terça-feira, 20 de março de 2012

Sandero Stepway ganha série especial Rip Curl


Baseada no Sandero Stepway, chega às concessionárias o Sandero Stepway Rip Curl, série especial limitada em 4.300 unidades feita em parceria com a famosa grife de surfe. A parceria entre a Renault e Rip Curl – inédita no Brasil – já rendeu versões especiais do Twingo e Clio na Europa. Para o Stepway, a marca francesa substituiu alguns itens estéticos para dar exclusividade. Retrovisores, maçanetas, rodas aro 16 e barras longitudinais, por exemplo, foram pintadas em cinza inox.

O aerofólio sumiu, mas no por dentro o Stepway recebeu revestimento nas cores preto e vermelho nos bancos e painel. A cor Branco Glacier é outra novidade. Preço: R$ 43.990, diferente de R$ 1 mil em relação ao Stepway “convencional”.


Essa lei pega?



Regulamentada por Resolução do Contran, transmitância luminosa mínima é esquecida pela ausência de fiscalização

Por Fernando Calmon

O Brasil, como se sabe, desenvolveu um estranho hábito em relação à legislação. Ficou célebre a frase muito repetida: “Há lei que pega e há lei que não pega”. Não deveria ser assim. O Conselho Nacional de Trânsito (Contran) tem, entre suas atribuições constitucionais, estudar, discutir e aprovar resoluções que regulam vários dos aspectos do Código de Trânsito Brasileiro (CTB), em especial as normas de segurança.

Poucos sabem, porém antes mesmo do Congresso Nacional obrigar os fabricantes e importadores de veículos leves a instalar bolsas infláveis (air bags), o Contran já tinha regulado a matéria e de uma forma mais inteligente. Estabeleceu critérios biomecânicos a serem respeitados nos testes de colisão, criou um cronograma até 1º de janeiro de 2014 e não engessou a solução técnica. No futuro, as bolsas podem sofrer uma evolução ou outros recursos modernos surgirem e o Legislativo, nesse caso, só atrapalhou na ânsia de aparecer sob os holofotes.

O exemplo mais recente de lei que até agora não pegou são os vidros escurecidos nos automóveis além dos limites legais e técnicos. Quando o Código de Trânsito Brasileiro foi promulgado há 14 anos, ficou proibido o trânsito de veículos com qualquer tipo de película aplicada aos vidros. Pouco depois, a Resolução 73 do Contran estabeleceu que a transmitância luminosa mínima do conjunto vidro mais película teria de ser 75% para o vidro do para-brisa, 70% para os laterais dianteiros e 50% para os laterais traseiros e vigia.

A lógica é de que o motorista precisa ter a visibilidade assegurada também no período noturno e sob qualquer condição meteorológica (noite, chuva forte, neblina), além de túneis e garagens, mesmo que durante o dia parecer tratar-se de um acessório aparentemente inofensivo. Também dificulta ver o pedestre e o ciclista, receber sinais de outros condutores ou observar a terceira luz de freio de outros veículos através do vigia do carro à frente.

Além disso, perceber o motorista e seu acompanhante é de particular importância para policiais numa situação de risco, sequestro ou de eventual agressor armado. Agentes de trânsito também não conseguem flagrar transgressões do motorista, quando dirigem de forma inadequada.

O fato é que há um expressivo aumento do número de veículos com películas escurecedoras nos vidros e transmitância luminosa visivelmente abaixo da mínima regulamentar. Ocorre que, praticamente, 100% dos automóveis já saem de fábrica com vidros verdes e, no caso dos dianteiros, apenas películas de segurança (antivandalismo) totalmente transparentes poderiam ser aplicadas. A fiscalização dependia de um equipamento para verificar a transmitância luminosa, que não existia no mundo, atendendo as exigências do Denatran, órgão executor.

Medidor está pronto 
Finalmente, há menos de um ano, o aparelho fabricado no país foi homologado e está pronto para entrar em uso. No entanto, precisa ser adquirido para o policiamento de trânsito urbano e rodoviário. Como a lei parece letra morta, inicialmente apenas o Detran do Distrito Federal comprou 20 unidades e as utiliza em vistorias nos veículos transferidos de propriedade e de outras cidades. O órgão pretende iniciar uma campanha educativa antes da fiscalização nas ruas em 2012.

Segundo a TV Brasil, outros seis estados também adquiriram os aparelhos de medição. Já se prevê enorme resistência, principalmente de autoridades, que deveriam dar o exemplo em um país assolado por acidentes de trânsito.

