmera voltada ao sentido Belo Horizonte da estrada, entretanto, ele foi. Será identificado e autuado? Talvez não.

Daí novamente nos perguntamos: até quando a segurança será deixada de lado em uma rodovia onde a melhora desta é um dos principais argumentos da cobrança do pedágio? Com a palavra, os responsáveis. Antes que seja tarde demais.