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terça-feira, 25 de setembro de 2012

Novo Beetle se chamará Fusca no Brasil


Totalmente nova, a segunda geração do Volkswagen Beetle resgata em diferentes mercados do mundo os apelidos do clássico carro que lhe deu origem. Na França e na Itália, por exemplo, ele é conhecido como Coccinelle e Maggiolino, respectivamente. Não poderia ser diferente no Brasil, onde o modelo será novamente batizado Fusca. Numa ousada estratégia de marketing para reconquistar os corações e a simpatia dos brasileiros perante a identificação com o velho Fusca, o novo será lançado em outubro durante o Salão do Automóvel de São Paulo. Comparado ao modelo original, somente as formas são parecidas.

Fugindo do estereótipo de carro feminino do new Beetle lançado em 1998, o Fusca 2013 traz um teto rebaixado, rodas maiores e um aerofólio traseiro que lhe conferem uma dinâmica esportiva. Para tal, tem sob o capô o motor mais potente de todos os Fuscas. Trata-se de uma unidade 2.0 TSI com injeção direta de combustível e 200 cv (cavalos de potência) acoplada à transmissão automática sequencial DSG de seis velocidades e dupla embreagem. Números capazes de levar o carrinho, ou melhor dizendo, carrão, até 100 km/h em apenas 7,3 segundos e uma máxima de 210 km/h.


Recriar o desenho da carroceria foi um desafio para os chefes de Design do Grupo Volkswagen, Walter de Silva, e da Volkswagen, Klaus Bischoff, mas ambos encarnaram o espírito do carro e a partir daí, criaram um automóvel atual com o perfil do original. Comparado ao New Beetle, porém, tudo mudou. “O Fusca 2013 se caracteriza por uma clara e dominadora esportividade. Não tem apenas um perfil mais baixo: é mais largo, o capô dianteiro é mais longo, o para-brisa foi mais para trás, criando um novo dinamismo”, explica Bischoff.

Adeus ao vaso de flores
O interior ganhou mais espaço para as pernas dos ocupantes do banco traseiro, ponto crítico no new Beetle que fugiu à regra do caráter popular do Fusca original. Como no primogênito, o painel é marcado pelo painel de superfície plana na cor da carroceria e os instrumentos auxiliares – entre eles relógio e temperatura do óleo – ao centro. Mas suprimiu o simpático vasinho de flores a favor da nova personalidade esportiva. Outra nostalgia é o porta-luvas, cuja tampa se abre para cima. O volante também vem com detalhes pintados nos raios.


As vendas começam em novembro. E embora a Volkswagen ainda não tenha detalhado as versões e preços do Fusca no Brasil, a marca alemã adiantou que ele terá várias opções de personalização, que vão desde a tonalidade da iluminação na lateral das portas ao acabamento de couro bicolor dos bancos. Uma justa homenagem a um carro que faz parte da memória de muitos brasileiros.


[saiba mais]:
Airbags e ABS de série no Fox 1.6

Se adiantando à obrigatoriedade da presença de airbags frontais e freios ABS em 30% dos carros nacionais por marca a partir de janeiro de 2014, a Volkswagen anunciou que equipou as versões 1.6, 1.6 I-Motion e 1.6 BlueMotion do Fox de série com os importantes recursos de segurança. Em janeiro, a marca já havia dado início à aplicação dos equipamentos nos Gol Power e Rallye, Voyage Comfortline e SpaceFox Trend por R$ 1.300 a mais. Para as versões do Fox, contudo, a diferença no preço é de R$ 1 mil. Inflados em frações de segundo por sensores capazes de avaliar a intensidade de uma batida, os airbags amortecem o choque do corpo dos ocupantes, reduzindo a gravidade dos ferimentos. Já o sistema de freios antibloqueio ABS evita que uma ou mais rodas do carro travem durante a frenagem, mantendo a trajetória do carro mesmo em pisos molhados, além de diminuir a distância necessária para a frenagem.