Especial atenção a esse problema deveria estar nas considerações de concessionárias de todo o País, que costumam dar como brinde o conjunto de películas escurecedoras. Colocá-las nos vidros dianteiros sujeita o motorista a receber multa de R$ 127,69, cinco pontos no prontuário e, pior, detenção do carro até a retirada do objeto da transgressão. Trata-se de uma situação bastante constrangedora e que, na grande maioria das vezes, o usuário desconhece. Afinal, há diversas “vantagens” aparentes no seu uso, da estética à sensação (algo falsa) de segurança ou de filtrar raios solares nocivos (poucas o oferecem).


Efeito avassalador
A fiscalização, por menor que seja, traz um efeito-exemplo avassalador. Ser parado, multado e obrigado a remover as películas dianteiras para prosseguir é extremamente desagradável. A prudência mostra que isso deve ser explicado aos clientes de carros novos e usados. Em caso de insistência na aplicação nos vidros dianteiros, o vendedor deveria conseguir uma declaração assinada pelo comprador, citando a lei e isentando a concessionária de qualquer responsabilidade, em caso de fiscalização.

Como exemplo de atenção ao tema, a rede JAC Motors já desistiu de oferecer películas nos vidros dianteiros na sua série especial "Brasil”.

segunda-feira, 19 de março de 2012

Entrevista: Andrea Gianini, Profissão além do perigo



Mãe determinada, motogirl revela rotina de encarar pesado trânsito de São Paulo e sonho para o futuro

Predominantemente masculino, o ambiente das duas rodas não é mais o mesmo. Em vez de barba, suor e coletes sujos pela pressa das entregas do cotidiano, charme e atenção no trânsito. São as mulheres, que assumem o guidão batalhando por melhores condições de vida e reconhecimento. No embalo das motocicletas, elas, porém, acabam trazendo uma recente preocupação: dados do Ministério da Saúde apontam que, entre 1996 e 2010, o número de mulheres mortas em acidentes envolvendo motos cresceu 16 vezes.

Cenário hostil que preocupa Andrea Gianini. Motogirl e mãe de um filho de sete anos em São Paulo, a paulista de 40 anos fala sobre como é guiar entre uma multidão de veículos e vivenciar dramas como o da ciclista Juliana Dias, atropelada por um ônibus na Avenida Paulista.

Você passava pelo local do acidente quando ia trabalhar. Qual foi sua reação?
Fiquei chocada. Foi terrível assistir àquela cena. O problema é que as pessoas não se respeitam. Eu me cuido, sigo as leis. Mas de que adianta, se o motorista ao lado não faz a mesma coisa? O trânsito não é feito só de leis e sinalização. O trânsito é feito de pessoas.

E nesse meio, como você se tornou motogirl?
Foi por necessidade, há mais ou menos cinco anos. Piloto motos há 20 anos, meu salário é semelhante ao de uma auxiliar administrativo, mas prefiro trabalhar como motogirl por causa da liberdade, além da possibilidade de ganho extra, com alguns trabalhos particulares.

Para conseguir atender a quantidade de entregas com agilidade, imagino que sua rotina no trabalho seja dura. E fora dela, como é?
Meio dia levo meu filho para a escolinha. Depois, volto para o trabalho. Depois das 17h30, começa a outra rotina. Pegar o meu filho, dar banho, fazer comida e ir para a faculdade. Escolhi uma área que gosto muito, a de Tecnologia da Informação. Sei que o meu trabalho é perigoso, não quero continuar muito mais tempo nessa profissão. Mas ainda não posso trocar o certo pelo duvidoso.

Você já sofreu acidentes com a moto?
Sim, quatro. Três deles aconteceram porque havia óleo na pista. No primeiro a moto deslizou, caí, mas graças a Deus estava com uma roupa adequada e sofri apenas alguns arranhões. Depois desse primeiro tombo, comecei a ficar com medo. Mas no último acidente, quando um taxista me fechou e sequer parou para prestar socorro, estava cheia de trabalho para fazer. Levantei a moto e voltei para a pista.

Como você se prepara para a rotina de motogirl?
Minha profissão é perigosa, cansativa. Preciso me preparar psicologicamente e estudar o melhor trajeto todos os dias antes de sair de casa. Por isso, procurei um trabalho que fosse próximo à minha casa. Também fiz isso com a escola do meu filho, que eu levo a pé todos os dias. O ideal seria que as pessoas fizessem isso, que facilita muito a vida. Não adianta trabalhar do outro lado da cidade. Perde-se tempo, dinheiro, além da saúde. O trânsito depende muito mais das pessoas do que das leis.


“O trânsito depende muito mais das pessoas do que das leis”
Andrea Sadocco Gianini, motogirl

Mercado de motos registra alta de 8% nos emplacamentos em março

Cada vez mais competitivo e acessível ao consumidor brasileiro, o mercado de motocicletas zero quilômetro vive momento de aquecimemento nas vendas. O cenário positivo se traduz nos emplacamentos da primeira quinzena de março, 8% maiores em relação ao mesmo período do mês anterior. De acordo com dados divulgados pela Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares (Abraciclo), foram emplacadas 84.073 unidades - uma média diária de 7.643 motos, ante as 77.935 registradas nos primeiros quinze dias de fevereiro de 2012.

