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terça-feira, 24 de julho de 2012

Banda de rodagem é fundamental para a resistência do pneu


Para quem pensa que um pneu é feito apenas de borracha, é melhor rever seus conceitos. A produção de um borrachudo, aponta a Bridgestone – um dos principais produtores do setor – envolve uma série de detalhes especialmente criados para cada finalidade. Em comum está a meta por melhor condições de dirigibilidade e segurança. Além da borracha natural, base utilizada nos pneus e que pode ser substituída parcialmente pela borracha sintética, o componente é formado por negro de fumo (obtido da queima de derivados de petróleo), óxido de zinco e ácido esteárico, enxofre, resinas, agentes plastificadores e antioxidantes além de poliéster (ou nylon) e aço.


São várias as partes que o compõem. A banda de rodagem, por exemplo, é a única delas em contato com o solo, possuindo, para isso, resistência ao desgaste, corte, penetrações e o calor do asfalto. O desenho da banda de rodagem tem características para aderência em pisos secos e molhados e influencia diretamente a emissão de ruído e a drenagem de água. A banda de rodagem é dividida em:

Carcaça
É formada por cordonéis de poliéster, nylon ou aço. As lonas de corpo recebem uma camada de borracha de ambos os lados para aumentar a adesão e evitar atrito interno. Resiste a pressão, suporta peso, choques, esforços gerados pelo torque do motor e aquecimento gerados por alta velocidade.

Cinta estabilizadora
Também com influência direta no desempenho do pneu, dirigibilidade, conforto e durabilidade. A lona é formada por fios de aço de configurações específicas para determinadas aplicações e é revestida de borracha para facilitar a adesão com outros compostos de borracha. Tem a função de proporcionar estabilidade na zona de rodagem, proteger a carcaça de impactos e perfurações, além de restringir o diâmetro do pneu.

Estanque ou liner
Presente nos pneus sem câmara de ar é o revestimento interno formado por camadas de borracha que protegem a carcaça contra umidade, além de estancar o vazamento do ar comprimido, evitando a perda de pressão do pneu.

Lateral
Tem borracha com propriedades específicas mais resistentes à fadiga gerada pela grande solicitação de flexão e extensão, além do envelhecimento devido ao tempo de exposição a ações climáticas.

Ombro
Parte que mais sofre por desgastes excessivos. É uma área de grande esforço, pois recebe força lateral durante as curvas e tem arrastes intermitentes. Não é recomendado fazer consertos nela.

Talão
É formado por fios de aço banhados por cobre e revestidos individualmente por borracha, para evitar a oxidação e facilitar a adesão. Fixa o pneu na roda, de maneira a evitar o vazamento de ar e garantir que não ocorrerá destalonamento durante a solicitação normal de uso.

segunda-feira, 11 de junho de 2012

Seis dicas contra o desgaste em congestionamentos


Trânsito lento não é sinônimo apenas de cidade grande. Diante do vertiginoso crescimento da frota, também se tornou uma realidade em municípios de médio porte e estradas. Problemas decorrentes do anda-e-para cotidiano, entretanto, podem ser evitados por medidas simples que asseguram a vida útil dos componentes do carro. “São atitudes ao volante que reduzem os efeitos negativos de um engarrafamento. Pequenos vícios do motorista quando o trânsito está parado contribuem para o desgaste das peças”, alerta o empresário do setor de autopeças, Julio Alvares. O especialista aponta seis dicas que devem ser levadas em consideração por quem abusa do carro. Confira:

Tire o pé da embreagem
Passar da primeira à segunda marcha movendo somente a embreagem é um vício comum a muitos motoristas. Evite-o encurtando a presença do pé no pedal. Quando o carro estiver parado, deixe o câmbio em ponto morto.

Menos freio
Pisar demais no freio, além de desgastar as pastilhas, exige mais da bateria. Sempre mantenha distância em relação ao carro da frente para não precisar frear bruscamente. Em aclives, usa o freio de mão quando o veículo estiver parado.

Desligue quando necessário
Ligar e desligar o motor toda hora sobrecarrega a bateria, além de gastar mais combustível. Após dar a partida, mantenha o veículo ligado por no mínimo 15 minutos. Este é o tempo suficiente para que a carga total seja reposta. Em um túnel, onde há pouca ventilação, desligar o motor é o mais aconselhável.

Cautela nos acessórios
Com o motor desligado, seja cauteloso ao deixar equipamentos como rádio, DVD, navegador ou luzes ligados por muito tempo. Isso descarrega a bateria.

Arrefecimento em dia
Sempre mantenha o sistema de arrefecimento do motor em bom estado. É ele que vai manter a temperatura ideal quando o carro estiver parado, evitando o superaquecimento.

Revisão em detalhes
Cheque itens como amortecedores e molas da suspensão, palhetas do para-brisa e o líquido do reservatório de limpeza, e o sistema de luzes.