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Uma bolsa no meio


Evolução do airbag aponta para aplicação de dispositivo entre os bancos

Por Fernando Calmon
fscalmon@gmail.com

Quando, no começo dos anos 1990, os carros de grande produção nos EUA, Europa e Japão passaram a vir equipados de série com um par dianteiro de airbags (bolsas infláveis) já se sabia que era apenas o começo de uma longa escalada para melhorar a segurança passiva. Não se tratava de uma tecnologia barata e jamais poderia dispensar o uso dos cintos de segurança. A associação dos dois dispositivos já salvou milhares de vidas e diminuiu a severidade dos ferimentos em acidentes.

Automóveis caros permitem ampliar o número de airbags e estes foram evoluindo. Adotaram-se bolsas laterais para os ocupantes dos bancos dianteiros, depois para os dois passageiros junto às portas traseiras e, por fim, cortinas infláveis no teto dos dois lados. Também se criou proteção para os joelhos do motorista. Então, dependendo de como se olham as cortinas (em geral bisseccionadas), até 11 bolsas podem equipar modelos do segmento superior, numa contagem caolha.

A ideia não é parar por aí. Já se estudaram uma bolsa no assoalho, à frente dos pedais, e outra central para veículos que transportem apenas dois passageiros atrás (essa mais viável), sugerida pela Toyota. Recentemente, a Ford colocou, de início no SUV Explorer, cintos de segurança com bolsas embutidas para dois passageiros do banco traseiro. A TRW desenvolve o dispositivo no teto como alternativa para desocupar o volume na parte do painel em frente ao passageiro, onde fica uma bolsa de grandes dimensões. O airbag do motorista é menor, embutido no volante.

Porém, há o perigo de um forte choque lateral do lado oposto ao do motorista. Sendo o acidente do mesmo lado dele, há proteção da estrutura do carro, além do airbag lateral e de cortina que protegem torso, coluna cervical e cabeça. No caso de colisão na lateral direita do automóvel, o motorista é arremessado de forma violenta para o meio do carro, como se vê na foto. Administração Nacional de Segurança de Tráfego nas Rodovias (NHTSA, em inglês), órgão do governo americano encarregado de pesquisas e de avaliação de segurança passiva de veículos novos, explicitou os riscos dessa categoria de acidente. Entre 2004 e 2009, após investigar desastres fatais, concluiu que 29% dos motoristas morreram mesmo protegidos por cinto e airbag frontal.

Essa constatação levou a GM e a Takata a criar a segunda bolsa de ar lateral embutida no lado interno do banco do motorista. Há espaço suficiente entre os dois bancos dianteiros para que se proteja também o acompanhante, embora se saiba que, na maior parte do tempo, só há o motorista a bordo. SUVs e crossovers são problemáticos, pois seu centro de gravidade e assentos elevados tendem a desequilibrar bastante o corpo numa batida lateral. Em três anos de desenvolvimento se estudou e se patenteou o novo airbag, levando em conta o invólucro, a capacidade de amortecimento e retenção do corpo em simulações de acidentes com bonecos, além da posição relativa dos ocupantes. O dispositivo está pronto para equipar lançamentos do ano-modelo 2013, à venda em meados de 2012.

Não à toa que os escolhidos, inicialmente, são todos crossovers médios (na realidade, grandes para o padrão do resto do mundo): Chevrolet Traverse, Buick Enclave e GMC Acadia. E, claro, de preços elevados.

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Palio 1.4 e 1.6 incorporam airbags e freios ABS


Mal lançou o novo Palio – em novembro do ano passado –, a Fiat já aplica alterações na gama do hatchback com a chegada da precoce linha 2013. A partir de agora, as versões 1.4 Attractive e 1.6 16v Essence, manual ou automatizada Dualogic, passam a vir de série com o kit HSD (High Safety Drive): composto de airbags frontais e freios ABS com EBD, e que já vinha na versão 1.6 16v Sporting desde o lançamento. A medida antecipa a obrigatoriedade dos equipamentos de segurança nos carros nacionais a partir de 2014. Por outro lado, a marca italiana continua oferecendo a versão de entrada 1.0 Attractive sem a presença dos itens. Vai entender...


Preços da linha 2013:
1.0 Attractive – R$ 31.290
1.4 Attractive – R$ 35.590
1.6 16v Essence – R$ 39.350
1.6 16v Essence Dualogic – R$ 41.880
1.6 16v Sporting – R$ 41.310
1.6 16v Sporting Dualogic – R$ 43.830