Comparados com março de 2011, quando foram comercializadas 68.709 motocicletas, os dados atuais apresentam um crescimento de 22%.

Para o restante do mês, a projeção da associação é igualmente otimista. A Abraciclo espera que os emplacamentos alcancem as 168.146 unidades, o que caso se concretize, representaria avanço de 25% em relação a fevereiro passado (134.616 motocicletas), que teve menos dias úteis, e de 5% ao registrado em março de 2011 (160.320 unidades).

As restrições na oferta de crédito, no entanto, ainda são uma barreira para a expansão consistente do mercado, afirma a associação.

sábado, 17 de março de 2012

Autoconfiante


Reestilizado, smart fortwo 2012 exibe, com maior ênfase, o logotipo da marca

Substancialmente renovado, o smart fortwo aparece em seu modelo 2012 com a grade do radiador aumentada - ostentando o logotipo da marca -, luzes em LEDs com nova disposição, saias laterais com aparência muscular e traseira modificada. “A forma como o fortwo mostra o logotipo, com maior ênfase, transmite a autoconfiança renovada da marca”, observa a CEO da smart, Annette Winkler. “Já faz algum tempo que o smart tornou-se um ícone e um componente do trânsito do futuro através do mundo”.

O logotipo cromado agora fica posicionado sobre a grade preta do radiador. As entradas de ar sob a placa foram reunidas em uma unidade única, dando ao carro uma aparência mais ousada. As novas luzes de uso diurno em LEDs, opcionais, agora estão dispostas horizontalmente. São três as opções de rodas: de nove raios, na versão passion, e duas de liga leve, com pneus largos, três raios ou três raios duplos.


A escolha de cores oferece sete opções, incluindo pela primeira vez a antracite fosca. O smart fortwo Brabus Xclusive passa a estar disponível, opcionalmente, em branco. Além das três cores para o teto de tecido para o smart cabrio - antes disponibilizadas pelo smart programme (preta, vermelha e azul) - o programa sob medida do smart Brabus oferece seis outras opções.


Por dentro
Mesmo com o foco principal da reestilização voltado para o exterior, também houve mudanças na parte interna do carro. Elas incluem um novo pacote interior em cinza cristal, que compreende nova combinação de tecido e couro nos assentos, imitação de couro e tecido para o acabamento das portas e uma imitação de couro preta no painel de instrumentos, combinando com a área inferior em cinza.

As versões pulse e passion são opções mais coloridas para o modelo básico pure. Ambas destacam a moldura da grade frontal e o friso prateado na retaguarda, por exemplo, enquanto o defletor dianteiro, as saias laterais e o acabamento traseiro são pintados na cor da carroceria. As carenagens dos espelhos externos tem acabamento na cor da célula de segurança. No smart pure, esses componentes são pretos.
As cinco versões - pure, pulse, passion, Brabus e Brabus Xclusive - foram mantidas. Da mesma forma, o smart fortwo continuará a ser oferecido nas configurações cabrio ou cupê, com cinco variações de motores a combustão e elétricos.


As vendas na Europa começam em abril. É provável que o modelo reestilizado desembarque no Brasil já no início do segundo semestre.

No mundo
Mais de 1,3 milhão de smarts fortwo foram vendidos desde que o primeiro modelo foi lançado em 1998. Do total, 101.996 foram vendidos em 2011, 4,6% mais do que no ano anterior.

Volkswagen anuncia Amarok automática por R$ 135.990


Aguardada desde o lançamento da Amarok, há dois anos, a versão da picape equipada com câmbio automático será lançada no início de abril por R$ 135.990, adianta a Volkswagen. Equipada com motor 2.0 turbodiesel em duas faixas de potência – 122 cv e 180 cv – a novidade terá bom pacote de equipamentos de série, compatível com a faixa de preço, e câmbio de oito marchas, inédito no país.

Sucessor do 815, Cargo 816 estreia novo painel


No segmento dos pesados, a Ford iniciou as vendas do caminhão Cargo 816. Sucessor do 815, o modelo chega com peso bruto total (PBT) de 8.160 kg, em três opções de distância entreeixos (3,30m, 3,90m e 4,30m) e motor 4.5 Cummins, de 160 cv de potência, incorporando a tecnologia SCR de pós-tratamento dos gases de escape por meio do aditivo Arla 32. Por dentro há um novo painel e a garantia passar a ser de dois anos, sem limite de quilometragem – único na categoria a oferecer a vantagem, afirma a Ford.